Ser mulher é carregar suas dores e reprimir seus desejos?
Arqueologia das dores é o primeiro romance de Lia D’Assis, publicado pela Editora Reformatório. Lia é doutora em Teoria e História Literária

Arqueologia das dores é o primeiro romance de Lia D’Assis, publicado pela Editora Reformatório. Lia é doutora em Teoria e História Literária
O corpo feminino passa a cumprir uma função determinada pelo regime. A autonomia torna-se uma ameaça; a obediência, uma virtude pública
As ruas escuras e desertas guardam os riscos de ser mulher em cidades que não consideram infraestrutura urbana como uma estratégia urgente de segurança pública
A soberania alimentar se constrói a partir do encontro entre tradição, conhecimento e compromisso com o futuro
Mais de setenta anos depois do lançamento do original no Uruguai, o Brasil recebe a obra de Somers, A mulher nua, em um momento crítico. Nos últimos anos, o país tem registrado números recordes de feminicídios e agressões sexuais contra mulheres
Por que sociedades capazes de revolucionar o conhecimento da natureza demoraram tanto a questionar as convenções que mantinham as mulheres afastadas de suas principais instituições?
Mudanças demográficas da população impactam diretamente as preferências eleitorais e as estratégias de campanha dos candidatos
Entre a disputa eleitoral e a vida cotidiana, mulheres cristãs constroem escolhas, agendas e formas próprias de participação política que escapam às caricaturas sobre o chamado “voto religioso”
Nenhuma mulher deveria precisar transformar a ausência de direitos e de políticas de cuidado em uma demonstração permanente de resiliência
A violência patrimonial e o abuso econômico contra mulheres permanecem invisibilizados mesmo após vinte anos da Lei Maria da Penha. Muitas vítimas ainda têm dificuldade em identificar o controle financeiro, que muitas vezes é mascarado por dinâmicas domésticas aparentemente consensuais. Há uma negligência do Poder Judiciário brasileiro, que frequentemente trata a retenção de bens como meros conflitos conjugais, ignorando os impactos psicológico e social sobre as mulheres
A soberania alimentar começa em pequenos gestos: guardar sementes, cultivar um quintal produtivo, compartilhar mudas e incentivar outras pessoas a produzirem parte do que consomem
Reter, burlar ou repassar tardiamente recursos de campanha destinados a candidaturas negras constitui uma forma de violência política de raça e gênero, operada para perpetuar a política como feudo exclusivo da branquitude e do patriarcado