CRISE DE CONFIANÇA GLOBAL E A CONTRADIÇÃO DO PETRÓLEO NO AMAZONAS

O que esperar da COP 30

Com o alvorecer de uma nova Conferência sobre Mudança do Clima, as pessoas voltam a se dividir entre a esperança de um acordo transformador e o ceticismo diante da inação crônica

Em um ano em que o gás carbônico na atmosfera teve o maior salto já medido na história, a urgência científica colide com o esfacelamento geopolítico. E esse talvez seja o elemento de maior dor de cabeça para o multilateralismo climático desde 1992. Com eventos climáticos extremos se acelerando e a cooperação internacional sob pressão de guerras, genocídios e autoritarismo, o maior desafio é a crise de confiança. Na Pré-COP de Brasília, a China criticou duramente o unilateralismo e o protecionismo, deixando claro que a desconfiança é agravada pela retração de grandes emissores. A situação é de “dinheiro travado em países ricos”, agravada na Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) passada, no Azerbaijão, por conta de o acordo final sobre a nova meta de financiamento climático ter ficado aquém em US$ 1 trilhão, legando à COP 30, no Brasil, a missão de…

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