ENTRE SALVOS E MUNDANOS

A fala que furou a bolha e revelou a disputa por identidades no campo evangélico

A expansão evangélica também construiu uma identidade religiosa diferenciada, longe de ser apenas um conjunto de crenças teológicas, a religião evangélica no Brasil passou a operar como marcador social e cultural, produzindo uma narrativa forte sobre quem é “salvo” e quem é “mundano”

A cena que abriu fissuras no campo evangélico foi a pregação da pastora Helena Raquel, realizada em 2 de maio de 2026, no Congresso Internacional dos Gideões Missionários, em Camboriú, quando conclamou mulheres a denunciarem a violência doméstica. O impacto não reside apenas no conteúdo da fala, mas no deslocamento que ela produz: ao circular massivamente para além do público evangélico, o vídeo rompeu simultaneamente dois bloqueios construídos: o silêncio interno das igrejas sobre a violência e a interdição do debate de gênero. Esta última vem sendo reforçada no próprio estado de Santa Catarina por iniciativas como a Lei nº 19.776/2026, que autoriza pais a retirarem filhos de atividades escolares que tratem de gênero e temas correlatos. Independentemente de posicionamentos políticos, a fala da pastora operou como um curto-circuito nesse sistema, ao autorizar a denúncia em um ambiente historicamente orientado à preservação da família e da autoridade religiosa em detrimento da denúncia.

Esse episódio não é isolado, mas sintomático de uma tensão mais profunda que atravessa as identidades evangélicas contemporâneas: a possibilidade de reconhecer a violência sem questionar plenamente as estruturas que a sustentam. É justamente essa contradição, entre o que pode ser dito e o que permanece interditado, que este texto busca analisar. Parto, portanto, de uma experiência situada, de quem cresceu nesse ambiente e testemunhou a formação de uma gramática religiosa e política que, ao longo das últimas décadas, construiu fronteiras rígidas entre fé, gênero e direitos, ao mesmo tempo em que produziu formas específicas de identidades, pertencimento, autoridade e poder.

Escrevo a partir do meu próprio lugar. Cresci dentro de uma igreja evangélica pentecostal e visitei os Gideões Missionários durante toda uma infância. Desde muito jovem, acompanhei a chegada de discursos políticos ao púlpito, vendidos como orientação espiritual. Ouvi repetidas vezes que pastores seriam obrigados pelo Estado a casar casais do mesmo sexo dentro das igrejas, que existia uma conspiração para destruir a família cristã e que determinadas pautas de direitos civis representavam uma ameaça direta à fé.

Assisti ao nascimento de um pânico moral que colocava as chamadas pautas identitárias como inimigas do público evangélico, criando uma lógica segundo a qual votar em certos partidos e candidatos seria uma extensão do próprio compromisso com Deus. Não por acaso, vimos crescer de forma expressiva a chamada bancada evangélica, alimentada por estratégias que conectavam o avanço de direitos civis a uma suposta desmoralização da sociedade. Eu vi esse movimento se consolidar por dentro, no cotidiano das igrejas, nas conversas, nos cultos, nos púlpitos e nas campanhas eleitorais. Hoje, como alguém que estuda identidades, sinto a responsabilidade de analisar criticamente esse processo e contribuir com um debate sobre as tensões reais entre identidade, fé, política e o poder.

Ao longo do século XX e início do século XXI, o Brasil experimentou uma transformação religiosa profunda, marcada pela queda relativa do catolicismo majoritário e pela ascensão dos evangélicos. Onde também me situo. Meus pais deixaram o catolicismo, assim como milhões de famílias. Dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que a população evangélica no Brasil cresceu significativamente ao longo do século XX e início do XXI, passando de cerca de 2,6% em 1940 para 22,2% em 2010,  um crescimento extraordinário em comparação com o restante da sociedade brasileira. Esse movimento impulsionou novas formas de protestantismo e deu lugar ao que hoje se chama de neopentecostalismo.

Mas a expansão evangélica também construiu uma identidade religiosa diferenciada. Longe de ser apenas um conjunto de crenças teológicas, a religião evangélica no Brasil passou a operar como marcador social e cultural, produzindo uma narrativa forte sobre quem é “salvo” e quem é “mundano”. No contexto religioso, a categoria de “salvo” funciona como um signo de distinção que situa o fiel em uma posição superior no espaço social, enquanto o termo “mundano” serve para desclassificar aqueles que não partilham do mesmo código de conduta ou crença. Esse discurso dualista, entre salvos e condenados, cria fronteiras entre fiéis e não-fiéis, entre crentes e o mundo secular. Essa dicotomia fortalece a coesão interna dos grupos, mas também alimenta antagonismos culturais mais amplos.

