Resposta aos meus detratores
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean‑Noël Barrot, insiste: a relatora especial das Nações Unidas sobre a situação nos territórios palestinos ocupados deve renunciar ao cargo… Mas por declarações que ela não fez. Francesca Albanese responde, em nossas páginas, à vasta campanha de difamação de que é vítima
Há mais de dois anos, meu mandato vem sendo alvo de polêmicas cuidadosamente orquestradas e de uma virulência crescente. Em 8 de fevereiro, uma deputada francesa atacou minha pessoa com base em declarações truncadas que me fariam dizer que Israel “é o inimigo comum da humanidade”, quando meu discurso visava os países que armaram Israel, assim como os meios de comunicação e os algoritmos das redes sociais que amplificaram o discurso genocida.[1] Sem se dar ao trabalho de verificar o teor exato de minhas palavras nem de examinar os fatos, o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, imediatamente repercutiu esses ataques em escala internacional, condenando como “exorbitantes e culpáveis” comentários que eu nunca fiz e anunciando que a França acionaria o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para pedir minha demissão. Seus homólogos italiano, alemão e tcheco lhe seguiram, sem proceder às verificações elementares que o cargo exige.…

