Devemos ter medo da China? - Le Monde Diplomatique

UMA NOVA ORDEM GEOPOLÍTICA

Devemos ter medo da China?

por Kishore Mahbubani
Abril 2, 2019
Imagem por Cau Gomez
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A ofensiva partiu dos Estados Unidos antes de se estender para a maioria dos países ocidentais: a China, com seus produtos, espiões e ambições militares, estaria tentando desestabilizar a ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. Pequim se defende. Xi Jinping montou uma operação de sedução em sua viagem à Europa, entre 21 e 26 de março. Essa ameaça chinesa existe mesmo?

Dentro de quinze anos, a economia chinesa terá ultrapassado a dos Estados Unidos, tornando-se a mais poderosa do mundo. Com a aproximação dessa virada, um consenso domina Washington: a China pode prejudicar muito os interesses e o bem-estar dos norte-americanos. O general Joseph Dunford, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, afirma sem rodeios: em 2025, a China deverá ser “a maior ameaça” (audiência do Senado, 26 set. 2017). Na estratégia de defesa nacional dos Estados Unidos de 2018, a China e a Rússia são citadas como “potências revisionistas”, que procuram “forjar um mundo compatível com seu modelo autoritário – obtendo direito de veto sobre as decisões econômicas, diplomáticas e de segurança de outras nações”.1 “A ameaça chinesa”, declara o diretor do FBI, Christopher Wray, “não está relacionada apenas às questões estratégicas e do conjunto do governo; ela afeta o conjunto da sociedade, e eu acho que vamos precisar de uma resposta na escala do conjunto da sociedade.” Essa ideia está tão difundida que, quando o presidente Donald Trump iniciou sua guerra comercial contra a China, em janeiro de 2018, ele recebeu o apoio até mesmo de personalidades moderadas, como o senador democrata Chuck Schumer.

Duas preocupações alimentam essa inquietação. A primeira é econômica: a China teria enfraquecido os Estados Unidos por meio de práticas comerciais desleais, exigindo transferências de tecnologia, violando o direito de propriedade intelectual e impondo barreiras não tarifárias que impedem o acesso a seus mercados. A segunda é política: seu desenvolvimento econômico não estaria sendo acompanhado pelas reformas democráticas liberais previstas pelos governos ocidentais, principalmente o dos Estados Unidos. A China estaria se mostrando muito agressiva em suas relações com as outras nações. Convencido de tais análises, o cientista político Graham Allison chega, em um livro intitulado Vers la guerre,2 à deprimente conclusão de que um conflito armado entre os dois países parece mais do que provável.

No entanto, a China não está organizando uma força militar capaz de ameaçar ou invadir a América, não tenta intervir nos assuntos domésticos dos Estados Unidos e não está em campanha para destruir a economia norte-americana. Apesar dos clamores a respeito do perigo chinês, deveria ser possível, portanto, para os Estados Unidos encontrar um meio pacífico de lidar com o país que, dentro de uma década, será a maior potência econômica, talvez até geopolítica, do mundo. E fazer isso defendendo seus próprios interesses, mesmo quando eles são contrários aos de Pequim.

Ainda é preciso começar questionando uma antiga crença sobre o sistema político chinês. Desde o fim da União Soviética, os dirigentes dos Estados Unidos estão convencidos de que o destino do Partido Comunista Chinês (PCC) é ser enterrado junto com o Partido Comunista soviético. De um extremo a outro do espectro político, eles aceitaram, mais ou menos explicitamente, a tese apresentada por Francis Fukuyama em 1992: “Não somos testemunhas apenas do fim da Guerra Fria, […] mas do fim da própria história como tal: a saber, o ponto final da evolução ideológica da humanidade e a universalização da democracia liberal ocidental como uma forma final de governança humana”.3

