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Até os norte-americanos se cansaram de Israel

A adoção pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em 17 de novembro, de um plano norte-americano para Gaza muito favorável a Israel representa um sucesso diplomático para o país. Simultaneamente, porém, a causa israelense torna-se cada vez mais impopular nos Estados Unidos, apesar de seu poderoso lobby

A questão de Israel transforma a política norte-americana. Ela atinge os dois grandes partidos com uma fratura midiática e geracional. As vozes mais hostis ao governo israelense são frequentemente jovens e buscam informação nas redes sociais e nos canais do YouTube. Os partidários de Israel, mais velhos, são moldados por uma propaganda mais tradicional – da Fox News ao New York Times – que, há décadas, é reproduzida pelos dirigentes democratas e republicanos. O Congresso dos Estados Unidos ilustra essa comunhão de forma caricatural. Exemplo: 2 de fevereiro de 2021. Naquele dia, o Senado aprovou, por maioria de 97 votos contra 3, a manutenção da Embaixada dos Estados Unidos em Israel em Jerusalém. A decisão de deslocá-la – ela estava anteriormente localizada em Tel Aviv, como quase todas as outras embaixadas – havia sido tomada quatro anos antes pelo presidente Donald Trump. Este, então, rompia com o direito internacional e…

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