AS PORTAS QUE MARIE CURIE ENCONTROU NO BRASIL

Ciência, literatura e cidadania: o que a visita de Marie Curie ao Brasil revela sobre as contradições da modernidade

Por que sociedades capazes de revolucionar o conhecimento da natureza demoraram tanto a questionar as convenções que mantinham as mulheres afastadas de suas principais instituições? 

“É preciso acreditar que temos um dom para alguma coisa e que, custe o que custar, devemos realizá-la.”

Marie Curie

Uma mulher desembarca no Rio 

Em 15 de julho de 1926, Marie Skłodowska-Curie desembarcou no Rio de Janeiro, aos 58 anos, acompanhada da filha Irène. Não era uma visitante qualquer. Já havia recebido dois Prêmios Nobel – o de Física, em 1903, e o de Química, em 1911 –, descoberto, com Pierre Curie, o polônio e o rádio, desenvolvido técnicas para isolar elementos radioativos e se tornado a primeira mulher professora da Sorbonne. Pouquíssimas pessoas, homens ou mulheres, ocupavam posição comparável na ciência mundial. 

Crédito: Henri Manuel/Wikimedia Commons

Sua permanência no Brasil duraria 45 dias. Marie e Irène Curie visitariam o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Marie faria conferências sobre radioatividade, conheceria universidades, hospitais e instituições científicas e seria recebida por algumas das principais personalidades da vida intelectual brasileira. 

Havia, porém, algo particularmente significativo na comissão organizada para acompanhar as duas cientistas. Constituída pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, ela incluía mulheres como a bióloga Bertha Lutz, a botânica Maria Bandeira e a médica Carlota Pereira de Queiroz. 

Talvez houvesse nisso algo mais do que uma homenagem. Marie Curie não chegava ao Brasil apenas como uma das maiores cientistas de seu tempo. Sua trajetória já se tornara uma demonstração involuntária das dificuldades enfrentadas por uma mulher que pretendesse ocupar espaços até então reservados aos homens. E uma das brasileiras que a receberam compreendia muito bem o significado daquela presença. 

A visita suscitava, assim, uma questão que ultrapassava a própria trajetória de Marie Curie: por que sociedades capazes de revolucionar o conhecimento da natureza demoraram tanto a questionar as convenções que mantinham as mulheres afastadas de suas principais instituições? 

A cientista e a feminista 

Bertha Lutz tinha 32 anos quando Marie Curie chegou ao Brasil. Filha do cientista Adolfo Lutz e da enfermeira inglesa Amy Fowler, estudara ciências naturais na Sorbonne e, de volta ao país, ingressara por concurso no Museu Nacional. Sua passagem pela Europa, porém, não se limitara à formação científica: ali entrara em contato com o movimento sufragista. 

Em 1919, Bertha criou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher e, três anos depois, participou da criação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que se tornaria uma das principais organizações brasileiras na defesa do acesso das mulheres à educação, ao trabalho, à vida pública e ao direito de voto. 

Ciência e emancipação feminina, portanto, não constituíam para Bertha Lutz universos separados. Sua própria trajetória já mostrava como o acesso das mulheres ao conhecimento estava ligado à possibilidade de ocupar outros espaços na sociedade. 

A presença de Marie Curie oferecia àquele movimento algo que nenhum argumento abstrato poderia substituir: a demonstração concreta do que uma mulher podia realizar quando tinha acesso à educação e às instituições científicas. 

Durante a visita, Bertha e outras integrantes da Federação acompanharam Marie e Irène em parte de sua viagem pelo país. Ao partir, Curie agradeceria publicamente à organização e reconheceria o papel que aquelas mulheres começavam a desempenhar na vida pública brasileira. 

Talvez, portanto, Bertha estivesse fazendo mais do que apresentar o Brasil a Marie Curie. Estava também apresentando Marie Curie ao Brasil. 

