2026, o ano da grande guerra?
Há quatro anos, a guerra grassa entre Kiev e Moscou. O atoleiro das negociações se deve não apenas à intransigência dos russos, mas também à firmeza dos europeus e à inconstância dos Estados Unidos (pág. 12). Estes recuaram na questão da Groenlândia (pág. 10), mas a ordem norte-americana nunca deixou realmente de reger o mundo, inclusive no Leste Asiático, apesar da ascensão da China (págs. 2 e 11). Para consolidar essa dominação global, Washington procura tanto derrubar governos quanto colocá-los na linha, como na Venezuela (pág. 8) ou mesmo no Irã, onde a República Islâmica, todavia, parece mais contestada do que nunca (pág. 6). A administração Trump sabe que uma mudança de regime em Teerã teria consequências importantes no Oriente Médio – um dos tantos focos de conflito atuais (abaixo)

