FRACASSO EM TERMOS DE SEGURANÇA DAS JUNTAS MILITARES

Em uma década, o Sahel mudou completamente

Os golpes de Estado no Mali, em Burkina Faso e no Níger, inicialmente apresentados como respostas temporárias à crise de segurança no Sahel, parecem estabelecer de forma duradoura regimes autoritários. Além do repúdio de sempre à presença francesa, esses novos governos militares têm dificuldade em formular um projeto verdadeiro e, sobretudo, conter uma onda jihadista cada vez mais mortal

Doze anos após a Operação Serval, lançada pela França para conter o avanço dos grupos jihadistas no Mali, o Sahel vive uma realidade de insegurança crescente. Nem os 5,1 mil soldados mobilizados por Paris e seus aliados durante a Operação Barkhane (2014-2022), nem os 13 mil capacetes-azuis enviados pelas Nações Unidas, nem as quatro missões da União Europeia lançadas desde 2014 conseguiram frear a violência armada, cada vez mais letal.[1] A região agora está sendo abalada por crises repetidas que ignoram as fronteiras nacionais. Uma onda de golpes (Mali, Burkina Faso, Níger) levou ao poder juntas pouco solidárias entre si e ineficazes no combate à insegurança, apesar de suas promessas iniciais de restabelecer a paz e a autoridade do Estado. No início de julho de 2025, o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (GSIM), afiliado à Al-Qaeda, realizou sete ataques coordenados no oeste do Mali, perto das fronteiras…

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