Os 120 anos do pentecostalismo e sua ascensão política no Brasil
Se houve um tempo em que era comum a frase “crente não se mete em política” e ela contava como uma autoidentificação dos próprios evangélicos, isso já não é verdade hoje

Se houve um tempo em que era comum a frase “crente não se mete em política” e ela contava como uma autoidentificação dos próprios evangélicos, isso já não é verdade hoje
Pouco a pouco, a fronteira entre religião e Estado vai tornando-se cada vez mais frágil e difusa
A história associou política e polidez de forma tão estreita – ao menos na aparência – que a grosseria agora ocupa um lugar de transgressão. Surgiu um novo estilo de governante, feito de ameaças, insultos e motosserras. Seus adeptos se veem como “autênticos” diante do establishment. No entanto, sua resposta ao descrédito da política institucional contribui para aprofundá-lo ainda mais
Há um paradoxo no coração do eleitorado brasileiro. Às vésperas das eleições de outubro, a geração que mais sofre com o bloqueio das perspectivas de futuro é, simultaneamente, a que mais parece se deslocar em direção ao campo político que defende as políticas responsáveis por esse mesmo retrocesso. Poderá a esquerda reverter esse processo?
Sócrates via na política um imenso estádio onde os políticos eram os jogadores, mas que em momento algum se importavam com o time (sociedade). Essa correlação entre sua vida nos gramados e sua ideologia política em nenhum momento sofreu embate, ao contrário, foi necessário para alçá-lo como um intelectual orgânico no futebol.
Os povos indígenas do Brasil constituem, certamente, uma das parcelas mais (ainda) perseguidas e violentadas em seus direitos fundamentais desde o início da história do Brasil
Disputa pela presidência da Comissão da Mulher, na Câmara dos Deputados, revela questões importantes sobre interferência masculina
Tradição sindical argentina não foi o suficiente para conter o avanço da reforma recém aprovada sobre as leis trabalhistas
O que o presidente brasileiro pode, de fato, aprender com essa experiência para evitar que o mesmo fenômeno avance no Brasil em 2026?
No capitalismo contemporâneo, as crises deixaram de ser exceções para se tornarem parte do próprio funcionamento do sistema, que tolera, incentiva e depois socializa riscos privados por meio da atuação do Estado. O paralelo entre a crise do subprime e o caso do Banco Master no Brasil evidencia como operações financeiras arriscadas se reproduzem sob a expectativa implícita de suporte público
Este texto se ancora em uma pesquisa que desenvolvida no campo da Psicologia Social, em diálogo com a filosofia política, na qual se busca compreender os mecanismos afetivos e simbólicos de adesão a posições conservadoras no Brasil contemporâneo
Ao evitar o confronto direto, a IURD reafirma sua força, reorganiza suas disputas internas e mantém aberto o jogo político para 2026