INEFICIÊNCIA ESTRATÉGICA

O mito dos bombardeios libertadores

“Ataques cirúrgicos”, caças guiados por satélite, mísseis cheios de tecnologia… A guerra por bombardeios aéreos, à primeira vista tão simples e controlada quanto um videogame, permitiria atingir com eficiência objetivos estratégicos, preservando a vida das tropas. No entanto, a história mostra os problemas desse tipo de método

Israel e os Estados Unidos afirmam perseguir dois objetivos ao conduzir uma guerra aérea contra o Irã: destruir o programa nuclear de Teerã e provocar uma mudança de regime. A história, no entanto, mostra os limites práticos e éticos desse tipo de estratégia. A escolha por bombardeios aéreos decorre em geral menos de uma reflexão sobre o melhor meio de atingir um objetivo e mais de uma preocupação prática: não expor as próprias tropas. Esse raciocínio não é novo. Ao longo dos anos 1910, com os exércitos de países como França e Reino Unido sofrendo pesadas perdas em suas colônias, os bombardeios por aviões lhes pareceram um meio de “pacificar” esses territórios limitando a exposição de seus combatentes. Esse cálculo desconsidera um dado essencial: os bombardeios aéreos provocam mais mortes de civis inocentes do que os deslocamentos de tropas terrestres. O historiador David E. Omissi relata assim o dilema de…

Leia mais sobre o tema: