ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS PREVISTAS PARA 25 DE OUTUBRO

Costa do Marfim, último bastião da França

Enquanto sua influência é denunciada e rejeitada em muitos países africanos francófonos, a França mantém laços estreitos com a Costa do Marfim de Alassane Ouattara. Candidato a um quarto mandato presidencial, cuja constitucionalidade é duvidosa, ele pode contar com o apoio de Paris. No entanto, essa aliança é ao mesmo tempo frágil e contestada

Palácio do Eliseu, quarta-feira, 16 de julho de 2025. O presidente francês, Emmanuel Macron, recebe seu homólogo marfinense, Alassane Ouattara, oficialmente para um simples “almoço de trabalho”. Contudo, em Abidjã, o encontro suscita muitas interrogações. A três meses da eleição presidencial, Ouattara, de 83 anos, é ambíguo sobre suas intenções. Ele já conseguiu exercer três mandatos, quando a Constituição só autoriza dois. Alguns dias depois, de volta ao país, o chefe de Estado rompeu o suspense: será novamente candidato. Macron teria dado sinal verde a um quarto mandato tão controverso quanto contestado? Enquanto Mali, Burkina Faso e Níger romperam com Paris – expulsando soldados, diplomatas e jornalistas – e o Senegal se distancia, a Costa do Marfim mantém relações próximas com a antiga potência colonial. Há menos de quinze anos, o quadro era bem diferente: França e Costa do Marfim se encaravam com desconfiança. A eleição presidencial de 2010 provocou…

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