Quando a vida privada entra no laboratório 

Havia, entretanto, outra história acompanhando a cientista. Pierre Curie morrera em 1906, atropelado por uma carruagem nas ruas de Paris. Marie assumira seu posto na Sorbonne e dera continuidade às pesquisas. Alguns anos depois, envolveu-se afetivamente com o físico Paul Langevin, antigo aluno de Pierre e um dos cientistas importantes de sua geração. 

Langevin era casado, embora seu casamento atravessasse uma crise profunda e o casal já tivesse vivido separado durante parte daquele período. Marie Curie era viúva. Em 1911, correspondências privadas entre os dois foram roubadas e entregues à imprensa, desencadeando uma campanha pública de enormes proporções. A cientista estrangeira foi apresentada como responsável pela destruição de uma família francesa, numa ofensiva em que se misturavam xenofobia, nacionalismo e preconceito de gênero. Chegou-se a difundir a falsa informação de que Marie Curie seria judia, numa França ainda profundamente marcada pelo caso Dreyfus. 

A assimetria é difícil de ignorar. Langevin era um homem casado. Foi principalmente ela, porém – a mulher, estrangeira e famosa –, que acabou transformada em “destruidora de lares”. 

A controvérsia alcançou até mesmo o Prêmio Nobel de Química que Marie Curie acabara de receber. Svante Arrhenius, Nobel de Química de 1903, membro da Academia Real de Ciências da Suécia e, ironicamente, um dos cientistas que haviam indicado seu nome para o prêmio daquele ano, escreveu-lhe sugerindo que não comparecesse à cerimônia em Estocolmo e aguardasse o esclarecimento das acusações relacionadas ao caso Langevin1. A advertência não vinha, portanto, de um jornalista hostil ou de um adversário declarado, mas de um cientista de enorme prestígio que havia apoiado seu reconhecimento científico. 

Marie Curie recusou. Em sua resposta, sustentou que não poderia aceitar o princípio de que o valor de um trabalho científico fosse julgado à luz de acusações relativas à vida privada de quem o realizara. Foi a Estocolmo e, em 11 de dezembro de 1911, pronunciou sua conferência Nobel. 

A questão que o episódio deixa talvez seja mais reveladora do que qualquer julgamento retrospectivo: quantas vezes a vida afetiva dos homens que ocupavam as grandes instituições científicas europeias foi utilizada para avaliar o mérito de suas descobertas? 

As portas da Academia 

Poucos meses antes do escândalo Langevin, Marie Curie havia enfrentado outra experiência reveladora. Em janeiro de 1911, quando já possuía um Prêmio Nobel, candidatou-se à Académie des Sciences da França e perdeu a eleição por apenas dois votos. Nem mesmo o reconhecimento científico que já alcançara foi suficiente para romper uma tradição que mantinha a instituição exclusivamente masculina. 

Quinze anos depois, no Rio de Janeiro, aconteceria algo diferente. Em 24 de agosto de 1926, Marie Curie participou de uma sessão solene da Academia Brasileira de Ciências, na qual apresentou uma comunicação sobre a invariabilidade das constantes radioativas. Naquela ocasião, foi aclamada membro correspondente, tornando-se a primeira mulher a integrar a Academia2. 

O contraste é tentador: a Academia francesa lhe fechara a porta; a brasileira a abria. Seria confortável demais, porém, transformar o episódio numa história simples sobre um Brasil tolerante diante de uma Europa preconceituosa. O que aconteceria poucos anos depois em outra instituição brasileira recomenda cautela. 

Quando “brasileiros” significava homens 

Quatro anos depois da visita de Marie Curie, outra mulher bateu à porta de uma Academia brasileira. Desta vez, não era a Academia Brasileira de Ciências, mas a Academia Brasileira de Letras. A candidata era Amélia de Freitas Beviláqua, escritora, poeta, jornalista e ensaísta, casada com Clóvis Beviláqua, um dos maiores juristas brasileiros, autor do projeto do Código Civil de 1916 e ele próprio membro da instituição. 

