Marine Le Pen, uma delinquente comum?
A líder do Rassemblement National (RN) alega ser vítima de uma politização da justiça. Na realidade, ela se beneficia de um sistema que opera com dois pesos e duas medidas: duro com os fracos e brando com os poderosos. O mesmo sistema que ela defende na Assembleia Nacional
Ainda é permitido criticar a justiça sem ser acusado de desrespeitar a democracia e o Estado de direito? Essa questão ganhou relevância após a condenação de Marine Le Pen em 31 de março de 2025 pelo Tribunal Correcional de Paris e o tumulto gerado pela decisão. Considerada culpada de desvio de verbas públicas no caso dos assessores parlamentares do extinto Frente Nacional (FN, rebatizado RN em 2018), a ex-líder do partido recebeu uma sentença de quatro anos de prisão (dois em liberdade condicional e dois com tornozeleira eletrônica), multa de 100 mil euros e inelegibilidade por cinco anos, com execução provisória. Um veredicto “político”, segundo Le Pen, destinado a afastá-la das próximas eleições: “Juízes adotaram práticas que imaginávamos restritas a regimes autoritários”, protestou no canal TF1 em 31 de março. Jordan Bardella, presidente do RN, denunciou a “tirania dos magistrados” (Europe 1, 1º abr.). O julgamento também foi questionado no…

