Guerras sem fim contra os palestinos - Le Monde Diplomatique Brasil

UMA DOMINAÇÃO ISRAELENSE CADA VEZ MAIS BRUTAL

Guerras sem fim contra os palestinos

Edição 167 | Palestina
por Alain Gresh
1 de junho de 2021
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Após onze dias de conflito, com 230 mortes palestinas e 12 israelenses, Israel e o Hamas concluíram um cessar-fogo sem condições prévias. A trégua não apaziguou as tensões em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, pois não mexe nas questões de base. Sem um Estado viável e tendo de continuar se submetendo à colonização, os palestinos continuarão a lutar por seus direitos

Na Palestina, a história se repete. Regularmente, inexoravelmente, impiedosamente. É sempre a mesma tragédia; uma tragédia previsível, tão evidentes são os dados coletados em campo, mas que continua a surpreender aqueles que tomam o silêncio da mídia como consentimento das vítimas. Cada vez mais, a crise ganha contornos particulares e toma emprestados caminhos inéditos, mas resume-se a uma verdade límpida: a persistência há décadas da ocupação israelense, a negação de direitos fundamentais ao povo palestino e a vontade de expulsá-los de suas terras.

Há muito tempo, logo após a guerra de junho de 1967, o general Charles de Gaulle delimitou aquilo que iria advir: “Israel organiza, nos territórios que tomou, uma ocupação que só pode ocorrer com opressão, repressão, expulsões; por isso, manifesta-se contra o país uma resistência que, por sua vez, ele qualifica como terrorismo”.1 O estadista francês declarou na ocasião do sequestro de um avião israelense, em 1969, que não se podia equiparar a ação de um grupo clandestino, a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), qualificada à época como “terrorista”, com as “represálias” de um Estado como Israel, que, em 1968, havia destruído a frota aérea libanesa no aeroporto de Beirute. Como consequência, ele impôs um embargo total à venda de armas a Tel Aviv. Outra época, outra visão.

O capítulo mais recente dessa catástrofe, que sempre se reinicia, foi aberto em Jerusalém. Seus elementos já são conhecidos. A repressão brutal a jovens palestinos expulsos dos espaços públicos do Portão de Damasco e da Esplanada das Mesquitas, onde celebravam a cada noite a ruptura do jejum do Ramadã – resultado: mais de 300 feridos –; a invasão dessa mesma esplanada pela polícia israelense, que não hesitou em lançar gás lacrimogêneo sobre os fiéis nem em atirar com balas supostamente “de borracha”;2 a expulsão programada de famílias inteiras do bairro de Sheikh Jarrah; as incursões aos gritos de “morte aos árabes” de supremacistas judeus fortalecidos por sua recente vitória eleitoral obtida graças ao apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Violar o mês sagrado do Ramadã, profanar um santuário do islã, usar da força bruta: muitas vozes em Israel denunciaram, tardiamente, os “erros” cometidos.

Erros? Seria mais uma arrogância cega e um desprezo pelos “colonizados”. Conforme notou um jornalista da CNN, o que poderia assustar autoridades que utilizam “uma tecnologia capaz de seguir os deslocamentos de telefones celulares, drones para monitorar movimentos dentro e ao redor da Cidade Velha, bem como centenas de câmeras de segurança”? Até porque se apoiam nos “melhores policiais armados alocados para reprimir os problemas, auxiliados por caminhões que despejam aquilo que os palestinos chamam de ‘água de esgoto’, um líquido pútrido pulverizado sobre os manifestantes, os passantes, os carros, as lojas e as casas”.3

Esqueceram-se de contar com a determinação dos jovens de Jerusalém, que, fora de qualquer organização política, enfrentaram as forças de repressão. Outra “surpresa”: fizeram isso com o apoio de seus irmãos e irmãs das cidades palestinas de Israel, de Nazaré a Umm al-Fahm, explodindo o mito de que Israel trata seus cidadãos de maneira igualitária. Para antever tais revoltas, bastaria, no entanto, ter lido os relatórios recentemente publicados por duas grandes organizações de defesa dos direitos humanos, a israelense B’Tselem e a norte-americana Human Rights Watch. Elas estabeleceram que o sistema de governo sobre todo o território do Mandato Britânico da Palestina, não apenas nos territórios ocupados, é um sistema de apartheid, segundo a definição utilizada pelas Nações Unidas, a qual podemos resumir em uma frase: em uma mesma terra coexistem, às vezes a alguns metros umas das outras, populações que não dispõem dos mesmos direitos, não estão sujeitas às mesmas jurisdições e não são tratadas da mesma maneira.4 Essa disparidade produz os mesmos efeitos ocorridos na África do Sul antes da queda do regime do apartheid: insubordinação, revolta e motim.

