DEPOIS DO SIONISMO, RUMO A UMA TEOCRACIA?

O Estado da Judeia contra Israel

Em 27 de outubro, os eleitores israelenses irão às urnas para renovar seu Parlamento. Para além da questão do futuro político do primeiro-ministro em fim de mandato, Benjamin Netanyahu, o que está em jogo na eleição é a confirmação, ou não, do avanço do sionismo religioso. Defensora da anexação dos territórios palestinos, essa corrente contribui para uma polarização extrema da sociedade

A construção do projeto sionista levou décadas antes do nascimento de Israel. A situação atual deve levar a refletir sobre o futuro desse Estado, pelo menos em sua forma atual. Sem querer provocar medo nem fazer profecias. Um eventual colapso não aconteceria em um dia, mas uma grande fissura corrói as fundações: o fortalecimento do que convém chamar de Estado da Judeia, em oposição ao Estado de Israel. Em outras palavras, a emergência irresistível de um movimento que funde sionismo religioso e judaísmo ortodoxo e cujos partidários querem um Estado teocrático. Uma forma de sionismo racista e supremacista molda seu projeto radical de criação de um Grande Israel que se estenda por toda a Palestina histórica. A situação dos palestinos pioraria ainda mais se essa força política se tornasse hegemônica. Contudo, os cidadãos judeus que querem viver em um Estado liberal, democrático e pluralista também sofreriam as consequências. No coração…

Leia mais sobre o tema: