Dois projetos para a ciência brasileira
Ambos os candidatos falam de ciência, mas a diferença está no papel que atribuem a ela no desenvolvimento do país, no que esperam que produza e nas políticas que propõem para sustentá-la

Ambos os candidatos falam de ciência, mas a diferença está no papel que atribuem a ela no desenvolvimento do país, no que esperam que produza e nas políticas que propõem para sustentá-la
Em meio a uma transição incerta, cientistas envolvidos na luta pela redemocratização brasileira tratavam das forças políticas que estruturavam e disputavam as cidades, dos agentes econômicos e das organizações populares.
Quando falamos em Uma Só Saúde, parece haver um consenso: a saúde das pessoas, dos animais e dos ecossistemas está conectada. O consenso diminui, porém, quando fazemos uma pergunta simples: o que estamos chamando de “saúde”? Uma análise de 34 artigos mostra que respostas diferentes levam a prioridades, recursos e decisões também diferentes
Por que ainda temos medo de utilizar um instrumento jurídico que foi criado justamente para permitir que o interesse público prevaleça quando a exclusividade patentária impede o acesso?
Por que sociedades capazes de revolucionar o conhecimento da natureza demoraram tanto a questionar as convenções que mantinham as mulheres afastadas de suas principais instituições?
A ciência moderna seria um instrumento essencialmente colonial? Casos concretos de mulheres de diferentes partes do mundo mostram como a ciência e a razão modernas também foram historicamente apropriadas como ferramentas de emancipação
O avanço biomédico, muitas vezes cultuado como o farol da civilidade, esconde em seus porões atrocidades justificadas por uma lógica puramente técnica, gélida e desprovida de empatia
A sub-representação decisória se desdobra na invisibilização de patentes e inovações tecnológicas de autoria feminina, as quais enfrentam maior ceticismo por parte do mercado de capitais e de incubadoras regionais
Como uma “cooperação científica” pode neutralizar o significado de uma reivindicação legítima
O problema da desigualdade racial na ciência não decorre da ausência de soluções, mas da ausência de decisão política
Ao restringir o tema da diversidade na ciência a um ministério específico, o Estado transforma um dever constitucional transversal em uma agenda setorial e periférica
Inspirado no “Efeito Mateus”, artigo analisa como vantagens acumuladas estruturam desigualdades raciais no sistema científico brasileiro