A fatura do descaso com o setor de bens de capital e o desenvolvimento tecnológico - Diplo Brasil

DEPENDÊNCIA EM TEMPOS DE PANDEMIA

A fatura do descaso com o setor de bens de capital e o desenvolvimento tecnológico

por Cristina Fróes de Borja Reis e Thalita Ferreira de Oliveira
4 de maio de 2020
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Desde os anos 1980, as cadeias produtivas industriais brasileiras vêm sendo corroídas com vários de seus elos substituídos por importações. A crise da Covid-19 expõe como a dependente participação da indústria de máquinas nas cadeias globais de valor fragiliza a economia

A pandemia da Covid-19 impactou fortemente a indústria brasileira; já em crise antes mesmo do vírus chegar. Todavia, a vulnerabilidade das cadeias industriais nacionais ficou evidente quando começaram as dificuldades para importar produtos essenciais da China, somadas à desvalorização do câmbio que passara a pressionar o custo dessas importações e, finalmente, à chegada do vírus ao Brasil, paralisando as atividades produtivas.

Desde os anos 1980, as cadeias produtivas industriais brasileiras vêm sendo corroídas com vários de seus elos substituídos por importações. Esse fenômeno se explica tanto por motivos “da porta para dentro” das empresas, como “da porta para fora”. Ou seja, fatores causados por determinantes estruturais internos e externos, associados à inserção brasileira na lógica financeira da produção mundial, que configura as cadeias globais de valor (CGV).

No núcleo da dinâmica de inserção do Brasil nas CGV, estão as máquinas e equipamentos (M&E), utilizadas nos processos tecnológicos de transformação de insumos e matérias primas em produtos fabricados. As cadeias de M&E são um dos berços do novo paradigma tecnológico internacional da indústria 4.0, associado à robotização, digitalização e inteligência artificial.

Portanto, para entender o desempenho geral da indústria brasileira, faz sentido investigar a cadeia de valor de M&E – atualmente a 12ª maior do mundo no ramo e a 3ª maior indústria de transformação do Brasil, com quase 8 mil firmas e mais de 300 mil trabalhadores.

Neste artigo, analisam-se as cadeias de valor de M&E e o impacto da crise da Covid-19 sobre elas a partir de pesquisa inédita realizada na Technische Universitat Berlin, refletindo sobre como o descaso com o setor de bens de capital e com o desenvolvimento tecnológico fragilizaram a indústria e, portanto, a economia brasileira.

 

As cadeias de valor de máquinas do Brasil

Para representar uma cadeia de valor, as políticas públicas têm tomado como referência o diagrama da “curva sorridente”. Nessa curva, as atividades tangíveis de transformação centrais da cadeia (manufatura) adicionam menor valor aos bens do que os serviços industriais intangíveis do início (P&D, design e logística de compras) e do fim da cadeia (logística de vendas, marketing e serviços pós-vendas).

Mas será que a curva sorridente é uma realidade para as empresas de M&E do Brasil? A partir desta pergunta, nosso estudo avaliou a percepção de valor das empresas do setor em relação às atividades tangíveis e intangíveis exercidas.[i]. Isso porque o valor adicionado por atividade é uma informação de difícil mensuração, além de ser estratégica e, portanto, confidencial.

Ao longo de 2019, cinquenta firmas de variados portes (número de funcionários) e origem (60% nacionais e 40% estrangeiras) responderam um questionário online sobre a curva sorridente, a estrutura da cadeia e as oportunidades para aumentar o valor adicionado – ou seja, para estratégias de “upgrading”. Os participantes foram altos executivos das áreas de finanças, engenharia ou planejamento. Em seguida, 75% da amostra participaram ainda de entrevistas para aprofundar os aprendizados do questionário.

O estudo mostrou que 80% das empresas examinadas foram exportadoras em 2018. Todavia, elas apresentaram baixo coeficiente de exportação em relação à produção (82% delas exportavam menos de 40% da produção total). Segundo relataram, sua atuação exportadora perdeu força depois da crise de 2009.

Em geral, as empresas de M&E são bastante verticalizadas, internalizam a maior parte ou até mesmo a totalidade das atividades da curva sorridente. Segundo as entrevistas, a verticalização se deve, sobretudo, às vantagens financeiras e tributárias, à necessidade de qualidade dos processos e, em menor grau, aos segredos industriais. Isso pode significar, por um lado, que a complexidade das cadeias de M&E internas seria mais intensa em termos de geração de novos mercados, emprego e renda. Por outro, pode expressar uma integração limitada ou de menor grau aos arranjos internacionais das cadeias de valor.