Quando, em março de 2000, Bill Clinton explicou por que apoiava a adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC), ele assegurou que a liberalização política seguiria a liberalização econômica, como a cauda de uma serpente segue sua cabeça. E pediu a seus colegas: “Se você acredita em um futuro mais aberto e mais livre para o povo chinês, você deve aprovar este acordo”. Seu sucessor, George W. Bush, tinha as mesmas convicções. Na Estratégia de Defesa Nacional de 2002, ele afirmou que, “com o tempo, a China perceberá que as liberdades sociais e políticas são a única fonte de grandeza de uma nação”. Hillary Clinton foi ainda mais explícita. Estendendo o reinado do PCC, os chineses tentam, segundo ela, “impedir o curso dos acontecimentos; em vão. Eles não serão capazes de fazer isso. Mas tentarão desacelerá-lo o quanto puderem”.

Plutocracia contra meritocracia

Pode-se questionar a confiança dos tomadores de decisão norte-americanos, que se consideram em posição de dar recomendações políticas à China. Ainda que nenhum império tenha acumulado tanto poder econômico, político e militar como os Estados Unidos, a assinatura de sua Declaração de Independência (1776) tem menos de 250 anos. A história da China começou muito antes. Ao longo dos milênios, seu povo aprendeu que os maiores sofrimentos sobrevêm quando seu governo central está fraco e dividido, como no século após a Guerra do Ópio (1842), ao longo do qual a China foi assolada por invasões estrangeiras, guerras civis, fome e muitos outros males. Desde 1978, o país tirou 800 milhões de pessoas da pobreza e criou a maior classe média do mundo. Como escreveu Graham Allison em um editorial para o China Daily, jornal estatal chinês, “é possível afirmar que houve, em quarenta anos de crescimento milagroso, uma melhoria no bem-estar humano mais rápida do que durante os 4 mil anos de história da China”. Tudo isso aconteceu enquanto o PCC estava no poder. E os chineses não deixaram de notar que o fim do Partido Comunista soviético foi acompanhado, na Rússia, por uma redução da expectativa de vida, pelo aumento da mortalidade infantil e pela queda da renda.

Aos olhos dos norte-americanos, a luta entre seu sistema político e o da China se resume ao enfrentamento entre uma democracia, onde as pessoas escolhem livremente o governo, podem falar o que quiserem e praticam a religião de sua escolha, e uma autocracia, onde elas são privadas dessas liberdades. Mas, para observadores menos militantes, a clivagem se apresenta de outra forma: ela opõe uma plutocracia norte-americana – na qual as decisões políticas acabam por favorecer os ricos em detrimento das massas – e uma meritocracia chinesa – na qual as decisões políticas, tomadas por funcionários escolhidos pelo partido com base em suas competências, ajudaram a reduzir a pobreza de maneira espetacular. Nos últimos trinta anos, a renda mediana do trabalhador norte-americano estagnou: entre 1979 e 2013, o salário horário real mediano aumentou apenas 6% – menos de 0,2% ao ano.4

Isso não significa que o sistema político chinês deva persistir em sua forma atual. As violações dos direitos humanos, principalmente a detenção de centenas de milhares de uigures,5 continuam sendo um grande problema. Muitas vozes se elevam na China para exigir reformas. Entre elas, a do professor Xu Jilin,6 que reserva suas críticas mais agudas aos colegas do mundo acadêmico. Ele os acusa de dar excessiva centralidade ao Estado-nação e muito destaque às diferenças culturais e históricas fundamentais com os modelos políticos ocidentais. Xu argumenta que essa insistência nos particularismos marca uma ruptura com a cultura chinesa tradicional, que, como ilustra a noção histórica de tianxia, era um sistema universal e aberto. Criticando a rejeição radical, por alguns de seus pares “nacionalistas extremistas”, de “tudo o que foi criado pelos ocidentais”, ele afirma, ao contrário, que a China sempre teve sucesso porque sempre esteve aberta.

No entanto, mesmo um progressista como Xu não gostaria que seu país reproduzisse o sistema político norte-americano. Pelo contrário, o professor acha que a China deveria “explorar suas próprias tradições culturais” a fim de promover uma “nova tianxia”. Na frente interna, “os hans e as numerosas minorias nacionais devem gozar de plena igualdade no plano jurídico e em termos de sua situação social; as especificidades culturais das diversas nacionalidades devem ser respeitadas e protegidas”. No nível diplomático, as relações com os outros países “devem ser definidas pelos princípios do respeito pela independência soberana do outro, da igualdade de tratamento e da convivência pacífica”.

O sistema político chinês deverá evoluir junto com a situação econômica e social. E, em muitos aspectos, já se transformou consideravelmente – abrindo-se. Por exemplo, em 1980, nenhum habitante da China estava autorizado a viajar para o exterior como turista. No ano passado, quase 134 milhões de pessoas foram para o exterior e voltaram para casa por vontade própria. Da mesma forma, milhões de jovens com mentes brilhantes puderam experimentar a liberdade das universidades norte-americanas. Em 2017, oito em cada dez estudantes quiseram voltar para casa.

 

Nenhum tiro nos últimos trinta anos

No entanto, uma questão permanece: se as coisas vão bem, por que Xi Jinping impõe uma disciplina mais rigorosa aos comunistas e por que acabou com o limite de mandatos presidenciais?7 Podemos dar a seu antecessor, Hu Jintao, o crédito por um crescimento econômico espetacular. Mas seu mandato também foi marcado pelo recrudescimento da corrupção e do divisionismo, particularmente da parte de Bo Xilai, líder de Chongqing (30,5 milhões de habitantes), e Zhou Yongkang, ex-chefe todo-poderoso da segurança interna. Xi está convencido de que essas tendências podem deslegitimar o PCC e atrapalhar a revitalização do país. Para enfrentar esses terríveis desafios, considera necessário restaurar um poder central forte. Apesar disso (ou graças a isso?), ele continua extremamente popular.

No mundo ocidental, muita gente se preocupa com seu enorme poder e vê nisso um sinal premonitório de conflito armado. Mas essa mudança na liderança do país não transformou de maneira fundamental a estratégia geopolítica de longo prazo da China. Esta sempre evitou guerras inúteis. Ao contrário dos Estados Unidos, que têm a sorte de ter dois vizinhos pacíficos – Canadá e México –, ela tem um relacionamento difícil com vários vizinhos poderosos e altamente nacionalistas, entre eles a Índia, o Japão, a Coreia do Sul e o Vietnã. Dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a China é o único que não disparou nenhum tiro fora de suas fronteiras nos últimos trinta anos, desde a breve batalha naval com o Vietnã em 1988. Em compensação, mesmo sob o governo do presidente Barack Obama, considerado pacifista, as Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram em um único ano, 2016, 26 mil bombas sobre sete países. É bastante evidente que os chineses dominam a arte da contenção estratégica.

Claro que em alguns momentos eles estiveram à beira da guerra.8 Com o Japão, por exemplo, por causa das ilhas Senkaku/Diaoyu. Muito se tem falado também sobre a possibilidade de um conflito no Mar da China Meridional, pelo qual passa, todo ano, cerca de um quinto do transporte marítimo mundial. Em um contexto de soberania contestada em algumas porções dessas águas, a China converteu recifes isolados e baixios nelas localizados em instalações militares. Mas, ao contrário do que levam a crer as análises ocidentais, o país, cuja posição na região é inegavelmente mais afirmada no plano político, não se tornou mais agressivo do ponto de vista militar. Inclusive, ele poderia facilmente expulsar pequenos rivais, como a Malásia, as Filipinas e o Vietnã – mas não fez isso.

 

Batalha pela supremacia industrial

A rotineira narrativa da “agressão chinesa” nessa área geralmente deixa de mencionar que os Estados Unidos perderam muitas oportunidades de aliviar as tensões na região. Um ex-embaixador na China, J. Stapleton Roy, declarou que, em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente Obama, no dia 25 de setembro de 2015, Xi fez propostas sobre o Mar da China Meridional que incluíam a aprovação de declarações apoiadas pelos dez membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Anase). Ele acrescentou que não pretendia militarizar as Ilhas Spratley, onde obras gigantescas estavam em curso. A administração Obama não fez nenhum esforço para dar prosseguimento a essa proposta conciliatória; ao contrário, intensificou as patrulhas de sua Marinha. Em resposta, a China acelerou a construção de instalações defensivas nessas ilhas.

