Quando a violência deixa de ser exceção e revela um sistema
Quando uma mulher é assassinada por ser mulher, o que se rompe não é apenas uma vida individual, mas o pacto mínimo de convivência que sustenta o próprio conceito de civilização

Quando uma mulher é assassinada por ser mulher, o que se rompe não é apenas uma vida individual, mas o pacto mínimo de convivência que sustenta o próprio conceito de civilização
O julgamento ocorreu no último 31 de julho, no Palácio da Justiça, Centro Histórico de São Paulo. A ação pode apontar para uma possibilidade alternativa para dar mais efetividade à Lei Maria da Penha em todo o território nacional
Dados fornecidos pelo próprio CNJ indicam que o Poder Judiciário não superou a lógica da Lei 9.099/95, que caracterizava os crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher como delitos de menor potencial ofensivo
Rezadeiras são ameaçadas e insultadas por pessoas ligadas a igrejas evangélicas. A violência conta com apoio de uma espécie de milícia e do “capitão” que atua na aldeia Amambai
A violência de gênero atinge mulheres brasileiras de Norte a Sul do país, de todas as classes sociais, etnias, credos, raças e opção sexual. Seja por culpa do sistema patriarcal, seja pela falta de debate sobre o tema, o fato é que uma mulher é espancada a cada 15 segundos e dez são assassinadas diariamente no BrasilMaíra Kubík Mano|Mariana Fonseca
A discriminação contra a mulher é um fator que, na maior parte das vezes, está presente e fundamenta a violência sofrida. Coloca a mulher em situação de inferioridade e de subordinação, limitando sua autonomia, seu poder de escolha e de decisão, bem como o seu reconhecimento como pessoa dotada de direitos e de igual dignidade em relação ao homem.