Segregação e confinamento em São Paulo
Ao cruzar marcadores de raça, classe e gênero, a metrópole paulistana divide-se, aprisionando seus jovens em um regime de confinamento invisível que inviabiliza sua existência no espaço público

Ao cruzar marcadores de raça, classe e gênero, a metrópole paulistana divide-se, aprisionando seus jovens em um regime de confinamento invisível que inviabiliza sua existência no espaço público
As quatro aulas acontecerão quinzenalmente aos sábados pela manhã entre os meses de agosto e setembro
As políticas públicas de cultura voltadas à juventude na cidade de São Paulo enfrentam o desafio de atender uma população numerosa e socialmente diversa, marcada por profundas desigualdades territoriais. Embora a cidade disponha de uma ampla rede de equipamentos e programas culturais, persistem obstáculos relacionados à distribuição desses recursos, à ampliação do acesso e ao fortalecimento da participação dos próprios jovens na formulação e produção cultural
A oferta de espaços públicos em boas condições de uso para a população é obrigação do poder público, que deve garantir o acesso, a inclusão e a sustentabilidade das áreas verdes públicas na cidade de São Paulo
“O direito à cidade é construído no dia a dia. Ele se fortalece nos votos que vamos dar nas próximas eleições, mas também na forma como reivindicamos melhorias junto ao poder público”
O DNA cultural de uma sociedade livre e pluralista é regido pelas vidas que habitam nosso planeta, criadas para viver em harmonia com a natureza
A falta de construção de uma política consistente de preservação do patrimônio cultural, na sua contradição complexa entre o interesse público e a propriedade privada, promove o arrasa-quarteirão de uma sociedade que tem baixa autoestima e busca resolver a questão exterminando os espaços que acredita não lhe darem lucro
Desde a gestão João Dória, continuando com Bruno Covas e chegando ao atual mandatário, a estrutura de governo dedicada à gestão de resíduos vem sendo desmontada
A rua Itaboca já não existe mais, teve seu nome alterado para Professor Cesare Lombroso em 02/05/1958, a pedido do vereador Jacob Zveibil, mas, desde 1954, um ano após a extinção da zona de confinamento do baixo meretrício do Bom Retiro, vários políticos tentaram alterar os nomes das ruas Aimorés e Itaboca, ruas que perfaziam entre si um confinamento legalmente estabelecido pelo Interventor Federal em São Paulo, Adhemar de Barros
O poema narra um encontro casual no centro de São Paulo, entre o eu lírico e um homem em situação de rua, sentado num banco da Praça do Patriarca, próximo ao Viaduto do Chá
Será que as políticas públicas estão, de fato, funcionando para mudar os reais motivos que levam à situação de rua ou estão apenas respondendo às emergências?
Notas sobre o papel do Estado, da sociedade e grupos populares na construção de cidades justas e seguras