Em 1930, Amélia apresentou sua candidatura à cadeira deixada vaga pela morte de Alfredo Pujol. Surgiu então um problema aparentemente gramatical: o estatuto da Academia estabelecia que poderiam ser membros efetivos os “brasileiros” que houvessem publicado obras de reconhecido mérito. Restava decidir se “brasileiros” incluía também as brasileiras. 

A questão foi submetida aos acadêmicos. Dos 21 participantes da votação, sete consideraram que sim; quatorze decidiram que não. A Academia Brasileira de Letras estabeleceu, assim, que, quando seu estatuto dizia “brasileiros”, deveria entender-se apenas homens brasileiros. 

Amélia, portanto, não perdeu a eleição. Não lhe foi permitido disputá-la. 

A história teria um desdobramento ainda mais revelador. Em 1951, ao decidir eliminar a ambiguidade do estatuto, a Academia poderia ter resolvido o problema incluindo expressamente as mulheres. Preferiu fazer o contrário: passou a estabelecer que seus membros deveriam ser “brasileiros do sexo masculino”. A restrição somente seria eliminada em 1976 e, no ano seguinte, Rachel de Queiroz se tornaria a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras. 

Haviam transcorrido 51 anos desde que Marie Curie atravessara a porta da Academia Brasileira de Ciências. 

A memória também escolhe 

A memória reservou outro tratamento a Amélia Beviláqua. A casa em que vivia com Clóvis, na Tijuca, era conhecida pela presença de muitos animais. Fotografias e depoimentos familiares registram cães, gatos e aves convivendo com a família, e uma tradição oral chegou a falar de galinhas chocando na banheira. 

A convivência com os animais, entretanto, não era uma excentricidade exclusivamente sua. Tratava-se de uma paixão compartilhada pelos Beviláqua, e Clóvis também gostava particularmente deles. Nas biografias posteriores, porém, a mesma característica doméstica contribuiria para construir imagens bastante diferentes do casal. No grande jurista, as excentricidades podiam reforçar a figura do sábio distraído, absorvido pelos livros e pouco interessado nas convenções da vida cotidiana; em Amélia, ajudavam a compor a imagem da mulher excêntrica, desalinhada e dona de casa relapsa. 

Talvez essa diferença diga menos sobre os Beviláqua do que sobre os critérios pelos quais homens e mulheres eram lembrados. 

Clóvis podia viver cercado de milhares de livros e dezenas de animais e continuar sendo lembrado essencialmente por sua obra jurídica. Amélia escreveu livros, ensaios e artigos, participou ativamente da vida intelectual brasileira e chegou a enfrentar a Academia Brasileira de Letras. Ainda assim, a posteridade também se interessou por saber onde suas galinhas punham os ovos. 

O que significa ser moderno? 

Seria fácil atribuir essas histórias ao atraso brasileiro das primeiras décadas do século XX. A cronologia, entretanto, torna essa interpretação excessivamente simples. Em 1932, o novo Código Eleitoral reconheceu às brasileiras o direito de votar e serem votadas. Na França de Marie Curie – a França da Sorbonne, de Pasteur, Poincaré e Langevin, da Revolução de 1789 e da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão –, esse direito somente seria reconhecido em 1944, e as francesas votariam pela primeira vez no ano seguinte, treze anos depois das brasileiras. 

A demora torna-se ainda mais significativa quando lembramos que, durante a ocupação nazista, milhares de mulheres participaram da Resistência, muitas delas pagando com a própria vida. A República francesa só reconheceu às mulheres o direito de escolher quem governaria o país depois que tantas delas já haviam arriscado a vida para decidir que país restaria para ser governado. 

O exemplo da Suíça é ainda mais desconcertante. O país já se encontrava entre as sociedades mais ricas, educadas e tecnologicamente avançadas do mundo quando, em 1971, realizou uma votação nacional para decidir se as mulheres poderiam participar das eleições federais. A decisão coube exclusivamente aos homens, porque somente eles possuíam esse direito, e cerca de um terço dos votantes ainda se manifestou contra sua extensão às mulheres3. 