Atualmente, entre as atividades da cadeia apontadas como “mais passíveis de terceirização” estão as tangíveis, acessórias da transformação. Em seguida, vem logística, P&D e marketing. De modo oposto, as atividades que as empresas menos terceirizam são a qualidade da produção e os serviços pós-vendas, avaliadas como fundamentais para fidelizar clientes. Em particular, terceirizar atividades de relacionamento com os clientes é considerado arriscado no Brasil por causa da insegurança jurídica dos contratos, da qualidade e pontualidade dos fornecedores etc.

O estudo aponta que as formas de integração das indústrias brasileiras nas CGV são variadas a depender dos mercados de produtos, do porte da empresa, da origem (doméstica ou multinacional) e de outros determinantes que levam a diferentes graus de estratégias de atuação nos mercados internacionais e domésticos. Nesse sentido, os tipos de inserção nas CGV vão desde os mais ativos e inovadores em termos de geração tecnológica, aos mais passivos e seguidores – em geral dependentes de tecnologia e de decisões tomadas nos países de origem das empresas líderes das CGV.

Essas diferenças respondem à pergunta sobre a pertinência da curva sorriso para a realidade das empresas domésticas de máquinas e equipamentos. Não houve consenso entre os executivos de que a curva sorriso seja representativa na atualidade, mas 75% considera que esta deverá ser relevante daqui a dez anos. Tampouco foi possível identificar uma representação geral das atividades da cadeia de máquinas no Brasil em termos de valor, o que significa que o upgrade nas cadeias requer a transposição de diversos desafios que variam conforme os diferentes tipos de integração às CGV.

 

Os desafios estruturais e a crise da Covid-19

Para avaliar os impactos da crise da Covid-19 e ações necessárias, entre 7 e 20 de abril de 2020 foi realizado um rápido levantamento com parte daquelas empresas respondentes da amostra de M&E, como desdobramento da pesquisa sobre as cadeias de valor.[ii] O alcance dos resultados desse levantamento é limitado em razão do caráter urgente e sintético do questionário, além da amostra pequena. Porém, fornece uma síntese da visão dos executivos dessa indústria no segundo mês da pandemia no Brasil.

A maioria das empresas (53%) foram gravemente afetadas pela crise, de forma que algumas relataram a possibilidade imediata de falência. O principal impacto negativo reportado foi a queda da demanda no mercado interno e externo, implicando em retração da produção de máquinas, como também de peças de reposição. O impedimento físico da equipe de vendas em encontrar clientes e o cancelamento de importantes feiras internacionais, contribuiu para dificultar a prospecção de novos negócios.

Os executivos também relataram rupturas nas cadeias de valor nacionais e internacionais, como cancelamentos de contrato, dificuldades de transporte, fechamento de plantas no Brasil e no exterior, com aumento de preços de insumos e matérias-primas. No caso das empresas que contavam com importação nas suas cadeias, a significativa desvalorização do real encareceu insumos produtivos, ocasionando inclusive redução de margens.

Problemas de logística atrapalharam ou impossibilitaram fornecedores de entregar bens e serviços aos clientes, restringindo operações e elevando custos, como aumento do frete e preços de insumos. Somando-se todos esses fatores à inadimplência ou atraso de pagamentos, a crise atingiu seriamente o capital de giro das empresas.

Em paralelo, a produtividade do trabalho diminuiu a partir da pandemia em virtude da dificuldade, restrição ou impedimento dos funcionários comparecerem ao escritório e/ou fábrica (que em alguns casos foram fechadas) e menor eficiência do home office. O ambiente adverso prejudicou a saúde dos funcionários, visto que as pessoas tiveram que lidar com preocupações em relação ao contágio do vírus, a manutenção do próprio emprego e com efeitos gerais da crise sanitária, econômica, política e social no país.

Por outro lado, para algumas empresas a crise foi menos marcante, justificada pela sustentação da demanda, blindagem às rupturas na cadeia de valor, reconfiguração ágil das operações ou atuação em nichos industriais específicos. Em mercados de produtos sob encomenda ou associados às cadeias da saúde e alimentação (por exemplo, fabricantes de filtros), os pedidos aumentaram. Porém, as novas demandas estão longe de compensar as perdas generalizadas.

Sobre a relação de valor das cadeias durante a pandemia, em pequena parte das empresas as atividades intangíveis passaram a adicionar mais valor do que as tangíveis. Nesses casos, ocorrem apostas em desenvolvimento de novos produtos, vendas e pós-vendas mais atuantes para manter ou criar negócios. Em adição, os recursos humanos com a gestão do bem-estar dos funcionários, a tecnologia da informação e comunicação para garantir o funcionamento virtual da empresa, e no financeiro, o realinhamento das entradas e saídas de capital, destacando também maior atuação de contas a pagar. Certas empresas suavizaram os problemas derivados das rupturas nas cadeias de valor graças ao alto grau de verticalização, ou ao portfólio estratégico e relacionamento sustentável com fornecedores, com menor dependência externa.

Contudo, o esforço imediatista tem prevalecido: a maior parte das empresas teve que priorizar atividades tangíveis, ou seja, o foco voltou-se para a produção, com o objetivo de reduzir custos por elas considerados não essenciais neste momento, como gastos diretos e indiretos com atividades como P&D, engenharia ou com vendas e marketing.

Na avaliação de 25% dos participantes da amostra total de empresas, alguns efeitos sobre a reorganização da operação e produção devem ser permanentes, como a valorização dos procedimentos sanitários, avanços de informática e telecomunicações, abertura de mercados, mudanças da rede de fornecedores e relacionamento com clientes.

 

A fatura do descaso com os problemas estruturais

Diante deste cenário de crise, as empresas consultadas na pesquisa reportaram as medidas internas adotadas e necessitam das políticas públicas de curto prazo descritas no quadro1. Em geral elas estão relacionadas aos impactos sobre a demanda e a oferta mencionados, ou seja, ações que envolvem crédito, carga tributária, infraestrutura, governança da cadeia, gestão de custos e questões trabalhistas.

Com relação às políticas de longo prazo (ver quadro 2), as empresas de M&E destacam os seguintes desafios estruturais pelo lado da demanda: estabelecer dinâmica de crescimento sustentável, manter e criar empregos, políticas fiscais e tributárias harmonizadas com políticas monetárias, regime macroeconômico coerente com desenvolvimento. Do lado da oferta, para além de reduzir o Custo Brasil (geralmente único ponto no debate midiático), requer-se descentralizar o sistema financeiro, melhorar o suporte às pequenas e médias empresas, desonerar o investimento produtivo, financiar a modernização do maquinário nacional, reduzir burocracia, financiar as exportações, fortalecer o sistema nacional de inovação.

Falou-se em resgatar a soberania do país diante de um “novo normal”, com acirradas disputas geopolíticas mundiais (principalmente entre Estados Unidos e China) que transformarão as CGV. Isso requereria um plano de longo prazo focado no desenvolvimento tecnológico nacional, com fortalecimento das redes produtivas locais, promovidas pelo Estado através de políticas apresentadas na quadro 2.

Então, denota-se uma incoerência ideológica nas políticas de Estado desejadas pelo empresariado brasileiro de M&E. De um lado, essencialmente para o curto, mas também para o médio prazo, quer políticas trabalhistas e tributárias neoliberais, tal como fora a reforma da previdência. Por outro lado, quer novo vigor de ideais desenvolvimentistas, com políticas industriais, comerciais e de CT&I (ciência, tecnologia e inovação) que precisam do Estado atuante na esfera produtiva.

Essa incoerência ideológica é oriunda da diversidade dos tipos de integração às CGV de máquinas das empresas domésticas – como dito, com dependência de capital e tecnologia externos em graus variados. Ademais, esses conflitos de interesses vêm marcando historicamente a condução política e econômica dos governos do Brasil.

Entretanto, desde o impeachment de Dilma Rousseff, apoiado por grande parte das indústrias brasileiras, as medidas do governo penderam quase que totalmente para o lado neoliberal, ignorando a maioria dos problemas estruturais cujas soluções requereriam uma atuação empreendedora do Estado. Desde então, não por acaso, a crise na indústria de transformação se aprofundou de modo que em 2019 foi registrada a sua menor participação no PIB desde os anos 40.[iii]

Em contrapartida, a pandemia também revelou um lado positivo da indústria que poderá inspirar a busca por um pacto nacional pelo desenvolvimento inclusivo.

Como mostra a experiência de empresas estudadas nesta pesquisa, a tratativa inteligente da crise requer soluções ágeis e embasadas que prezem pelo entendimento entre funcionários, clientes, fornecedores e demais agentes da cadeia produtiva. Junto a sociedade, uma cooperação em torno de um objetivo comum de superação das dificuldades sanitárias, econômicas, políticas e sociais. Que estes aprendizados se multipliquem e orientem nosso novo normal.


