Viver sem raízes, à margem do mundo
Nesse contexto de deslocamento forçado, perda de cidadania e violência contínua, Médicos Sem Fronteiras (MSF) desenvolveu um projeto para preservar a memória e a identidade da população rohingya

Nesse contexto de deslocamento forçado, perda de cidadania e violência contínua, Médicos Sem Fronteiras (MSF) desenvolveu um projeto para preservar a memória e a identidade da população rohingya
O “massacre” é lembrado todos os anos em cerimônias e serviços memoriais, servindo de alerta para o risco de genocídios e limpezas étnicas em conflitos contemporâneos. No entanto, o negacionismo e as tentativas de minimizar ou reescrever o ocorrido persistem, especialmente entre setores da liderança sérvia da Bósnia
Os ataques de grupos armados vêm se multiplicando na província de Cabo Delgado desde 2017. No fim de maio, duas investidas causaram a morte de cerca de vinte soldados. Num contexto de pobreza generalizada, o governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder desde a independência em 1975, ainda sofre para afastar essa ameaça, mesmo recebendo um apoio bastante ativo de Ruanda
Enquanto o Velho Continente perde influência política e vê o avanço de grupos nacionalistas, na América do Norte a retórica do “nós em primeiro lugar” ganha força como lema político
Quanto mais visibilidade, melhor. Quanto mais deixarmos claro que nossos olhos estão em Gaza, melhor. Quanto mais cobrarmos de nosso governo ações práticas, sanções e bloqueios comerciais, melhor
A Casa Branca e o Kremlin pediram a realização rápida de eleições na Ucrânia, na esperança de encontrar um substituto para o presidente Volodymyr Zelensky que esteja mais disposto a fazer concessões. No entanto, não é certo que seu sucessor adote uma política mais conciliadora em relação às exigências russas e norte-americanas. Na Ucrânia, a união sagrada está se rompendo, mas organizar uma eleição em um país em guerra continua sendo um quebra-cabeça tanto prático como democrático
Plano de financiamento ReArm Europe, Livro Branco sobre a Defesa, compra centralizada de material militar, pressão da Comissão Europeia sobre os governos: o projeto europeu até agora focado na paz se reinventa como o mercado único da guerra. Com interesses estratégicos divergentes e lealdade questionada em Washington, os Estados-membros estão, afinal, se beneficiando do bloco?
A construção europeia tem raízes na Guerra Fria. Ou, para usar as palavras do atlantista Jean-Louis Bourlanges, “não foi a Europa que fez a paz. Foi a paz que fez a Europa”
A possível escalada do conflito pode dar início a uma guerra convencional. Até o momento, o que pudemos observar foi um verdadeiro massacre, quase que unilateral
Em um mundo em que muitos Estados – Ucrânia, Rússia, Palestina, Israel – percebem os conflitos que os envolvem como existenciais, como evitar uma escalada aos extremos, especialmente quando as grandes potências se desviam de suas próprias regras?
Professor e pesquisador norueguês que se insurgiu contra a naturalização da guerra na política internacional faleceu no último sábado, dia 17 de fevereiro
Segundo os discursos dominantes, a política externa ocidental consistiria em exportar a democracia liberal e o direito para o resto do mundo. No entanto, as relações entre as potências obedecem menos a ideais do que a considerações estratégicas, conforme explica John Mearsheimer, um importante teórico do realismo nas relações internacionais