A METRÓPOLE CONTRA A JUVENTUDE

Segregação e confinamento em São Paulo

Ao cruzar marcadores de raça, classe e gênero, a metrópole paulistana divide-se, aprisionando seus jovens em um regime de confinamento invisível que inviabiliza sua existência no espaço público

I. A Promessa da urbe e a Linha de Apartação

A história de São Paulo não é um relato de omissões urbanísticas involuntárias, mas a crônica de uma segregação sócio-espacial deliberada[i]. Erguida sob a lógica da mercantilização da terra, a metrópole estruturou-se para afastar as classes populares de seus centros de poder e infraestrutura, empurrando-as para periferias desprovidas de serviços.

É sobre os ombros de sua juventude negra e pobre que essa arquitetura excludente recai com maior peso. Para esse jovem, habitar a cidade não é um ato de trânsito livre, mas uma permanente negociação pela sobrevivência perante uma tríplice camada de violências, cotidiana, criminal e institucional, que atuam como mecanismos de contenção corporal e territorial[ii].

O “direito à cidade”, teorizado por Henri Lefebvre e David Harvey como o usufruto coletivo do espaço urbano para a emancipação e o encontro, é convertido em privilégio de classe ou interditado pela força. Ao cruzar marcadores de raça, classe e gênero, a metrópole paulistana divide-se, aprisionando seus jovens em um regime de confinamento invisível que inviabiliza sua existência no espaço público[iii].

II. A cerca invisível do medo: a violência cotidiana e o bloqueio de trajetos

A hostilidade cotidiana se inscreve na rotina dos jovens paulistanos sob a forma de um estado permanente de hipervigilância e medo. Longe do noticiário de homicídios, essa dimensão silenciosa reconfigura trajetos, deteriora a saúde mental e anula o lazer espontâneo[iv]. Um estudo com 747 jovens de 12 a 19 anos na Região Metropolitana revelou a capilaridade dessa opressão, agravada por marcadores identitários. Entre os jovens LGBTQIA+, 37% relatam já ter sofrido violência sexual e 40% agressões verbais na família. Entre as mulheres jovens, o índice de vitimização sexual atinge 25%, contra 8% dos homens. O espaço público converte-se em perigo; um simples trajeto vespertino para trabalhos escolares é atravessado pelo pânico do assalto à mão armada, afastando os jovens das praças e ruas.

Essa barreira se impõe de forma brutal no confinamento sistemático dos Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICAs). Sob a justificativa frequente de “falta de verba” pública para passagens de ônibus, jovens tutelados pelo Estado são privados de circular para além de seus bairros imediatos, sendo impedidos de acessar parques ou centros culturais gratuitos. Educadores relatam que, para evitar olhares preconceituosos de classes privilegiadas, retiram crachás de identificação dos adolescentes, mas a exclusão econômica permanece intransponível: a maioria cresce sem jamais ter visto a cidade iluminada após as dezoito horas, progredindo diretamente do abrigo para a situação de rua ao completarem a maioridade[v].

Para as Crianças e Adolescentes em Situação de Rua (CASRUA), o asfalto não é lazer, mas sobrevivência, onde se tornam alvos prioritários de agressões por parte de agentes de segurança pública e privada. Buscar canais oficiais de denúncia em delegacias comuns resulta frequentemente em intimidação secundária, impedindo a proteção legal da população mais exposta da metrópole[vi]. Somando-se a isso, a morfologia “carrocentrista” da capital paulistana configura uma barreira física excludente. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam colisões viárias como a maior causa de morte de pessoas entre 5 e 29 anos globalmente. Ao desenhar calçadas inacessíveis, travessias perigosas e priorizar o automóvel, o planejamento de São Paulo retira de crianças e jovens a possibilidade de caminhar e usufruir de seus territórios de forma segura[vii].

III. A divisão socioespacial do homicídio: o peso da ausência estatal

A violência criminal que incide sobre a juventude paulistana é indissociável da desigualdade territorial na distribuição de recursos. As áreas periféricas concentram historicamente os maiores índices de mortes violentas intencionais de jovens. Entre 1991 e 2002, o homicídio juvenil no estado cresceu 51% devido à expansão periférica desordenada e à carência infraestrutural. O contraste entre o distrito periférico de Capão Redondo, na zona sul, e o central Jardim Paulista escancara a divisão socioespacial. No Capão Redondo, 10,7% dos jovens enfrentam esgoto inadequado, enquanto no Jardim Paulista esse índice é de 0,1%. Em termos de mobilidade, 46,6% dos jovens do Capão gastam mais de uma hora diária em trajetos de transporte público para acessar o trabalho, em severo contraste com 5,6% dos moradores do Jardim Paulista. Essa rotina extenuante de trens e ônibus lotados deteriora a saúde mental e consome o tempo de descanso e formação política. O desfecho mais violento se dá na taxa de homicídios juvenis: são 41 mortes por 100 mil habitantes no Capão Redondo contra apenas 2 no Jardim Paulista.