Quadro 1 – Resultados do levantamento sobre a crise da Covid-19 com a participação de 32 empresas: estratégias empresariais e políticas públicas requeridas no curto prazo (3 meses)
Medidas adotadas pelas empresas para mitigar a crise
Procedimentos exigidos de segurança sanitária no trabalho durante a pandemia, respeitando as regras nacionais, estaduais e municipais: tais como home office, escalonamento de turnos nas fábricas/refeitórios/lugares de aglomeração, higienização e desinfecção constante dos ambientes, uso de materiais de proteção como luvas e máscaras, checagem de temperatura no início da jornada de trabalho. Algumas relataram zelar pelo sentimento de solidariedade dentro da organização e para com a sociedade.
As medidas trabalhistas de grande parte das empresas refletiram a preocupação em evitar demissões, com antecipação de férias, redução de jornada e renegociação salarial. Porém, algumas empresas consultadas demitiram, o que condiz com a realidade da cadeia de M&E que já aponta 11 mil demissões.[iv]
Em relação à cadeia de valor, as empresas ampliaram o leque de fornecedores ou substituindo aqueles que não entregaram compromissos ou desverticalizando atividades internas interditadas. Também admitiram prazos de entrega de fornecedores mais alongados e, em consequência, postergaram entrega de produtos aos clientes.
Quanto ao capital de giro, também foram comuns medidas como prazos alongados de pagamento a fornecedores e clientes, formação de comitê anticrise e planejamento financeiro de curto e médio prazos, já procurando aderir ao pacote do governo referente à concessão de crédito, atrasos de pagamentos de compromissos tributários e previdenciários.
Ações de longo prazo estão marginalizadas nesse momento para diversas empresas, com congelamento ou cancelamento de investimentos produtivos.
A atuação setorial foi considerada mais urgente e relevante, de modo que as empresas buscaram as associações de classe para pressionar o setor público a tomar inciativas contracíclicas.
Políticas públicas prioritárias
As medidas de crédito foram as mais demandadas pelas empresas consultadas, como a liberação do crédito emergencial para pequenas e médias empresas empoçado nos bancos, além de medidas de isenção ou prorrogação de prazos de tributação.
Defendem incentivos para manutenção do emprego, em geral como contrapartidas de outras políticas.
Sobre a condução política na pandemia, reivindicam-se melhorias no planejamento, execução e monitoramento, diminuindo atrito entre os três poderes, reduzindo a incerteza e acalmando a população ao efetivamente garantir condições sanitárias para enfrentar a Covid-19 – com regras mais claras sobre a entrada e a saída do confinamento e cenário do “novo normal”.
Aquecer a economia, sustentando a demanda com políticas que incentivem consumo e investimento.

 


Quadro 2 – Recomendações gerais para melhorar a inserção das empresas do Brasil nas CGV de máquinas no médio/ longo prazo
Premissas
Desenvolver e disseminar métodos de medida do valor adicionado ao nível de atividades da cadeia
Aprimorar mapeamento das cadeias, identificando origem do valor adicionado das atividades
Políticas públicas
Política industrial e comercial considerando tipos de inserção nas CGV
Regime macroeconômico pró-demanda
Redução do Custo Brasil
Fortalecer Sistema Nacional de Inovação, ampliando potencial tecnológico/qualificação da mão-de-obra
Aprimorar instituições de apoio à competitividade das empresas
Simplificar burocracia e melhorar monitoramento das leis e normativas
Valorizar cadeia de valor regional (América do Sul)
Integrar essas ações ao projeto nacional de desenvolvimento sustentável e inclusivo
Estratégias empresariais
Investir em atividades visando upgrading de sua participação nas cadeias
Inovar na governança das cadeias, modernizando processos de gestão e operação
Buscar soluções de diferenciação perante o cliente, a partir de uma visão de CGV
Planejar adesão à indústria 4.0 e abrir horizontes de geração tecnológica
Trabalhar junto aos fornecedores de insumos essenciais e energia para reduzir custos de produção de M&E de pequena e média escala
Incentivar a criação de uma plataforma digital da cadeia de valor de M&E
Internacionalizar e digitalizar estratégia de promoção e vendas
Investir nos funcionários, visando ampliar sua permanência na empresa, produtividade e bem-estar

Cristina Fróes de Borja Reis é economista, pós-doutoranda na Technische Universitat Berlin/ Marie Curie Actions e professora da UFABC e Thalita Ferreira de Oliveira é economista e mestre em Políticas Públicas, professora da FMU.

[i] Ver metodologia em Reis, C. F. B. A cadeia de valor de máquinas e equipamentos do Brasil. Relatório executivo. Berlim, fev. 2020.

[ii] Reis, C. F. B. Crise do COVID-19 e a cadeia de valor de máquinas e equipamentos do Brasil. Resumo executivo. Berlim, abr. 2020.

[iii] Morceiro, P. Se a indústria vai mal o Brasil não cresce. Blog Valor adicionado, 4 mar. 2020.

[iv] ABIMAQ. Impacto da pandemia do COVID-19, sondagem junto a 320 empresas entre 30 de março e 3 de abril de 2020. São Paulo, DEEE/ ABIMAQ.



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