Historicamente, muitas igrejas evangélicas, especialmente no interior do pentecostalismo, estabeleceram códigos de conduta rigorosos como forma de produzir e marcar uma identidade religiosa distinta. Esse conjunto de normas incluía proibições e restrições que iam desde o consumo até a cultura, como a televisão, músicas, shows, até regras sobre práticas de lazer consideradas “mundanas”. Era possível identificar uma pessoa “crente”. Não se tratava apenas de orientações morais presentes em estatutos institucionais, mas de um verdadeiro regime cotidiano de disciplina que delimitava fronteiras simbólicas entre o “cristão” e o “mundo”. Essas práticas funcionam como dispositivos de diferenciação social e espiritual, organizando a identidade evangélica em torno de valores de pureza, obediência e separação em relação à cultura considerada secular ou corruptora.

Um elemento particularmente central nesse sistema de distinção sempre foi o controle dos corpos das mulheres cristãs. Em diversas denominações, as mulheres foram historicamente submetidas a códigos específicos de vestimenta e comportamento: saias longas, restrições ao uso de maquiagem, proibição de cortar ou tingir o cabelo e vigilância constante sobre gestos, aparência e sexualidade. Esse controle não operava apenas no plano da disciplina interna da igreja, mas também produzia uma pedagogia moral sobre gênero, na qual o corpo feminino se tornava um símbolo da honra religiosa e da ordem familiar. Não por acaso, essa tradição de regulação moral dialoga com as atuais mobilizações conservadoras em torno das chamadas pautas “antigênero”. Ao defender uma visão rígida de papéis da mulher, essas igrejas reafirmam um modelo de família e de moralidade sexual que se apresenta como resposta às transformações contemporâneas nas discussões sobre gênero, sexualidade e direitos civis.

No núcleo dessa identidade está uma antropologia moral que distingue profundamente aqueles percebidos como obedientes à vontade divina daqueles classificados como desviantes. Essa lógica pode ser compreendida à luz do conceito de “distinção” desenvolvido por Pierre Bourdieu (2007), segundo o qual, práticas culturais, juízos morais e classificações simbólicas operam como mecanismos de diferenciação social e produção de hierarquias. No contexto evangélico, essa distinção assume uma dimensão moral e espiritual: categorias como “salvo” e “mundano” funcionam como marcadores que organizam pertencimento, autoridade e reconhecimento, ao mesmo tempo em que estabelecem fronteiras rígidas entre o legítimo e o desviado.

Isso se expressa de forma particularmente intensa nos debates sobre gênero, sexualidade e família, nos quais discursos contrários à secularização e às pautas de gênero se tornam centrais para a manutenção dessa ordem simbólica. Temas como aborto, união civil entre pessoas do mesmo sexo e direitos reprodutivos das mulheres são frequentemente enquadrados como ameaças não apenas à moral, mas à própria sobrevivência espiritual da comunidade. Ao operar dessa forma, esses discursos reforçam a distinção ao transformar disputas políticas e sociais em fronteiras identitárias e religiosas, nas quais a adesão a determinadas posições passa a funcionar como prova de fidelidade e pertencimento.

Esse repertório identitário funciona em diálogo com grandes mudanças sociais no Brasil. Ao mesmo tempo em que se ampliaram debates públicos sobre direitos civis e igualdade, setores evangélicos reagiram interpretando essas pautas não como avanços sociais legítimos, mas como expressões de um projeto secular que visa corroer valores considerados cristãos. A ampliação do debate sobre o aborto, com a possibilidade de interrupção da gravidez em determinadas situações, a discussão sobre gênero nas escolas e, sobretudo, as lutas por direitos LGBTQIAPN+, foram frequentemente enquadrados como imposições externas e como prova da decadência moral do mundo secular.

Crédito: Unsplash

À medida que essas identidades dissidentes foram conquistando espaço e direitos no tecido social, a religião evangélica passou a exercer papel político mais explícito. Na década de 2010, líderes e bancadas evangélicas no Congresso Nacional começaram a influenciar pautas públicas com discursos que enquadram adversários como inimigos da fé cristã e ameaças à família tradicional. Essa entrada no campo político formal solidificou alianças entre segmentos evangélicos e forças conservadoras.

No processo que culminou no impeachment da presidente Dilma Rousseff, o segmento evangélico teve papel político relevante, tanto na formação de opinião quanto na articulação institucional. Desde a campanha de 2010, Dilma enfrentou forte resistência nesse campo por conta de sua associação – ainda que muitas vezes distorcida – a pautas como a descriminalização do aborto. Ao longo de seu segundo mandato, já em meio à crise econômica e política, esse distanciamento se aprofundou. No Congresso Nacional, a Bancada Evangélica majoritariamente votou a favor da admissibilidade do impeachment em 2016, alinhando-se a uma narrativa que combinava críticas fiscais e jurídicas com um discurso moral de restauração da ordem e dos valores cristãos.

Os dados eleitorais explicam como esse alinhamento se materializa no voto. Nas eleições presidenciais de 2018, por exemplo, Bolsonaro recebeu apoio significativamente maior entre eleitores evangélicos do que seu adversário, com diferenças substanciais nos números de votos entre grupos religiosos. Pesquisas do Datafolha indicaram que a vantagem dele entre eleitores evangélicos foi expressiva, chegando a mais de vinte pontos percentuais em alguns levantamentos: 59% dos evangélicos disseram que votariam em Bolsonaro contra 26% em Haddad no segundo turno de 2018, retratando um apoio majoritário de evangélicos ao candidato em relação ao adversário de esquerda.

Nas eleições presidenciais de 2022 no Brasil, o voto evangélico continuou a desempenhar um papel político importante, mas o cenário mostrou nuances que diferem de 2018. Pesquisas realizadas ao longo da campanha indicaram que o então presidente Jair Bolsonaro liderava as intenções de voto entre eleitores evangélicos. Em dados de setembro de 2022, a pesquisa Datafolha apresentou cerca de 50% de intenção de voto de evangélicos em Bolsonaro contra 32% em Lula, reforçando o padrão de apoio conservador nesse segmento religioso, ainda que segmentos evangélicos não fossem monolíticos e houvesse variações entre regiões e subgrupos.

Essas tendências revelam que as disputas em torno de costumes, moralidade e identidade religiosa ultrapassam o terreno estritamente eleitoral e se inserem em um campo mais amplo de disputa por poder e por definição dos rumos da sociedade. No caso do universo evangélico, temas como família, sexualidade, educação moral e liberdade religiosa passaram a operar como marcadores identitários capazes de mobilizar coletivamente fiéis em torno de determinadas narrativas sobre ordem social, valores e pertencimento. Nesse cenário, a religião torna-se um recurso na produção de sentidos sobre a nação, a moralidade e o futuro coletivo. Mesmo quando lideranças políticas buscam estabelecer pontes com esse segmento, reconhecendo a centralidade da fé na vida de milhões de brasileiros, essas interações ocorrem dentro de um ambiente influenciado por disputas simbólicas intensas, nas quais diferentes projetos de sociedade competem para estabelecer hegemonia cultural e moral no espaço público.

Dados mais recentes mostram que o peso demográfico dos evangélicos continua a aumentar. Dados do Censo Demográfico de 2022 do IBGE indicam que os evangélicos já representam 26,9% da população brasileira, mantendo uma trajetória contínua de crescimento nas últimas décadas, fazendo deles um bloco social e político de enorme relevância. Esse crescimento, combinado com padrões de voto majoritariamente conservadores em questões de costumes e de identidades, representa um desafio para candidaturas e projetos políticos alinhados ao campo democrático.

No entanto, é fundamental reconhecer que os evangélicos no Brasil não constituem um bloco homogêneo. Diferentes marcadores sociais, como gênero, classe, raça e região, atravessam essa identidade religiosa e influenciam de forma significativa as escolhas políticas. Embora haja uma associação recorrente entre o eleitorado evangélico e candidaturas conservadoras, pesquisas recentes indicam que uma parcela, ainda que minoritária, se identifica com a esquerda, enquanto uma parte expressiva sequer se posiciona ideologicamente. Além disso, estudos qualitativos demonstram a existência de segmentos organizados de evangélicos à esquerda, cujas escolhas eleitorais são fortemente orientadas por questões materiais e agendas de justiça social, revelando que a identidade religiosa coexiste e é tensionada por outras dimensões sociais Nesse sentido, o comportamento político dos evangélicos não pode ser reduzido a uma identidade fixa, mas deve ser compreendido como resultado da intersecção entre pertencimento religioso e múltiplos marcadores sociais.

Esse caráter múltiplo da base evangélica tem implicações importantes. Existem evangélicos que priorizam o acesso a serviços públicos, políticas afirmativas, proteção à mulher, políticas de emprego e renda, e que não se deixam capturar por narrativas que colocam questões de costumes acima de necessidades materiais imediatas. Esses grupos podem, em determinados contextos, apoiar projetos políticos progressistas, mostrando que fé e posição política não são necessariamente determinantes automáticos de apoio conservador.