A escassez de infraestrutura de lazer e esporte serve como vetor de facilitação para trajetos criminais. Dados apontam que, nas áreas com maior letalidade juvenil, 78% dos bairros não possuem centros esportivos, 81,6% carecem de bibliotecas públicas, e salas de cinema ou teatros inexistem na rotina comunitária[viii]. A precariedade força a juventude a buscar alternativas de pertencimento em economias informais ou ilícitas. Essa exclusão é perpetuada pela estigmatização de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, cujas matrículas em escolas públicas e projetos socioassistenciais são rotineiramente negadas sob o pretexto de “falta de estrutura de segurança”, inviabilizando trajetórias de reabilitação.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

IV. A necropolítica fardada: letalidade policial e o recuo no controle da força

A barreira mais violenta e impenetrável ao direito à cidade para a juventude periférica e negra é a violência institucional exercida pelo próprio Estado[ix]. Entre 2022 e 2024, o estado de São Paulo registrou um retrocesso sem precedentes na letalidade infanto-juvenil decorrente de intervenções de policiais militares em serviço. Segundo relatórios do UNICEF e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as mortes de crianças e adolescentes (10 a 19 anos) causadas por policiais subiram 120%, saltando de 35 vítimas fatais em 2022 para 77 em 2024[x]. A violência militarizada tornou-se a segunda maior causa de morte violenta dessa faixa, respondendo por 34% dos homicídios intencionais de crianças e adolescentes em 2024 (24% em 2022).

Essa escalada coincide temporalmente com uma inflexão política na segurança pública de São Paulo a partir de 2023, caracterizada pelo afrouxamento intencional dos mecanismos de responsabilização e transparência policial. Registrou-se uma queda de 46% na abertura de Conselhos de Disciplina destinados a julgar desvios de praças, uma redução de 12,1% nos Processos Administrativos Disciplinares (PADs) e o menor volume de Inquéritos Policiais Militares (IPMs) dos últimos oito anos.

Em junho de 2024, a autonomia da Corregedoria foi limitada, passando a depender do Subcomandante-Geral da PM para afastar policiais acusados de abusar dos direitos humanos. O desmonte enfraqueceu o programa de câmeras corporais, que passou a sofrer alterações de protocolo para favorecer o acionamento manual pelos próprios agentes em serviço, prejudicando a transparência e a produção de provas independentes. O resultado reflete-se no avanço das mortes por intervenção, que subiram 175,4% nos batalhões com câmeras e 129,5% naqueles sem equipamento, provando que a tecnologia, despida de sanção administrativa e vontade política correcional, é inútil para frear o uso letal da força. O cenário contrasta com o período de 2019 a 2022, quando políticas firmes de controle e gravação contínua reduziram em 66,3% as mortes de jovens pela polícia paulista.

A seletividade racial dessa letalidade institucional é inequívoca: a taxa de mortalidade infantojuvenil por policiais militares é de 1,22 para cada 100 mil habitantes negros em São Paulo, comparado a 0,33 para brancos. O jovem negro paulistano tem 3,7 vezes mais chances de ser morto por agentes de segurança do que um jovem branco, consolidando a cor da pele como principal protocolo de suspeição policial. No panorama nacional de 2024, 86% das vítimas de intervenção letal do Estado eram negras[xi]. Essa engrenagem opera em crimes sumários como o de Gabriel Ferreira Messias da Silva, entregador pardo de 18 anos assassinado na Zona Leste em novembro de 2024. Temendo a apreensão de sua motocicleta por falta de habilitação, Gabriel tentou fugir, caiu do veículo e ergueu as mãos em rendição; mesmo sem apresentar resistência, foi baleado no peito por um sargento da PM. Na delegacia, os policiais registraram falsamente que o jovem portava um revólver, farsa desmascarada pelas gravações de câmeras corporais e perícia de balística[xii]. Essa violência reconecta-se historicamente com os Crimes de Maio de 2006, episódio em que forças policiais e grupos de extermínio executaram mais de 493 pessoas (com fontes independentes estimando mais de 600 mortos) nas periferias paulistas, vitimando majoritariamente jovens negros tratados sumariamente como criminosos sob a chancela da impunidade estatal[xiii].