Quando as suíças finalmente se tornaram eleitoras federais, seres humanos já haviam chegado à Lua, a estrutura do DNA era conhecida havia quase vinte anos e o transistor, o laser e os primeiros circuitos integrados já transformavam a tecnologia. 

Essa cronologia obriga a abandonar uma associação confortável entre diferentes formas de progresso. Avanço científico não produz automaticamente avanço social; educação não elimina necessariamente preconceitos, assim como riqueza não garante igualdade. Instituições dedicadas à razão podem conviver durante muito tempo com regras que, vistas algumas décadas depois, parecem surpreendentemente irracionais. 

A modernidade científica, a modernidade cultural e a modernidade política não caminham necessariamente juntas. 

Uma pequena delegação do futuro 

Essa constatação permite olhar de outra maneira para algumas fotografias feitas durante a visita de Marie Curie ao Brasil. Nelas, Marie e Irène aparecem acompanhadas por integrantes da comissão organizada pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, entre as quais estavam Bertha Lutz e Carlota Pereira de Queiroz. 

Sabemos hoje o que aconteceria depois. Irène Joliot-Curie receberia o Prêmio Nobel de Química em 1935. Bertha Lutz se tornaria uma das principais protagonistas da conquista dos direitos políticos das mulheres brasileiras e, anos mais tarde, participaria da Conferência de São Francisco que criou as Nações Unidas. Carlota Pereira de Queiroz seria eleita, em 1933, para a Assembleia Nacional Constituinte, tornando-se a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. 

Nada disso, entretanto, estava garantido em 1926. E talvez seja precisamente por isso que aquelas imagens sejam tão interessantes. Não mostram apenas algumas mulheres notáveis reunidas numa fotografia. Mostram mulheres viajando, pesquisando, exercendo a medicina, discutindo política, entrando em universidades e reivindicando participação na vida pública – atividades e espaços ainda predominantemente masculinos. 

Décadas mais tarde, uma tradição oral preservada na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte sustentaria que esposas de professores teriam se inquietado com a proximidade dos maridos com Marie e Irène Curie e pressionado para abreviar sua permanência na cidade. Ao recordar o episódio, o professor João Amílcar Salgado advertiu, porém, que conhecia a história apenas por relatos e não possuía documentação escrita que a comprovasse 4. Os jornais da época, por sua vez, registram uma recepção calorosa e uma conferência diante de numeroso público, além de indicarem que a partida na noite de 18 de agosto já estava programada. 

Não é possível, portanto, afirmar que a história tenha ocorrido como seria contada posteriormente. Mas o fato de ter sobrevivido por tantas décadas talvez seja, ele próprio, significativo: aquela pequena delegação de mulheres independentes parecia suficientemente incomum para produzir uma memória duradoura sobre o desconforto que sua presença teria provocado. 

Não se tratava apenas das mulheres 

Ao contar essas histórias, existe o risco de transformá-las numa sucessão de mulheres extraordinárias – Marie Curie, Bertha Lutz, Amélia Beviláqua, Rachel de Queiroz, Irène Joliot-Curie, Carlota Pereira de Queiroz – que teriam conseguido, uma a uma, superar as barreiras colocadas diante delas. 

Talvez essa seja, porém, a maneira menos interessante de compreender o problema. A questão fundamental não é saber como algumas mulheres excepcionais conseguiram atravessar portas fechadas, mas por que essas portas estavam fechadas. 

Instituições não apenas selecionam quem pode ingressar nelas. Ao fazê-lo, ajudam também a definir quem uma sociedade reconhece como autorizado a produzir conhecimento, cultura e decisões políticas. 

Quando uma Academia exclui uma cientista, o problema não pertence apenas à cientista; diz algo sobre a própria Academia. Quando uma instituição literária precisa decidir se a palavra “brasileiros” inclui mulheres, não estamos apenas diante da história das escritoras, mas da história daquela instituição. E, quando metade da população não possui o direito de votar, não estamos apenas diante de um problema das mulheres, mas de uma limitação da própria democracia. 