Nos últimos anos, também se observa a emergência de lideranças evangélicas que buscam disputar o campo religioso a partir de perspectivas progressistas, tensionando a ideia de que o universo evangélico seria necessariamente homogêneo ou alinhado a projetos conservadores. Figuras como Henrique Vieira e Ava Santiago passaram a ocupar espaços públicos articulando a fé cristã com pautas de justiça social, direitos humanos e enfrentamento das desigualdades.

No caso de Vieira, pastor e parlamentar, a linguagem do evangelho aparece como fundamento ético para defender políticas de inclusão, combate à pobreza e valorização da dignidade humana, resgatando tradições cristãs voltadas à solidariedade e ao cuidado com os mais vulneráveis. Ao fazer isso, essas lideranças demonstram que o campo religioso também é atravessado por disputas de projetos de sociedade, o significado do cristianismo e o papel que a fé pode desempenhar na vida pública.

Nesse cenário, a trajetória de Ava Santiago ganha destaque por sua capacidade de dialogar especialmente com mulheres evangélicas, muitas delas atravessadas por experiências de violência de gênero, precariedade material e silenciamento dentro de estruturas religiosas marcadas por hierarquias patriarcais. Assumidamente feminista e evangélica, Ava constrói uma narrativa que questiona papéis tradicionais de gênero sem abandonar a linguagem da fé, o que lhe permite estabelecer uma ponte com um público que historicamente esteve exposto majoritariamente a discursos religiosos conservadores. Nesse sentido, essas novas vozes revelam que o campo evangélico não é apenas um espaço de reprodução de consensos conservadores, mas também um terreno de disputa simbólica no qual diferentes interpretações da fé procuram responder às transformações sociais e às necessidades concretas de seus fiéis, que são atravessados por questões de classe. gênero e raça, sobretudo.

Por fim, a expansão evangélica no Brasil não pode ser compreendida apenas como um fenômeno religioso apartado do contexto econômico, cultural e político que a atravessa. O desafio não é apenas compreender a força dessas dinâmicas, mas também disputar as narrativas que definem o próprio sentido do evangelho no espaço público. Se por um lado se consolidaram leituras que aproximam fé de prosperidade, mérito individual e sucesso empresarial, por outro emergem vozes que procuram recolocar no centro da mensagem cristã temas como justiça social, solidariedade e cuidado com os mais vulneráveis. A disputa, portanto, não ocorre apenas no campo político institucional, mas também no terreno das interpretações religiosas que orientam práticas, valores e projetos de sociedade.

Por fim, algumas perguntas permanecem abertas: será possível enfrentar a lógica que transforma fé em mercado e espiritualidade em performance? E de que maneira diferentes leituras do cristianismo disputarão o imaginário coletivo de milhões de brasileiros? O futuro dessa relação entre religião e política talvez dependa menos de respostas definitivas e mais da capacidade de reconhecer que o campo evangélico é, ele próprio, um território em permanente disputa.

 

Marlon Amorim é bacharel em Direito, servidor da Justiça Federal, educador popular em Direitos Humanos, membro do GT de Direitos Humanos do TRF4 e do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Blumenau.

 

Referências

AGÊNCIA BRASIL. Evangélicos crescem e representam mais de um quarto da população. Agência Brasil, 6 jun. 2025. Disponível em:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-06/evangelicos-crescem-e-representam-mais-de-um-quarto-da-populacao. Acesso em: 3 mar. 2026.

AGÊNCIA BRASIL. Religiosos criticam citações a Deus na sessão da Câmara que votou impeachment. Agência Brasil, 19 abr. 2016. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil/2016/04/19/religiosos-criticam-citacoes-a-deus-na-sessao-da-camara-que-votou-impeachment.htm. Acesso em: 4 mar. 2026.

ALMEIDA, Ronaldo de. A onda quebrada: evangélicos e conservadorismo. Cadernos Pagu, Campinas, n. 50, 2017.

BÍBLIA SAGRADA. Tradução de João Ferreira de Almeida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.

BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento. Porto Alegre: Zouk, 2007.

BBC NEWS BRASIL. Datafolha: Bolsonaro mantém folga entre homens e mais velhos, mas perde força entre jovens e evangélicos. BBC News Brasil/UOL, 26 out. 2018. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2018/10/26/eleicoes-2018-bolsonaro-mantem-folga-entre-homens-e-mais-velhos-mas-perde-forca-entre-jovens-e-evangelicos.htm. Acesso em: 3 mar. 2026.

BBC NEWS BRASIL. Por que católicos preferem Lula e evangélicos votam em Bolsonaro, segundo pesquisas. BBC News Brasil/UOL, 14 set. 2022. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2022/09/14/eleicoes-2022-por-que-catolicos-preferem-lula-e-evangelicos-votam-em-bolsonaro-segundo-pesquisas.htm. Acesso em: 3 mar. 2026.