Quanto às questões econômicas, elas não requerem menos habilidade que os assuntos militares e diplomáticos. Esse não é o caminho escolhido por Trump. Mesmo com suas justificativas duvidosas, a guerra comercial que ele desencadeou contra a China lhe valeram um amplo apoio do grande público, fenômeno que certamente põe em evidência um erro chinês: não levar em conta as crescentes críticas suscitadas por certas práticas desleais. No entanto, tais práticas explicam, por si só, a atitude de Trump? Na China e em toda parte, cada vez menos se acredita nisso. O que os Estados Unidos desejam é minar a ambição da China de se tornar um líder tecnológico. Como observou Martin Feldstein, ex-presidente do Comitê de Conselheiros Econômicos de Ronald Reagan, os Estados Unidos têm todo o direito de colocar em prática políticas para impedir o roubo de suas tecnologias, mas isso não os autoriza a bloquear o plano estratégico nacional “Made in China 2025” – um projeto concebido para desenvolver indústrias de ponta, como a de carros elétricos, a robótica avançada e a inteligência artificial.

Para manter sua supremacia nas indústrias de alta tecnologia, como a aeroespacial e a robótica, os Estados Unidos não podem se contentar em impor barreiras alfandegárias a seus parceiros. Eles precisam investir em ensino superior, pesquisa e desenvolvimento; em outras palavras, precisam desenvolver sua própria estratégia econômica de longo prazo para responder à da China.

Tanto no plano político como no plano retórico, o governo chinês tem uma visão clara do futuro de sua economia e de sua população. Programas como o “Made in China 2025” ou o “Novas Rotas da Seda” (Belt and Road Initiative, BRI), com seus projetos de infraestrutura, ilustram o desejo de se tornar um ator de primeira linha nas novas indústrias. Aliás, os dirigentes chineses insistem no fato de que seu país não pode prosseguir na busca pelo crescimento ignorando seu custo social: a desigualdade e a poluição ambiental. Xi reconheceu, em 2017, a necessidade de resolver a tensão “entre um desenvolvimento desequilibrado e inadequado e a necessidade cada vez maior de uma vida melhor para os cidadãos”.9 Ninguém sabe se o governo será capaz de responder a isso. Mas pelo menos ele tomou consciência do problema. Nada impede que os Estados Unidos façam o mesmo.

Ocorre que, para desenvolver uma estratégia de longo prazo, os Estados Unidos precisam resolver uma contradição fundamental em seus próprios princípios. Seus maiores economistas acreditam que as políticas industriais conduzidas sob a liderança dos Estados não funcionam e defendem um capitalismo de livre mercado. Se tal crença tem fundamento, então o principal negociador comercial de Trump, Robert Lighthizer, não deveria ficar alarmado por causa dos esforços de Pequim para melhorar suas capacidades tecnológicas. Ele deveria acomodar-se confortavelmente e aguardar até que a iniciativa industrial da China desmorone por si mesma, saboreando o espetáculo de seu fracasso.

No entanto, se Lighthizer acredita que o plano de 2025 pode ter sucesso, cabe a ele pedir que seus concidadãos revejam seus postulados ideológicos. Eles poderiam, então, desenvolver uma estratégia de longo prazo equivalente. A Alemanha, aliás, provavelmente a maior potência industrial do mundo, já conta com um roteiro como esse, chamado Industry 4.0.

