GRUPOS ESTIGMATIZADOS SÃO ALVO PREFERIDO

A discriminação como arma da extrema direita

Um debate acalorado: os gigantes da inteligência artificial transformaram seus usuários em servos e vassalos condenados – como na Idade Média – a trabalhar de graça e a pagar a renda? Ou aplicam à risca, porém com produtos sofisticados, as velhas receitas do capitalismo industrial? Para enfrentá-los, será preciso escolher entre Dom Quixote e Karl Marx

Nos próximos meses, o Brasil terá, ao que tudo indica, um novo partido político de extrema direita, formado a partir do Movimento Brasil Livre (MBL).  É sabido que existe, há mais de década, um perfil renovado de militância de extrema direita atuante no Brasil. No caso do MBL, essa renovação foi impulsionada inclusive pelo perfil etário do grupo, que conta com um número expressivo de jovens e adolescentes não apenas engajados em espaços virtuais, mas também dispostos a ocupar espaços físicos. E esse dado tende a conferir um gradiente de vantagem ao grupo no que diz respeito à disponibilidade de tempo e energia, o que veio a se mostrar um valioso recurso na campanha de coleta de assinaturas para validação do cadastro junto ao Tribunal Superior Eleitoral – embora se possa presumir que, como é praxe no grupo, muitos desses jovens tenham sido remunerados por metas ou como prestadores de…