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Frente Parlamentar Evangélica declara apoio ao impeachment de Dilma. Portal da Câmara dos Deputados, Brasília, 13 abr. 2016. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/484908-frente-parlamentar-evangelica-declara-apoio-ao-impeachment-de-dilma. Acesso em: 4 mar. 2026.

CAMPOS, Leonildo Silveira. Teatro, templo e mercado: organização e marketing de um empreendimento neopentecostal. Petrópolis: Vozes, 1997.

CUNHA, Magali do Nascimento. Do púlpito às mídias sociais: evangélicos na política e ativismo digital. Curitiba: Prismas, 2017.

DATASENADO. Panorama Político 2024: identidade ideológica da população brasileira. Brasília: Senado Federal, 2024.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 42. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

IBGE. Censo Demográfico 2010: número de católicos cai e aumenta o de evangélicos, espíritas e sem religião. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/14244-asi-censo-2010-numero-de-catolicos-cai-e-aumenta-o-de-evangelicos-espiritas-e-sem-religiao. Acesso em: 6 maio 2026.

IBGE. Censo 2022: católicos seguem em queda; evangélicos e sem religião crescem no país. Agência de Notícias do IBGE, 6 jun. 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43593-censo-2022-catolicos-seguem-em-queda-evangelicos-e-sem-religiao-crescem-no-pais. Acesso em: 3 mar. 2026.

IBGE. Censo Demográfico 2022: religiões – resultados preliminares da amostra. Rio de Janeiro: IBGE, 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 6 maio 2026.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA). Crescimento dos estabelecimentos religiosos no país é liderado por igrejas pentecostais e neopentecostais. Ipea, 7 dez. 2023. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/14594-crescimento-dos-estabelecimentos-religiosos-no-pais-e-liderado-por-igrejas-pentecostais-e-neopentecostais. Acesso em: 3 mar. 2026.

INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS (IHU). Como a ditadura beneficiou a teologia reacionária de igrejas norte-americanas. IHU, 5 abr. 2024. Disponível em: https://ihu.unisinos.br/categorias/638128-como-a-ditadura-beneficiou-a-teologia-reacionaria-de-igrejas-norte-americanas. Acesso em: 4 mar. 2026.

JUNQUEIRA, Rogério Diniz. A invenção da “ideologia de gênero”: a emergência de um cenário político-discursivo e a elaboração de uma retórica reacionária antigênero. Psicologia Política, São Paulo, v. 18, n. 43, p. 449-502, 2018.

MACHADO, Maria das Dores Campos. Política e religião: a participação dos evangélicos nas eleições. Rio de Janeiro: FGV, 2006.

MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1999.

MARIANO, Rubem Almeida. Guerra Fria, Religião e fundamentalismo religioso. Revista Reflexus, v. 18, n. 2, 2024. Disponível em: https://revista.fuv.edu.br/index.php/reflexus/article/view/2863. Acesso em: 4 mar. 2026.

METRÓPOLES. Datafolha: Lula amplia vantagem entre católicos; Bolsonaro, entre evangélicos. Metrópoles, 2022. Disponível em: https://www.metropoles.com/brasil/eleicoes-2022/datafolha-lula-amplia-vantagem-entre-catolicos-bolsonaro-entre-evangelicos. Acesso em: 3 mar. 2026.

NATIVIDADE, Marcelo; OLIVEIRA, Leandro de. As novas guerras sexuais: diferença, poder religioso e identidades LGBT no Brasil. Rio de Janeiro: Garamond, 2013.

ORO, Ari Pedro. A política da Igreja Universal e seus reflexos nos campos religioso e político brasileiros. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 18, n. 53, p. 53-69, 2003.

SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

SANTA CATARINA. Lei nº 19.776, de 2026. Autoriza os pais ou responsáveis a vedarem a participação de seus filhos em atividades pedagógicas de gênero no âmbito da educação básica. Diário Oficial do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2026.

VIEIRA, Henrique. O amor como revolução. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2019.

VITAL DA CUNHA, Christina; LOPES, Paulo Victor Leite. Religião e política: uma análise da atuação de parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e LGBT no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Böll, 2012.

VITAL DA CUNHA, Christina; MOURA, João. Evangélicos à esquerda diante da alvorada bolsonarista: o caso das eleições de 2020 e 2022 no Brasil. Mediações – Revista de Ciências Sociais, Londrina, v. 29, n. 1, 2024.

Leia mais sobre o tema: