AMEAÇA CONSTANTE

Os hutis em compasso de espera

O movimento rebelde iemenita foi duramente atingido pelas represálias norte-americanas e israelenses. Teerã, porém, ainda pode mobilizar militarmente esse aliado caso sofra reveses importantes ou se o conflito entrar em uma fase pantanosa. Porém, isso vai na contramão da linha do antigo líder supremo, que tentava institucionalizar os hutis no plano político

Guerra ou protelação? Depois da morte em 28 de fevereiro do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em um bombardeio israelo-americano, o líder dos hutis, Abdul-Malik al-Houthi, apareceu pouco combativo em um vídeo divulgado nas redes sociais. Em tom comedido, afirmou estar pronto “para qualquer evolução”, mas sem fazer ameaças diretas aos Estados Unidos ou a Israel. Essa contenção se explica por um contexto interno tenso e por problemas de ordem organizacional. Nos territórios que controlam desde o golpe de Estado de 2014, os rebeldes iemenitas enfrentam uma contestação crescente. A redução das atividades das organizações humanitárias, após a prisão de vários de seus funcionários, piorou uma situação alimentar e sanitária que já era preocupante. Confrontada com dificuldades cotidianas, a população, que apoiou os palestinos de Gaza, está menos disposta a suportar as consequências de um engajamento militar ao lado do Irã, que muitos consideram responsável pela ascensão do movimento. Além…

Leia mais sobre o tema: