COMO OS MERCADOS PREDITIVOS SE APODERARAM DE TUDO

Apostar na guerra como se fosse uma partida de futebol

Em abril, um usuário da Polymarket teria usado um secador de cabelo para desregular um sensor meteorológico depois de apostar que faria mais de 21 °C em Roissy, na França. A temperatura que vai fazer, a próxima guerra imperial, uma candidatura presidencial, qualquer coisa: é possível espreitar o futuro do mundo nos sites de mercados preditivos. Mas por qual prisma?

Cassinos on-line disfarçados de veículos de investimento em que se pode apostar em qualquer coisa: quem vencerá esta ou aquela competição esportiva? Quem será a madrinha no casamento de Taylor Swift? Os mercados preditivos explodiram nos últimos dois anos. Segundo a TRM Labs, especialista em análise de criptoativos, o volume mensal de transações neles passou de US$ 1,2 bilhão no início de 2025 para mais de US$ 20 bilhões em janeiro de 2026. A avaliação combinada das duas principais plataformas, Polymarket e Kalshi, supera US$ 30 bilhões, impulsionando seus jovens fundadores para o clube dos bilionários.[1] Muitos descobriram a existência dessas estranhas criaturas híbridas – meio mercados futuros, meio caça-níqueis – por meio de recentes escândalos na mídia. No início de janeiro, uma conta da Polymarket, claramente criada uma semana antes da operação norte-americana, obteve US$ 400 mil de lucro ao apostar US$ 33 mil na destituição do presidente venezuelano…

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