Donald Trump e Tony Soprano
Seria a fusão do século a Paramount comprar a Warner. Já é, de toda forma, uma história exemplar. No elenco: um transumanista e seu filho, o mundo de Hollywood e jornalistas apavorados
Em 1966, a Gulf and Western Industries, fabricante de limitadores com mola para portas de correr, adquiriu a gigante do cinema Paramount. Havia cerca de trinta anos, o movimento de fusões e aquisições ganhava força em Hollywood. Todos os grandes estúdios “acabaram sendo engolidos por multinacionais alheias ao mundo da arte e da cultura”, observam os pesquisadores Martin Bernier e Laurent Jullier.[1] Hoje em dia, o capitalismo predatório continua avançando, agora impulsionado pela expansão do streaming e pela recente entrada das empresas de tecnologia nesse setor. Trata-se de uma questão não apenas financeira, mas também política e artística. Desde a crise da Covid-19, as plataformas de vídeo sob demanda dominaram o mercado mundial de vídeo. Com mais de 300 milhões de assinantes no mundo, a Netflix lidera, à frente da Disney (236 milhões) e da Prime Video (200 milhões). Em seguida vêm HBO Max (92 milhões) e Paramount+ (62 milhões).…

