A RELAÇÃO ESTADO-MERCADO

Caso Master e o regulador

A escala de questionamento da regulação estatal assume proporções ainda maiores diante do elevado poder econômico das instituições financeiras

Os mais recentes desdobramentos do que podemos chamar, vulgarmente, de caso Master colocaram sob escrutínio o arranjo de regulação e fiscalização do sistema financeiro nacional nos moldes delineados, em especial, no fim da década de 1990 e aprimorado nas décadas seguintes. Na medida em que um banco tido como de pequeno porte se mostrou capaz de estremecer as bases da República e, particularmente com relação ao nosso sistema financeiro, suscitar alerta de risco de efeitos sistêmicos, hoje já descartado, questiona-se por quais razões o Banco Central do Brasil não foi capaz de reconhecer, antecipadamente, não apenas o comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, mas também os manifestos indícios de administração fraudulenta e os possíveis crimes das mais diversas naturezas, em detrimento do regular exercício da atividade bancária. Deparamo-nos com circunstâncias sem precedentes que, efetivamente, impuseram ao regulador desafios de impossível ou difícil superação, ou…

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