V. O lazer sob suspeita: a repressão ao funk e o massacre de Paraisópolis

O cerceamento do direito à cidade manifesta-se com vigor na perseguição sistemática aos poucos espaços de sociabilidade e cultura espontânea da juventude periférica. Para adolescentes privados de praças públicas cuidadas e bibliotecas, o funk de rua consolidou-se como o palco primordial de existência coletiva e expressão estética. O poder público, contudo, elegeu o funk como inimigo público, combatendo-o através de táticas militares de dispersão violenta estruturadas na “Operação Pancadão”[xiv].

O exemplo mais trágico dessa lógica bélica ocorreu em 1º de dezembro de 2019, resultando no Massacre de Paraisópolis, na zona sul da capital. Sob a alegação de perseguir dois homens armados em uma motocicleta, tropas do Choque e da Polícia Militar invadiram o Baile da DZ7, encurralando uma multidão estimada entre 5 e 8 mil frequentadores. Empregando munições de impacto controlado, bombas de gás lacrimogêneo e agressões físicas diretas, as viaturas fecharam as principais vias de saída (Rua Ernest Renan e Rua Rudolf Lutze), bloqueando rotas de escape e empurrando o público em pânico para vielas estreitas e sem saída. Nove jovens, de 14 a 23 anos, morreram asfixiados por compressão torácica na Viela do Louro: Gustavo Cruz Xavier (14), Denys Henrique Quirino Silva (16), Dennys Guilherme dos Santos França (16), Marcos Paulo Oliveira dos Santos (16), Luara Victória Oliveira (18), Gabriel Rogério de Moraes (20), Eduardo da Silva (21), Bruno Gabriel dos Santos (22) e Mateus dos Santos Costa (23), vítimas de um cerco militarizado imprudente. Laudos periciais comprovaram graves falhas no resgate: o socorro demorou 34 minutos para ser acionado, e os boletins oficiais continham declarações fraudulentas para encobrir a truculência das guarnições. Doze policiais tornaram-se réus por homicídio doloso qualificado, mas respondem em liberdade aguardando julgamento.

Seis anos depois, a repressão ao lazer periférico em Paraisópolis persiste por asfixia ostensiva e econômica. Sob a gestão do governo estadual, o Baile da DZ7 está suspenso há quase dois anos pelo estacionamento fixo e hostil de viaturas do 16º Batalhão da PM, a unidade mais letal da capital. Relatos de moradores denunciam abusos cotidianos: o jovem Carlos Almeida, de 29 anos, foi parado a caminho de casa, esbofeteado no rosto e chamado de “vagabundo” apenas por transitar trajando calça polo e óculos de sol “Juliet”, adereço estigmatizado como uniforme de frequentadores de baile. A repressão desestruturou a economia interna da comunidade; pequenos comerciantes como Marcela, vendedora de bebidas, perderam 80% de suas receitas com o fim do fluxo, forçando o fechamento de comércios locais que sustentavam famílias periféricas.

O avanço da censura cultural consolidou-se também no âmbito municipal através da “CPI dos Pancadões”, proposta pelo vereador Rubinho Nunes. Em vídeos de redes sociais de agosto de 2024 acompanhando incursões em Paraisópolis, o vereador qualificou a favela como “fazenda” e os jovens do baile como “animais”. Essa desumanização linguística pavimenta o caminho simbólico para que as mortes e exclusões de corpos negros e favelados ocorram sob a indiferença da opinião pública[xv].

VI. Ocupar e resistir: as trincheiras de afeto e a reivindicação do território

Frente à sobreposição sistemática de barreiras físicas e armadas, a periferia paulistana reconfigura-se através de potentes redes de proteção social, memória coletiva e resistência estética. Diante da inércia do judiciário em responsabilizar os agentes públicos que violam os direitos fundamentais de seus filhos, as mães das vítimas de violência policial organizaram-se para expor a brutalidade estatal. A fundação do Movimento Mães de Maio por Débora Maria da Silva, após o assassinato de seu filho Rogério nos Crimes de Maio de 2006, converteu a dor materna em um instrumento de combate ao genocídio de jovens negros e periféricos no Brasil[xvi].