Talvez por isso seja insuficiente descrever esse processo simplesmente como uma lenta “conquista de espaço pelas mulheres”. O que estava acontecendo era algo maior: a ciência precisava aprender quem podia ser cientista; a literatura, quem podia ser escritor; e a democracia, quem podia ser cidadão. 

A porta que se abriu em 1926 

Em 28 de agosto de 1926, depois de 45 dias no Brasil, Marie Curie embarcou de volta para a Europa. Do navio, enviou uma mensagem de agradecimento pela acolhida que recebera e fez questão de mencionar a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e o papel que começava a desempenhar na vida pública do país. 

Marie Curie não poderia saber tudo o que aconteceria depois. Quatro anos após sua partida, Amélia Beviláqua descobriria que, para a Academia Brasileira de Letras, a palavra “brasileiros” ainda não incluía mulheres. Seis anos depois da visita, as brasileiras conquistariam o direito ao voto. Dezenove anos depois, as francesas votariam pela primeira vez; 45 anos depois, as suíças conquistariam o sufrágio federal; e, 51 anos depois, Rachel de Queiroz atravessaria finalmente a porta da Academia Brasileira de Letras. 

Passado um século, talvez a melhor maneira de lembrar a visita de Marie Curie ao Brasil não seja repetir que ela foi uma mulher extraordinária. Isso já sabemos. A pergunta mais incômoda é outra: por que uma mulher precisava ser Marie Curie – detentora de dois Prêmios Nobel e uma das maiores cientistas da história – para que sua presença em certos espaços parecesse indiscutível? 

Em agosto de 1926, a Academia Brasileira de Ciências abriu uma de suas portas para Marie Curie. Durante muito tempo, podemos ter olhado para essa história sobretudo como exemplo de uma conquista individual. Cem anos depois, talvez seja possível voltar àquela mesma cena e enxergar algo diferente. 

O extraordinário nunca foi Marie Curie ter entrado. O extraordinário era aquela porta ainda estar fechada. 

Este artigo é dedicado à saudosa memória do amigo Evando Mirra, que, muitos anos atrás, chamou minha atenção para relatos sobre o desconforto que a visita de Marie Curie e daquelas mulheres tão independentes teria provocado em setores da sociedade mineira. Aquela conversa permaneceu comigo e, muito tempo depois, ajudou a suscitar algumas das perguntas que deram origem a este texto. 

 

Celso P. de Melo é professor Titular Aposentado da UFPE, pesquisador 1A do CNPq e membro da Academia Brasileira de Ciências. 

1 NOBEL PRIZE. Marie and Pierre Curie and the discovery of polonium and radium. NobelPrize.org.
Disponível em: NobelPrize.org — Marie and Pierre Curie. Ver também: NOBEL PRIZE. Nomination for
Nobel Prize in Chemistry, 1911: Marie Curie, nominated by Svante A. Arrhenius. Disponível em: Nobel
Prize Nomination Archive.

2 Ver: ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS. Marie Curie no Brasil. Centro de Memória da ABC.
Disponível em: Centro de Memória da ABC — Marie Curie no Brasil.

3 Em 7 de fevereiro de 1971, o sufrágio feminino em questões federais foi aprovado na Suíça por 65,7%
dos votos, contra 34,3%. Ver: SWITZERLAND. Bundesamt für Statistik (BFS). 50 Jahre
Frauenstimmrecht und 30 Jahre Stimmrechtsalter 18. Neuchâtel: BFS, 2021. Disponível em: Bundesamt
für Statistik — 50 Jahre Frauenstimmrecht.

4 O relato foi registrado por Carlos Jorge Rodrigues Simal e Viviane Santuari Parisotto a partir do
testemunho do professor João Amílcar Salgado, da Faculdade de Medicina da UFMG, que fez questão de
ressalvar: “Ouvi, mas não tenho qualquer registro escrito”. Ver: SIMAL, C. J. R.; PARISOTTO, V. S. Um
pouco da vida e da obra da Madame Curie e os 85 anos da sua visita a Belo Horizonte. Revista Médica de
Minas Gerais, v. 21, n. 3, 2011.

 

Leia mais sobre o tema: