A importância de preservar as fake news - Le Monde Diplomatique

OPINIÃO

A importância de preservar as fake news

por Ian Kisil Marino
10 de setembro de 2021
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A decisão sobre o apagamento de fake news na pandemia parte do pressuposto de que se trata de armas contra a saúde pública, o que é verdade. Entretanto, não adianta nada destruir as armas de um crime se elas são a maior prova da sua ocorrência

No dia 29 de março de 2020, o Twitter apagou dois tweets de Jair Bolsonaro por “violar as regras” da rede social. Foi a primeira vez que isso aconteceu com o presidente. A justificativa da empresa foi que ela ampliou as suas diretrizes de segurança em combate a “contrainformações de saúde pública”.[1] Dezessete dias após a primeira morte por Covid-19 registrada no Brasil, já circulavam muitas informações sobre os protocolos básicos para prevenção da doença. As postagens apagadas continham vídeos de Bolsonaro em visita a Taguatinga (DF) e Sobradinho (DF), sem máscara e provocando aglomerações.

Em julho de 2021, o YouTube removeu 15 vídeos da conta do presidente, de lives com a presença de Eduardo Pazuello e Damares Alves a uma entrevista da médica Nise Yamaguchi, figura carimbada nos encontros que ocorriam no paralelo de um Ministério da Saúde em constante erosão. A justificativa do YouTube lembra a dada pelo Twitter mais de um ano antes: “Após análise cuidadosa, removemos vídeos do canal Jair Bolsonaro por violar nossas políticas de informações médicas incorretas sobre a Covid-19. Nossas regras não permitem conteúdos que afirmam que hidroxicloroquina e/ou ivermectina são eficazes para tratar ou prevenir Covid-19; garante que há uma cura para a doença; ou assegura que as máscaras não funcionam para evitar a propagação do vírus”.[2]

Esses casos são apenas uma amostra de uma política de gerenciamento de conteúdo que tem se tornado cada vez mais comum nas redes sociais. O problema das chamadas fake news é central na pandemia de Covid-19. Entretanto, o tema não é novo, mas envolve interesses políticos e possui seus responsáveis. Pressionadas, as empresas responsáveis por essas mídias começaram a procurar formas de limitar a ação de quem espalha fake news. Quase um ano depois de excluir as primeiras de postagens de Bolsonaro, o Twitter lançava o programa de denúncias Birdwatch e, em agosto de 2021, anunciava parceria com a Associated Press e a Reuters para melhorar sua campanha contra a desinformação.[3] A implementação de medidas desse tipo, que também ocorreu em empresas como Facebook e Google, possui uma justificativa legítima: responder à demanda pública por uma maior responsabilidade das mídias sociais, já que elas são protagonistas dentre os meios difusores de informação e opinião. No caso da pandemia, a rapidez na remoção de conteúdos não confiáveis: quanto menor o tempo de exposição de um tratamento falso contra Covid-19, menor o número de pessoas que podem segui-lo.

Seguindo essa lógica, quanto melhores as políticas de verificação e apagamento de falácias pelas redes sociais, melhor para a sociedade. Para as empresas, há chance para a proclamação orgulhosa de notas de esclarecimento, alinhadas a boas práticas de saúde, ao conhecimento científico e comprometidas com o bem-estar da humanidade. Nessa narrativa todos saem ganhando – exceto, justamente, os malfeitores e os desavisados que propagam informações falsas pela internet. Será isso mesmo?

O fato de grandes empresas de tecnologia terem iniciado um combate a informações falsas não significa que se trata de uma epopeia da verdade e do cuidado rumo ao esclarecimento e à justiça, longe disso. Primeiro, porque a implementação dessas medidas não é necessariamente voluntária, mas resulta de determinações legais e de grupos de pressão que vêm articulando críticas e demandas já faz algum tempo.[4] Segundo, porque as práticas de monitoramento são (ainda, talvez) muito falhas. Na sequência dos tweets apagados de Bolsonaro, há um outro vídeo praticamente igual, de uma aglomeração em Ceilândia (DF) – que o Twitter não removeu. No caso do YouTube, outros tantos vídeos com informações falsas sobre a Covid-19 seguem no ar, no perfil de Bolsonaro e em muitos outros. Em terceiro lugar, a remoção é sempre posterior à postagem – e, portanto, há possibilidade de divulgação. Os 15 vídeos removidos pelo YouTube em julho de 2021, por exemplo, contavam com mais de 3,3 milhões de visualizações quando foram apagados.[5] O estrago já estava feito.

Total de visualizações dos vídeos de Bolsonaro excluídos pelo YouTube em julho de 2021. A disseminação das informações sobre o suposto “tratamento precoce”, infelizmente, já estava feita quando excluídos os vídeos. (Fonte: Aos Fatos)

O afã por tirar essas informações do ar o quanto antes resulta sempre imperfeito. Pior: ao excluir esses vídeos ou tweets pensando no agora, além de mal cumprir essa missão, acaba-se por apagar evidências importantes da pandemia, que indicam o que se tem dito, quando e por quem. A urgência do combate ao novo coronavírus e aos seus desdobramentos nos leva a pensar no hoje e no amanhã: no número de infectados, nos leitos e UTI, nos protocolos de ação e nas informações espalhadas por aí. O apagamento de fake news resulta de um olhar restrito a um hoje sempre alguns passos atrás da doença, e, portanto, urgente de regulações ao que for potencialmente agravante à tragédia.