Nas cidades onde são majoritários, os palestinos de Israel sofrem o subinvestimento do Estado, a falta de infraestrutura e a recusa das autoridades em agir contra a criminalidade; nas cidades mistas, são relegados a bairros superlotados, forçados a se exilar por pressão da colonização judia, conscientes de que o objetivo final do governo israelense é livrar-se de todos esses “não judeus”. Um jovem palestino de Israel explica, desse modo, sua solidariedade com Sheikh Jarrah: “O que acontece em Jerusalém corresponde exatamente ao que acontece em Jafa e em Haifa. A sociedade árabe em Israel passa por uma expulsão sistemática. Atingimos o ponto de ebulição. Ninguém se preocupa em saber se podemos continuar existindo; pelo contrário. Eles nos forçam a partir”.5

Em Lod, uma cidade de 75 mil habitantes, os confrontos entre judeus e palestinos – que representam um quarto da população – foram particularmente brutais. Estes últimos continuam assombrados pela limpeza étnica de 1948, quando os grupos armados sionistas expulsaram com uso de força militar 70 mil deles.6 O mesmo projeto continua em obra, embora se manifeste de outras formas: trata-se de “terminar o trabalho” colocando-os para fora. As 8 mil habitações em construção são todas reservadas aos judeus; e por lá, como em Jerusalém ou na Cisjordânia, é praticamente impossível um palestino obter um alvará de construção. O fato de ter um passaporte israelense não muda nada.

(Foto: Patrick Perkins/Unsplash)

Jerusalém ainda mais dividida

O primeiro ato do drama atual se encerrou em 10 de maio. As autoridades israelenses precisaram recuar, ao menos parcialmente. A juventude palestina retomou o controle das ruas; a Mesquita Al-Aqsa foi evacuada; a Corte Suprema, que devia ratificar a expulsão de diversas famílias de Sheikh Jarrah – conforme o faz regularmente, confirmando a judaização da Palestina7 –, adiou sua decisão em um mês. Até a manifestação prevista para celebrar a “libertação” da cidade e de seus locais santos em 1967 virou um fiasco. Seu itinerário foi modificado para desviar dos bairros palestinos, confirmando a divisão em dois da “capital unificada e eterna de Israel” e a resiliência dos palestinos: estes representam 40% da população – embora a municipalidade não lhes consagre mais que 10% de seu orçamento8 –, ao passo que eram apenas 25% dos habitantes em 1967.

Nesse mesmo dia, após ter dado um ultimato exigindo a retirada dos policiais de Jerusalém, o Hamas, no poder em Gaza, lançou uma série de foguetes contra as cidades israelenses, inaugurando um novo ato da revolta. Assistimos tão logo a um bombardeio midiático contra a “organização terrorista”, marionete do Irã, cujo recurso à violência impediria qualquer solução política. Mas em qual momento os “períodos de calma” (isto é, aqueles nos quais apenas palestinos são mortos, sem que tal fato nunca estampe a primeira página dos jornais) forçaram Netanyahu a negociar uma paz verdadeira? Como lembrou Nelson Mandela em suas memórias, “é sempre o opressor, não o oprimido, que determina a forma da luta. Se o opressor utiliza a violência, o oprimido não tem outra escolha senão responder com violência”.9

Nem o caráter violento do Hamas nem seu rótulo de movimento “terrorista” impediram, aliás, Netanyahu de utilizá-lo como interlocutor privilegiado em diversas ocasiões desde sua chegada ao posto de primeiro-ministro, em 1996, para enfraquecer a Autoridade Palestina. Esperava assim fragmentar a causa palestina entre Gaza e Ramallah – o que lhe permitia, ainda por cima, explicar que não era possível negociar com os palestinos divididos! Foi seu governo que possibilitou a transferência de centenas de milhões de dólares do Catar para Gaza a fim de reabilitar parcialmente o território, em embargo desde 2007 e devastado durante a guerra de 2014.10 Não resta dúvida de que uma parte desse dinheiro permitiu ao Hamas, com a ajuda do Irã e do Hezbollah libanês, reconstituir e desenvolver seu arsenal militar e suas capacidades de combate.

O Exército israelense, convencido de ter ao mesmo tempo desferido golpes mortais no Hamas durante sua ofensiva de 2014 e “comprado a paz” por um punhado de dólares, deixou-se surpreender por sua entrada na batalha de Jerusalém – outra prova de sua arrogância e de sua incapacidade de compreender a “mentalidade dos colonizados”. Todos os palestinos, muçulmanos ou cristãos, consideram Jerusalém o coração de sua identidade. Fotografias ou pinturas da cidade, às vezes até mesmo maquetes da Mesquita Al-Aqsa ou do Santo Sepulcro, ornam suas casas. A amplitude do movimento em torno de Sheikh Jarrah, que se estendeu até os palestinos de Israel, forçou o Hamas a colocar seu peso na batalha, até porque a perspectiva de avanços políticos havia sido barrada pela decisão do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de adiar as eleições legislativas e presidenciais – uma decisão motivada pelo medo de ser destituído pelo voto popular e pela recusa de Israel em permitir a ocorrência do escrutínio em Jerusalém Oriental.

Ao participar, o Hamas contribuiu para reunificar os palestinos: aqueles do Mandato Britânico da Palestina, aqueles dos campos de refugiados, além daqueles que vivem espalhados pelo mundo; conforme comprovou a greve geral da qual fizeram parte ao mesmo tempo os de Jerusalém, os dos territórios ocupados e os de Israel em 18 de maio – fato inédito em mais de trinta anos. Esse sucesso foi obtido apesar das divisões políticas persistentes, tanto entre o Hamas e a Autoridade Palestina quanto no próprio interior do Fatah. Essas divisões terão peso na maneira pela qual os palestinos poderão consolidar suas conquistas.

 

Uma vitória militar impensável

No plano militar, o Exército israelense fez o que sabe fazer: aplicou a doutrina do general Gadi Eizenkot, elaborada após a guerra contra o Líbano em 2006. Chamada de “doutrina Dahiya”, em referência ao bairro do sul de Beirute onde estavam situados os escritórios do Hezbollah, esta preconiza uma resposta desproporcional e “represálias” contra as zonas civis que poderiam servir de base ao inimigo. Nenhum outro exército no mundo ousou formular abertamente tal “doutrina terrorista” – embora seja bem evidente que muitos deles não hesitam em colocá-la em prática, sejam os norte-americanos no Iraque ou os russos na Chechênia. O Exército israelense dispõe de mais de um pretexto ideal: como o Hamas controla Gaza desde 2007, qualquer escritório encarregado de impostos, da educação ou da ajuda social pode ser qualificado como alvo legítimo. O saldo é terrível: mais de 230 palestinos mortos, sendo cerca de 60 crianças; 1.800 feridos; 600 casas e uma dezena de prédios totalmente destruídos; centros médicos, universidades e estações elétricas atingidos. Esses números interessarão com certeza à Corte Penal Internacional, que colocou a situação da Palestina em sua ordem do dia.

Tudo isso para qual resultado? Foi “a operação mais falha e inútil de Israel em Gaza”, denuncia Aluf Benn, redator-chefe do jornal israelense Haaretz. Não só o Exército não previu nada – justo quem se glorifica a cada novo round de ter “erradicado as organizações terroristas e suas infraestruturas” –, como também “não faz a menor ideia de como paralisar o Hamas e desestabilizá-lo. Destruir seus túneis com bombas potentes […] não infligiu nenhum dano sério às capacidades de combate do inimigo”.11 Mais grave ainda, embora o Domo de Ferro, o dispositivo de interceptação de foguetes, tenha conseguido limitar a doze o número de mortos entre os habitantes das cidades israelenses, ele não impediu o tumulto em sua vida cotidiana, pois estes foram obrigados a se refugiar em abrigos, inclusive em Tel Aviv e Jerusalém. Foguetes e mísseis mudaram o cenário: de agora em diante, nenhuma cidade de Israel está a salvo – já se havia constatado isso durante a guerra conduzida contra o Hezbollah em 2006. E pode-se imaginar amanhã uma guerra em diversos fronts: em Gaza e no Líbano, ou até no Iêmen, onde os hutis, que dispõem de uma capacidade de ataque por mísseis – utilizados em resposta aos bombardeios sauditas – significativa, ameaçam usá-los contra Israel.

Ao longo da guerra de 2014, os observadores já haviam notado a melhora nas performances militares do Hamas; elas chegaram avançar no aspecto balístico. “O número de altos dirigentes do Hamas mortos pelo Exército israelense demonstra que não se trata de uma ‘organização efêmera’, como pretendem muitos analistas”, nota Zvi Bar’el no Haaretz. “Alguns desses homens ocupavam postos importantes: comandante da brigada da cidade de Gaza, chefe da Unidade Cibernética e do Desenvolvimento de Mísseis, chefe do Departamento de Projetos e Desenvolvimento, chefe do Departamento de Engenharia, comandante do Departamento Técnico de Informações Militares e chefe da Produção de Equipamentos Industriais. Trata-se de um exército com um orçamento, hierarquizado e organizado, cujos membros possuem o grau de formação e o conhecimento necessários para gerar as infraestruturas, tanto para a sobrevivência como para as ofensivas.”12 Assassinar alguns chefes do Hamas não mudará nada: uma nova geração de militantes e de chefes logo sai dos escombros, dotada de uma raiva ainda mais inextinguível contra o “inimigo israelense”.

Essa raiva não se limita aos palestinos. A mobilização a seu favor no mundo árabe não havia ganhado tal amplitude desde a Segunda Intifada (2000-2005). Centenas de milhares de pessoas desfilaram no Iêmen e no Iraque – é irônico lembrar que um dos objetivos da guerra norte-americana de 2003 era favorecer o estabelecimento das relações diplomáticas entre Bagdá e Tel Aviv. Manifestações também ocorreram no Líbano, na Jordânia, no Kuwait, no Catar, no Sudão e no Marrocos. A questão palestina, longe de ter ficado de lado após a assinatura dos Acordos de Abraão por Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein,13 permanece no cerne da identidade árabe. As esperanças de “normalização” com a Arábia Saudita ou com a Mauritânia foram (provisoriamente?) frustradas. Mesmo no Egito, o ódio se exprimiu tanto nas redes sociais como na imprensa oficial. E o tuíte em favor dos palestinos de Mohamed Salah, famoso atacante de futebol que atua no FC Liverpool, foi amplamente compartilhado.

 

A palavra “apartheid” se espalha

Relegada ao segundo plano pelos diplomatas ocidentais, a Palestina voltou ao centro dos debates. Nenhuma outra causa, desde a luta contra o apartheid na África do Sul, suscitou tal onda de solidariedade ao redor do mundo, da América Latina à África. Até nos Estados Unidos, muitos políticos democratas se posicionaram contra a cumplicidade envergonhada de Joe Biden, com palavras que não eram admitidas até então. Muitas personalidades da esquerda norte-americana não hesitaram em empregar termos como “ocupação”, “apartheid” ou “etnonacionalismo”. Alexandria Ocasio-Cortez, congressista por Nova York na Câmara dos Representantes, declarou em 13 de maio no Twitter: “Ao intervir apenas para falar das ações do Hamas – que são condenáveis – e se recusar a reconhecer os direitos dos palestinos, Biden reforça a falsa ideia de que os palestinos são a origem desse ciclo de violências. Isso não é uma linguagem neutra. Ele toma partido de um lado – o da ocupação”. Na véspera, ela já tinha feito parte dos 25 congressistas democratas que haviam pedido ao secretário de Estado, Antony Blinken, que exercesse pressão no governo israelense para impedir a expulsão de quase 2 mil palestinos de Jerusalém Oriental. “Devemos defender os direitos humanos em todos os lugares”, tuitou uma de suas signatárias, Marie Newman. Por outro lado, na Europa, principalmente na França, assistimos – apesar das mobilizações em favor da Palestina – a um alinhamento com Israel e seu discurso de “guerra contra o terrorismo” ou de “legítima defesa”.