Contudo, a espera crônica por justiça extrai um elevado custo psicológico e de saúde dessas mulheres. Mães ligadas ao Massacre de Paraisópolis adoeceram de forma terminal sob a angústia da impunidade. Evanira, mãe de Eduardo da Silva, faleceu consumida pelo pânico constante disparado pela mera visão de uma viatura da Polícia Militar, um gatilho traumático recorrente. Maria das Graças Reis da Silva, advogada e mãe de Bruno Gabriel, e Cecília Lopes, fundadora da ONG “Lucas Vive”, também faleceram na longa espera por uma reparação oficial que jamais alcançaram[xvii]. Apesar da violência desse luto interrompido, a mobilização dessas mães garantiu avanços públicos concretos, como a criação do Centro de Memória das Vítimas da Violência do Estado (CNVV), política de amparo psicológico e social para familiares atingidos pela brutalidade de agentes estatais.

Em paralelo à denúncia, a juventude de São Paulo utiliza a arte e a cultura para desafiar a lógica de confinamento sócio-espacial, ressignificando o território urbano. Coletivos juvenis de teatro, saraus literários periféricos e batalhas de rap ocupam praças públicas e desafiam a privatização dos espaços de lazer. O Programa VAI (Valorização de Iniciativas Culturais), da Secretaria Municipal de Cultura, destaca-se como instrumento central de fomento a projetos de jovens periféricos, descentralizando recursos e promovendo autonomia cultural ativa na periferia. Da mesma forma, as Fábricas de Cultura, localizadas nas periferias, oferecem laboratórios gratuitos de inovação, robótica e artes, assegurando espaços seguros de sociabilidade infantojuvenil[xviii]. Iniciativas articuladas com organizações internacionais, como o projeto “Geração que Move”, coordenado pelo UNICEF, capacitam adolescentes de favelas para auditar as condições de calçadas, reivindicar tarifas sociais e cobrar melhorias de mobilidade ativa de seus gestores públicos[xix].

Essa resistência cultural contemporânea vincula-se diretamente ao legado das grandes mobilizações populares da última década pelo direito à circulação física na metrópole, cujo epicentro foram as Jornadas de Junho de 2013. Articuladas originalmente pelo Movimento Passe Livre (MPL), em São Paulo, contra a elevação das tarifas de transporte público, as manifestações contaram com protagonismo juvenil massivo. Para os jovens de periferia, o valor excessivo da passagem operava, e ainda opera, como a primeira barreira invisível de confinamento territorial, convertendo o direito constitucional de ir e vir em mercadoria cara. Ao politizar a mobilidade urbana nas ruas de São Paulo, a mobilização da juventude catalisou a aprovação da PEC 74/2013 no Congresso Nacional, incluindo formalmente o transporte público no rol dos direitos sociais da Constituição Federal em 2015. O episódio confirmou que o direito à cidade não é outorgado pelas elites, mas disputado através da apropriação física e coletiva do asfalto[xx].

VII. Por uma urbe justa: horizontes para a democratização do espaço paulista

A desconstrução desse regime de confinamento territorial e de violência sobreposta contra a juventude paulistana impõe a superação do atual paradigma punitivo de gestão urbana. O direito à cidade só se consolidará quando o planejamento metropolitano de São Paulo priorizar o corpo pedestre, a circulação livre e a proteção cidadã em detrimento dos fluxos de capitais e da militarização dos territórios populares. A reconfiguração da segurança pública exige o reestabelecimento imediato do controle estrito da força de polícia, com o restabelecimento de protocolos de gravação ininterrupta de câmeras corporais independentes e a recuperação da plena autonomia correcional da Corregedoria da PM paulista para afastar liminarmente policiais autores de abusos contra direitos humanos. A fiscalização externa permanente sobre boletins de ocorrência que registram óbitos por intervenção em serviço faz-se crucial para coibir a subnotificação etária e as fraudes de dados.

Além disso, urge a despenalização e a regularização negociada do lazer periférico, transformando as batidas da Operação Pancadão em comitês municipais de mediação que incluam comerciantes e jovens organizadores na pacificação e no fomento cultural direto. A ampliação orçamentária do Programa VAI e a expansão física das Fábricas de Cultura são investimentos urgentes para a redistribuição dos aparelhos estatais de lazer. Finalmente, a garantia da mobilidade universal pressupõe a ampliação radical do programa municipal de gratuidade tarifária para o sistema metroferroviário estadual à juventude trabalhadora e periférica, rompendo as cercas de tarifa que apartam os bairros distantes.

Somente através de uma profunda reforma urbana pautada pela equidade e pela desmilitarização da vida cotidiana será possível resgatar o direito de ir, vir e existir para a juventude periférica, convertendo o concreto hostil de São Paulo em um espaço de pertencimento e emancipação coletiva.

 

Roberto Uchôa de Oliveira Santos é doutorando no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, é policial federal licenciado no Brasil e integra o Conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

[i] Segregação socioespacial e violência na cidade de São Paulo: O referências para a formulação de políticas públicas – SciELO, https://www.scielo.br/j/spp/a/nFtYhwnhjzcTVXMzv7NWs5F/?lang=pt&format=pdf.

[ii] Segregação socioterritorial, juventude e direito à cidade – Le Monde Diplomatique Brasil, https://diplomatique.org.br/segregacao-socioterritorial-juventude-e-direito-a-cidade

[iii] Direito à cidade e mobilidade urbana: reinventando o modal bicicleta – MPRJ, https://www.mprj.mp.br/documents/20184/1606558/Fabiana_de_Alcantara_Pacheco_Coelho.pdf

[iv] Adolescentes apontam múltiplas violências cotidianas na Grande São Paulo, alerta estudo, https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/adolescentes-apontam-multiplas-violencias-cotidianas-na-grande-sao-paulo

[v] Férias no abrigo: quando o Estado some e a quebrada fica de portas fechadas, https://periferiaemmovimento.com.br/artigo072026feriasnoabrigo/

[vi] Crianças e adolescentes em situação de rua, as várias faces da violência e os desafios do sistema penal e juvenil para uma – Tribunal de Justiça, https://www.tjsp.jus.br/download/EPM/Publicacoes/CadernosJuridicos/07cad66.pdf?d=638567540889808488

[vii] Quem tem direito à cidade? Entenda o que afasta as crianças de uma relação mais saudável com o meio urbano – Clube Quindim, https://quindim.com.br/blog/cidade-criancas/

[viii] Segregação socioespacial e violência na cidade de São Paulo: referências para a formulação de políticas públicas – SciELO, https://www.scielo.br/j/spp/a/nFtYhwnhjzcTVXMzv7NWs5F/

[ix] A heterogeneidade territorial da letalidade policial no Brasil – Anuário Brasileiro, https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2023/08/anuario-2023-texto-03-a-heterogeneidade-territorial-da-letalidade-policial-no-brasil.pdf

[x] Mortes de crianças e adolescentes por intervenção policial crescem 120% no estado de São Paulo entre 2022 e 2024 – UNICEF, https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/mortes-de-criancas-e-adolescentes-por-intervencao-policial-crescem-120-no-estado-de-sao-paulo-entre-2022-2024

[xi] Polícia mata mais de 4.000 em 2024 no Brasil; 86% das vítimas eram negras – CNN Brasil, https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/policia-mata-mais-de-4-mil-em-2024-86-das-vitimas-eram-negras/

[xii] https://apublica.org/2025/07/violencia-sao-paulo-mortes-por-policiais-aumentam-no-estado/

[xiii] Maternidade contra o genocídio: o Movimento Mães de Maio frente à democracia das chacinas | Antropolítica – Revista Contemporânea de Antropologia, https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/50035/33184

[xiv] Violência policial fecha bailes funk em Paraisópolis, maior favela de São Paulo – Agência Pública de Jornalismo Investigativo, https://apublica.org/2025/07/violencia-policial-fecha-bailes-funk-na-maior-favela-de-sp/

[xv] Os sentidos atribuídos à juventude, à violência e à justiça por jovens em Liberdade Assistida em São Paulo/SP – Teses USP, https://teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-01082013-102556/publico/delgado_corrigida.pdf

[xvi] Maternidade contra o genocídio: o Movimento Mães de Maio frente à democracia das chacinas | Antropolítica – Revista Contemporânea de Antropologia, https://periodicos.uff.br/antropolitica/article/view/50035/33184

[xvii] Justiça que não chega: mães de jovens mortos pela polícia morrem à espera de respostas, https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/05/11/justica-que-nao-chega-maes-de-jovens-mortos-pela-policia-morrem-a-espera-de-respostas.ghtml

[xviii] 1 Tô no Rumo: Cultura – Ação Educativa, https://acaoeducativa.org.br/wp-content/uploads/2021/11/T%C3%B4-no-rumo-CULTURA.pdf

[xix] Crianças podem contribuir para deixar as cidades mais acolhedoras e inclusivas, https://revistapesquisa.fapesp.br/criancas-podem-contribuir-para-deixar-as-cidades-mais-acolhedoras-e-inclusivas/

[xx] Direito à cidade: qual foi o papel dos jovens nas manifestações de 2013? – Educação e Território, https://educacaoeterritorio.org.br/reportagens/direito-a-cidade-qual-foi-o-papel-dos-jovens-nas-manifestacoes-de-2013/

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