COMO ROMPER POLARIZAÇÕES EXTREMISTAS SEM NEGAR O DIREITO À RADICALIDADE

Enfrentar as crises reconstruindo a democracia

Como as forças populares podem atuar para conter ou reverter a crise das democracias? Que programa teria capacidade de animar corações em luto para mobilizações dispostas a alterar a atual correlação de forças? Conseguiremos enfrentar a hidra capitalista, racista e patriarcal, esse monstro de tantas cabeças? Podemos contar com partidos políticos e governos de centro-esquerda para isso?

Estamos vivendo uma crise de múltiplas dimensões. Há entre nós, do campo de esquerda, entre as pessoas que sonham com justiça e igualdade, que desejam ardentemente bem viver, pensamentos confusos e sentimentos de angústia e desolação. Algumas pessoas, sem escolher, sentam-se na beira da estrada e não sabem o que fazer; outras seguem em frente, mas, sem decidir caminhos, vão no fluxo. Vejo próximo uma grande bifurcação. Riscos para a vida da humanidade nos termos que a conhecemos até aqui. Como as forças populares podem atuar para enfrentar e ultrapassar esse momento? Responder a essa pergunta é, em si, um desafio, mas o faço de uma perspectiva feminista, para a qual a democracia, tal como a entendemos, sempre foi um projeto utópico. Meu interesse é contribuir para o debate entre aquelas pessoas que se movimentam para tornar o mundo um lugar bom para vivermos juntas. Tentar entender a crise e…

Leia mais sobre o tema: