Deepfakes, IA e a transformação dos conflitos
Pela primeira vez na história, a desinformação gerada por tecnologias sintéticas superou os métodos tradicionais, atingindo milhões de pessoas antes de qualquer verificação

Pela primeira vez na história, a desinformação gerada por tecnologias sintéticas superou os métodos tradicionais, atingindo milhões de pessoas antes de qualquer verificação
Em abril, um usuário da Polymarket teria usado um secador de cabelo para desregular um sensor meteorológico depois de apostar que faria mais de 21 °C em Roissy, na França. A temperatura que vai fazer, a próxima guerra imperial, uma candidatura presidencial, qualquer coisa: é possível espreitar o futuro do mundo nos sites de mercados preditivos. Mas por qual prisma?
Durante muito tempo, eles encarnaram o tipo humano mais desprezível que se possa imaginar: os traficantes de armas, que Bob Dylan considerava que não “valiam o sangue que corre em suas veias”. Hoje, a União Europeia os exalta como heróis do grande rearmamento moral e militar. Esse mórbido entusiasmo também se espalha pelo setor financeiro, no qual o Estado incentiva os investimentos armamentistas
É preciso reestabelecer a meta de segurança energética do país de garantir o aumento do refino nacional para reduzir a nossa dependência das importações
“Ataques cirúrgicos”, caças guiados por satélite, mísseis cheios de tecnologia… A guerra por bombardeios aéreos, à primeira vista tão simples e controlada quanto um videogame, permitiria atingir com eficiência objetivos estratégicos, preservando a vida das tropas. No entanto, a história mostra os problemas desse tipo de método
O movimento rebelde iemenita foi duramente atingido pelas represálias norte-americanas e israelenses. Teerã, porém, ainda pode mobilizar militarmente esse aliado caso sofra reveses importantes ou se o conflito entrar em uma fase pantanosa. Porém, isso vai na contramão da linha do antigo líder supremo, que tentava institucionalizar os hutis no plano político
O confronto em torno do Irã revela como instrumentos clássicos de pressão estratégica enfrentam limites crescentes em um sistema global marcado por novas redes de poder e maior autonomia regional
Há princípios que deveriam permanecer inegociáveis, mesmo em tempos de guerra: não se atacam crianças. Não se bombardeiam escolas. Hospitais não são alvos. Combatentes feridos têm direito a tratamento médico. Jornalistas devem poder circular com segurança para cumprir seu trabalho
A algoritmização da morte e a política de guerras preventivas transformam crises regionais em riscos globais
Os interesses geopolíticos, em oposição à preocupação humanitária, são os principais motivadores do confronto ocidental com o Irã
Monstros existem? A pergunta correta talvez não seja se eles existem, mas se eles se veem como monstros. Na noite do dia 27 de janeiro, me peguei fazendo essa reflexão – talvez pela simbologia da data, talvez pela lembrança inevitável de como a vida é bela, talvez pela memória do filme que carrega esse nome. O que vem a seguir é pesado, e por isso tentei organizar essas ideias com cuidado
A recente ampliação do aparato militar norte-americano no Mar do Caribe, justificada pelo discurso de enfrentamento ao tráfico de drogas e de proteção da democracia frente ao governo de Nicolás Maduro, indica a retomada de uma doutrina hemisférica de primazia e contenção, típica da Guerra Fria