AS MENTIRAS ESTÃO CAINDO POR TERRA, UMA A UMA

A Lava Jato e a farsa que o tempo revelou

É imperativo para o Brasil que a verdade sobre a Lava Jato seja revelada, para que não se repita

A recente anulação de uma das principais ações penais da Operação Lava Jato pela Justiça Federal do Paraná é apenas a confirmação jurídica do que muitos já observavam: a operação sempre teve uma forte inclinação política e esteve vinculada a interesses pessoais de seus protagonistas.

E o tempo mostrou que essa observação era pertinente, uma vez que esses protagonistas rapidamente se infiltraram no mundo da política, levando familiares a partidos e a mandatos.

Sérgio Moro e Deltan Dallagnol tornaram-se políticos profissionais, largando o judiciário e vivendo de verba pública e estrutura partidária. Outros personagens dessa trama também pareciam ter interesses pessoais, como a juíza Gabriela Hardt, cujo pai foi investigado como responsável por espionagem industrial de tecnologia patenteada.

Esse grupo, que foi tido como “heróis” por uma parte do país, numa aliança para interromper a agenda industrial do Brasil e num claro boicote com participação internacional, sofre consecutivas derrotas à medida que se desvenda a farsa que foi a Lava Jato.

E com isso, as mentiras da Lava Jato estão caindo por terra, uma a uma.

Foto: Pedro França/Agência Senado

Primeiro, a mentira de que a Petrobrás estava “quebrada”. Foi uma inverdade repetida com base numa análise distorcida do nível de endividamento da empresa. Pelo fato de a empresa investir muito no Brasil, por ter encontrado a fronteira mais sofisticada de exploração de petróleo do século XXI, inventaram a mentira de que ela estava quebrada.

Mas o pré-sal deu o retorno planejado e, hoje, a empresa gera tanto caixa que ajuda a sustentar o Brasil por meio de impostos, royalties e dividendos, ao mesmo tempo que amortece os efeitos nefastos das guerras sobre o país, evitando uma disparada no preço dos combustíveis.

Outra mentira era a de que a Petrobrás concentrava o mercado e, por isso, precisava ser privatizada para gerar competição. A direita entrou no poder justamente com a ajuda da Lava Jato e vendeu partes da Petrobrás, mas nenhuma empresa privada faz um trabalho melhor que nossa estatal de petróleo. Muito pelo contrário, a privatização fez disparar os preços e é uma das principais responsáveis por diminuir o poder de compra da população.

Por fim, a mentira de que a Petrobrás e a indústria nacional eram incompetentes e caras. Isso desmontou a indústria naval do Brasil e sua própria cadeia de petróleo, paralisando obras cruciais para a soberania do país, como o escoamento de gás e a produção de fertilizantes. Os efeitos da guerra estão fazendo o país precisar cada vez mais da empresa para garantir trabalho em setores estratégicos.

É imperativo para o Brasil que a verdade sobre a Lava Jato seja revelada, para que não se repita. Deixar que o interesse de meia dúzia de funcionários públicos cooptados ideologicamente por agentes internacionais se sobreponha aos interesses do país é um erro crasso que não podemos jamais cometer.

 

Tadeu Porto é diretor de Administração e Finanças da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

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