O que Nuremberg sussurra ao Brasil?
No Brasil, em 2026, não lidamos apenas com um líder que insiste em seu direito fundamental ao morticínio, mas com uma fatia considerável da população que mantém fidelidade ao clã Bolsonaro

No Brasil, em 2026, não lidamos apenas com um líder que insiste em seu direito fundamental ao morticínio, mas com uma fatia considerável da população que mantém fidelidade ao clã Bolsonaro
Se houve um tempo em que era comum a frase “crente não se mete em política” e ela contava como uma autoidentificação dos próprios evangélicos, isso já não é verdade hoje
Pouco a pouco, a fronteira entre religião e Estado vai tornando-se cada vez mais frágil e difusa
A história associou política e polidez de forma tão estreita – ao menos na aparência – que a grosseria agora ocupa um lugar de transgressão. Surgiu um novo estilo de governante, feito de ameaças, insultos e motosserras. Seus adeptos se veem como “autênticos” diante do establishment. No entanto, sua resposta ao descrédito da política institucional contribui para aprofundá-lo ainda mais
Há um paradoxo no coração do eleitorado brasileiro. Às vésperas das eleições de outubro, a geração que mais sofre com o bloqueio das perspectivas de futuro é, simultaneamente, a que mais parece se deslocar em direção ao campo político que defende as políticas responsáveis por esse mesmo retrocesso. Poderá a esquerda reverter esse processo?
Sócrates via na política um imenso estádio onde os políticos eram os jogadores, mas que em momento algum se importavam com o time (sociedade). Essa correlação entre sua vida nos gramados e sua ideologia política em nenhum momento sofreu embate, ao contrário, foi necessário para alçá-lo como um intelectual orgânico no futebol.
Os povos indígenas do Brasil constituem, certamente, uma das parcelas mais (ainda) perseguidas e violentadas em seus direitos fundamentais desde o início da história do Brasil
Disputa pela presidência da Comissão da Mulher, na Câmara dos Deputados, revela questões importantes sobre interferência masculina
Tradição sindical argentina não foi o suficiente para conter o avanço da reforma recém aprovada sobre as leis trabalhistas
O que o presidente brasileiro pode, de fato, aprender com essa experiência para evitar que o mesmo fenômeno avance no Brasil em 2026?
No capitalismo contemporâneo, as crises deixaram de ser exceções para se tornarem parte do próprio funcionamento do sistema, que tolera, incentiva e depois socializa riscos privados por meio da atuação do Estado. O paralelo entre a crise do subprime e o caso do Banco Master no Brasil evidencia como operações financeiras arriscadas se reproduzem sob a expectativa implícita de suporte público
Este texto se ancora em uma pesquisa que desenvolvida no campo da Psicologia Social, em diálogo com a filosofia política, na qual se busca compreender os mecanismos afetivos e simbólicos de adesão a posições conservadoras no Brasil contemporâneo