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Renato Lazzari
7 de abril de 2024 13:37

Caro Silvio,

não foi a “Diplô” que errou, o erro não é individual. (Meritocracia individual capitalista é falácia.) O “erro” é estrutural, social, coletivo. Está relacionado ao sucesso da extrema-direita, muito mais do que ao fracasso do outro campo. Os adeptos do capitalismo de barbárie (existe outro?) diriam que a “Diplô” errou ao manter-se em alto nível, através de colaboradores de altíssima qualidade. O mercado que se instaurou em nossa sociedade – assim como em todas as sociedade ditas “ocidentais”, a saber as que lastreiam suas economias no dólar estadunidense – premia, recompensa a mediocridade, a superficialidade quando não a mais profunda e absoluta dissonância cognitiva. Se a “Diplô” questionasse o fato da Terra ser redonda, se praticasse revisionismo histórico néscio ou se baseasse suas reflexões filosóficas em gurus e astrólogos, estaria tão bem quanto, por exemplo, o Brasil Paralelo. Pobre porém milionário… Sabe aquela história da pessoa que era tão pobre mas tão pobre que a única coisa que tinha, na vida, era dinheiro?

Da minha parte, mero cidadão do vulgo, quando dá compro um exemplar da “Diplô” em banca. Mas sei que, na ordem capitalista, pessoas comuns não valem nada. Os que valem são os capitalistas. Que, nessa forma para a qual o capitalismo evoluiu, também podem ser chamados de bárbaros ou vândalos. A força está com o capital privado por isso se chama “Capitalismo”. Se a força estivesse com a pessoa comum, o sistema se chamaria “Comunismo”.

Pode ser que Comunismo não tivesse logrado sucesso. Pode ser… Mas definitivamente o Capitalismo não o logrou. Pelo menos não se a ideia era democratização de saberes, de civilidade. A propósito, Democracia parece que não é meramente poder votar, hein? Parece que Democracia é muito mais profundo que isso, é atender a todos igualmente mas aos mais vulneráveis principalmente, será que não? O “ocidente” vota e… veja só como está.

Bem… sei que não é consolo mas todos nós erramos quando acreditamos em que a excelência venceria a mediocridade. Quando acreditamos que o capitalismo poderia ter tido outra evolução. Todos nós, que impulsionamos oligarcas, que admiramos e seguimos os enormes, como não podia deixar de ser, estamos sendo, por esses enormes, esmagados.

O governo de Lula, por mais vontade que tenha, pouco poderá fazer pois os estados nacionais, públicos, democráticos, também estão infiltrados, tomados pelos oligarcas do dólar, a turma da iniciativa privada ou seus prepostos. Pelo pouco que vejo, mal conseguem apagar incêndios como fome, ausência de educação e saúde, de moradia e dignidade mínimos que sejam. E se nem o governo brasileiro, que tem uma verve social-democrata, está conseguindo fazer alguma coisa, que dizer dos europeus, subservientes às oligarquias ocidentais, muitas vezes querendo até “serem mais reais que os reis”.

Gostaria de terminar essas mal traçadas com algum alento mas não consigo outro a não ser… tenham paciência. Vai passar. Pode demorar bem mais tempo do que desejamos, bem mais tempo que nossas curtas vidas pessoais durarão, mas certamente passará antes do que os bárbaros preveem. Como diz um ditado árabe, “quem planta tâmaras não colhe tâmaras”. É que a tamareira leva 100 anos para frutificar. Mas se ninguém as plantar, aí é que nem o plantador nem o colhedor, ninguém mais as desfrutará.

Abraços solidários de mais um dos prejudicados – mas nem por isso desistente – pelos oligarcas.

Cícero Lisboa
9 de abril de 2024 09:33

Não erraram em nada, o trabalho do Diplô é sensacional. Sigo solidário à revista e tenho esperança que isso vai se reverter.

Rodrigo
9 de abril de 2024 22:48

Fui assinante da versão digital do Diplô por alguns anos. O trabalho jornalístico, informativo, analítico, histórico e sociológico é impecável. (Desisti da assinatura por falta de suporte em problemas técnicos na leitura da revista nos meus dispositivos)

Respondendo a primeira pergunta do último paragrafo, infelizmente (porque nenhum monopólio é benéfico socialmente) ninguém exercerá o papel social do Diplô caso o jornal deixasse de existir. Esse é um fato que reforça a importância do jornal.

Não tenho uma resposta para a última pergunta. Sem deixar se lado a responsabilidade estatal, talvez o apoio pudesse advir do próprio público consumidor da revista, ou da sua divulgação e expansão para nichos como bibliotecas públicas, escolas, cursos de ciências humanas em universidades públicas e privadas.

LMA3
10 de abril de 2024 14:54

VIDA LONGA AO DIPLÔ!

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