O cessar-fogo que entrou em vigor em 23 de maio vai durar? O que vai acontecer com as famílias ameaçadas de expulsão em Sheikh Jarrah? A Autoridade Palestina sobreviverá à sua falência política? Esse não foi seguramente o último ato dessa peça que acabou de ser interpretada. Os palestinos, além da defesa de seu local de residência, mostraram mais uma vez determinação em não desaparecer do mapa diplomático e geográfico. Será preciso aguardar a próxima crise, com seu cortejo de destruições, mortes e sofrimento, para tomarmos consciência disso?

Em 1973, após o fracasso de suas tentativas de recuperar pela via diplomática seus territórios perdidos em 1967, o Egito e a Síria desencadearam a Guerra de Outubro contra Israel. Interrogado sobre essa “agressão”, Michel Jobert, o então ministro das Relações Exteriores francês, respondeu: “Será que tentar recolocar os pés em casa é um ato de agressão?”. Tentar fazer valer seus direitos é um ato de agressão?

 

*Alain Gresh é diretor do jornal online Orient XXI.

 

1 Cf. Hélène Aldeguer e Alain Gresh, Un chant d’amour. Israël-Palestine, une histoire française [Um canto de amor. Israel-Palestina, uma história francesa], La Découverte, Paris, 2017.

2 Cf. Jean-Pierre Filiu, “Le mythe des ‘balles en caoutchouc’ israéliennes, Un si proche Orient” [O mito das “balas de borracha” israelenses, um Oriente bem próximo], 16 maio 2021. Disponível em: www.lemonde.fr/blog/filiu/.

3 Ben Wedeman e Kareem Khadder, “Israel holds all the cards in Jerusalem, yet the city has never been more divided” [Israel dá as cartas em Jerusalém; ainda assim, a cidade nunca esteve tão dividida], CNN, 12 maio 2021. Disponível em: https://edition.cnn.com.

4 “Des politiques israéliennes abusives constituent des crimes d’apartheid et de persécution” [Políticas israelenses abusivas constituem crimes de apartheid e de perseguição], Human Rights Watch, 27 abr. 2021. Disponível em: www.hrw.org.

5 Nir Hasson, “There’s systematic expulsion of Arab society in Israel, and we’ve reached a boiling point” [Há uma expulsão sistemática da sociedade árabe em Israel, e chegamos ao ponto de ebulição], Haaretz, Tel Aviv, 12 maio 2021.

6 Cf. Ari Shavit, Lydda, 1948 [Lida, 1948], The New Yorker, 14 out. 2013.

7 Cf. Sylvain Cypel, “En Israël, la Cour suprême conforte les partisans de la colonization” [Em Israel, a Corte Suprema conforta os partidários da colonização], Orient XXI, 27 abr. 2015. Disponível em: https://orientxxi.info.

8 Cf. principalmente o relatório de B’Tselem sobre Jerusalém. Disponível em: www.btselem.org/jerusalem.

9 Ler “L’Évangile selon Mandela” [O Evangelho segundo Mandela], Le Monde Diplomatique, jul. 2010.

10 Ler Olivier Pironet, “À Gaza, un peuple en cage” [Em Gaza, um povo enjaulado], Le Monde Diplomatique, set. 2019.

11 Aluf Benn, “This is Israel’s most failed and pointless Gaza operation ever. It must end now” [Esta é a operação de Israel em Gaza mais falha e sem sentido de todas. Precisa acabar agora], Haaretz, 18 maio 2021.

12 Zvi Bar’el, “Looking for Gaza victory against Hamas, Israel lost the battle for Jerusalem” [Ao buscar a vitória de Gaza contra o Hamas, Israel perdeu a batalha por Jerusalém], Haaretz, 15 maio 2021.

13 Ler Akram Belkaïd, “Idylle entre les pays du Golfe et Israël” [Idílio entre os países do Golfo e Israel], Le Monde Diplomatique, dez. 2020.



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