 

Presente estratégico para Pequim

Ironia do destino: a colaboração mais vantajosa para os Estados Unidos seria justamente aquela que eles poderiam estabelecer com a China. Esta quer apenas utilizar suas reservas de US$ 3 trilhões para investir mais nos Estados Unidos, que poderiam considerar uma participação no BRI, para grande satisfação dos países envolvidos no projeto, muito interessados em moderar a preponderância chinesa. Em suma, há muitas oportunidades para serem aproveitadas. Assim como a Boeing e a General Electric tiraram proveito da explosão do mercado de aviação chinês, empresas como a Caterpillar e a Bechtel poderiam se beneficiar das grandes obras realizadas nesses países. Até o momento, porém, a aversão ideológica dos Estados Unidos ao intervencionismo estatal na economia torna esses cenários improváveis.

Fazia sentido que os Estados Unidos tivessem o maior orçamento de defesa do mundo quando seu poder econômico deixava em segundo plano todas as outras nações. Faria sentido que a segunda maior economia do mundo ainda tivesse o maior orçamento de defesa do planeta? Agarrar-se a essa supremacia não seria um presente estratégico para a China? Esta aprendeu uma importante lição com o colapso do bloco soviético: o crescimento econômico deve vir antes das despesas com armamentos. Nessas condições, Pequim só pode se alegrar ao ver Washington desperdiçando seu dinheiro em gastos militares inúteis.

Se os Estados Unidos conseguissem mudar sua visão sobre a China, eles descobririam que é possível desenvolver uma estratégia capaz de freá-la e de fazer avançar seus próprios interesses. Em um discurso pronunciado na Universidade de Yale em 2003, Clinton enunciou a filosofia por trás dessa estratégia, explicando, essencialmente, que a única maneira de conter a próxima superpotência é criando regras multilaterais e parcerias que a limitem.

Sob o reinado de Xi, a China continua favorável ao fortalecimento da arquitetura multilateral mundial criada pelos Estados Unidos, incluindo o FMI, o Banco Mundial, a ONU e a OMC. Ela forneceu mais forças de manutenção da paz do que os outros quatro membros permanentes do Conselho de Segurança. Novas oportunidades de cooperação surgirão, portanto, em fóruns multilaterais. Mas, para aproveitá-las, os dirigentes dos Estados Unidos precisam aceitar uma realidade: a ascensão da China (e da Índia) é inevitável.

 

*Kishore Mahbubani é ex-embaixador de Cingapura nas Nações Unidas, professor de Políticas Públicas da Universidade de Cingapura e autor de L’Occident (s’)est-il perdu? [O Ocidente (se) perdeu?], Fayard, Paris, 2019. Este artigo é parte de um texto publicado na revista Harper’s, em fevereiro de 2019.

 

1 “Summary of the National Defense Strategy of the United States 2018” [Resumo da Estratégia Nacional de Defesa dos Estados Unidos 2018], Departamento de Defesa, Washington, DC. Disponível em: <https://dod.defense.gov>.

2 Graham Allison, Vers la guerre. L’Amérique et la Chine dans le piège de Thucydide? [Rumo à guerra. América e China na armadilha de Tucídides?], Odile Jacob, Paris, 2019.

3 Francis Fukuyama, La Fin de l’histoire et le dernier homme [O fim da História e o último homem], Flammarion, Paris, 2009 (1. ed.: 1992).

4 Lawrence Mishel, Elise Gould e Josh Bivens, “Wage stagnation in nine charts” [A estagnação salarial em nove gráficos], Economic Policy Institute, Washington, DC, 6 jan. 2015. Disponível em: <www.epi.org>.

5 Ler Remi Castets, “A repressão contra os uigures no controlado mundo do ‘sonho chinês’”, Le Monde Diplomatique Brasil, mar. 2019.

6 Cf. Xu Jilin, Rethinking China’s Rise: A Liberal Critique [Repensando a ascensão da China: uma crítica liberal], Cambridge University Press, 2018.

7 Até março de 2018, o presidente da República não podia ter mais do que dois mandatos.

8 Cf. Richard McGregor, Asia’s Reckoning: China, Japan, and the Fate of US Power in the Pacific Century [O acerto de contas da Ásia: China, Japão e o destino do poder dos Estados Unidos no Século do Pacífico], Viking, Nova York, 2017.

9 Discurso no XIX Congresso do PCC, Xinhua, 18 out. 2017.



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