Punir e limitar perfis envolvidos na divulgação em massa dessas notícias serve para impedir a ação maliciosa antes que ela aconteça. Não é à toa que os beneficiados das mentiras combatam esse tipo de medida cautelar, como fez o próprio Bolsonaro com a “MP das fake news”, assinada um dia antes do famigerado 7 de setembro de 2021. É preciso, pois, insistir na prevenção. Entretanto, após circularem na rede, as fake news devem ser vistas como mais do que dados imediatos, mas importantes evidências de um tempo histórico, sem as quais serão perigosamente limitadas as tentativas de apontamento dos responsáveis por uma das maiores catástrofes globais na história. É vital que se qualifique essas notícias como falsas, dado seu potencial de destruição. Mas é igualmente importante que elas sejam armazenadas em locais seguros, afinal, elas são parte essencial dos arquivos da pandemia.

A palavra “arquivo” faz pensar em salas sóbrias e silenciosas, repletas de papéis antigos em caixas, estantes e grandes gavetas. É através dos documentos que historiadores fazem seu trabalho, e é nos arquivos também que advogados e juristas se enfurnam atrás de jurisprudências em registros do passado. A segurança e a autenticidade que os arquivos garantem é fundamental para a existência de evidências, seja para que se conte uma boa história ou para que se julgue alguém.

É uma decisão importante definir o que deve ou não ser preservado. Em se tratando de arquivos de interesse público, essa escolha deve se orientar pelo sentido público de cada objeto. Se algo impacta a sociedade ou a um indivíduo com representatividade coletiva, trata-se de um artefato de interesse público, ou seja, deve ser arquivado. É o caso dos crimes contra a humanidade no século XX: tanto em termos jurídicos quanto nas histórias escritas, para que se julgasse os responsáveis pelo Holocausto ou pelas ditaduras militares latino-americanas, por exemplo, foram necessárias provas – e elas estavam guardadas em arquivos.

Notícias falsas, boatos e enganos não são coisas novas, mas seu impacto ganhou força com a rapidez da difusão de informações na internet. Embora muitas dessas (des)informações sejam pouco importantes, nos últimos tempos as fake news têm sido mobilizadas com finalidades eleitorais, como formas de destruição de reputações e, já na pandemia, como disseminadoras de más práticas sanitárias.[6] Nesses sentidos, as fake news possuem impacto público, sendo até mesmo provas de crimes. Entretanto, como mencionado, tem havido uma certa ansiedade pelo apagamento dos boatos, dos enganos e das mentiras, o que é uma faca de dois gumes.

Por um lado, esse apagamento se justifica em uma retórica dificilmente criticável por si só: quanto menos informações prejudiciais à vida circularem, melhor. Por outro lado, a exclusão das falácias da esfera de acesso público também apaga evidências históricas, e, com elas, informações relevantes sobre o teor das desinformações e, principalmente sobre os responsáveis pela sua criação e divulgação. E como se não bastasse, não só as redes sociais apagam informações quando lhes convém: somente em 2019, um grupo formado por Bolsonaro, seus filhos e 11 ministros, apagou mais de 700 posts no Twitter.[7] Independentemente do motivo das exclusões, trata-se de evidências históricas que se foram.[8]

Em julho de 2020, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da fake news enviou um ofício que solicitava ao Facebook acesso a dados de perfis bloqueados pela empresa porque o julgamento dessas informações seria de interesse público. O conteúdo de 35 contas, 14 páginas, um grupo do Facebook e mais 38 contas do Instagram foi removido pela empresa, como forma de combate a um “conteúdo inautêntico” que, segundo estimativas, atingia quase dois milhões de seguidores.[9] Não havendo registros arquivísticos independentes e soberanos sobre esse tipo de informação de interesse público, o poder público dependeu da boa vontade da controversa corporação de tecnologia estadunidense para apreciar criticamente esse  material – o que por si só é um problema, já que nada garante o compromisso dessas empresas com os interesses públicos de país algum, nem mesmo dos seus.

A preservação das mentiras é fundamental para a atribuição de responsabilidade pelos seus impactos, e até mesmo pela criminalização de seus autores e divulgadores. Ora, não seriam as lives excluídas pelo YouTube algumas das mais contundentes provas da tentativa – infelizmente, bem-sucedida – de disseminação de um suposto “tratamento precoce” contra a Covid-19 por Bolsonaro? A campanha governamental baseada em mentiras levou do relaxamento da atenção à gravidade do vírus à morte de milhares. Há responsáveis por essa tragédia e as fake news de Bolsonaro são parte do rol de provas necessárias para a sua responsabilização, seja em termos jurídicos ou no dever de memória envolvido na escrita da história da pandemia.

as fake news
Bolsonaro exibe uma caixa cloroquina em uma live  (Reprodução)

Para além de seus autores, as fake news da pandemia também foram ferramenta de lucro, e é justo que se aponte para aqueles que ganharam dinheiro com a disseminação dessas mensagens. Veículos como Jornal da Cidade Online, Notícia Brasil Online, Senso Incomum, Gazeta Brasil, Agora Paraná, Conexão Política e Jornal 21 Brasil, por exemplo, misturaram mentiras sobre a cloroquina e a Organização Mundial da Saúde com notícias verdadeiras, aumentando a dificuldade de discernimento pelos seus visitantes. Esses portais tiveram mais de 44 milhões de acessos apenas em abril de 2020, conquistando lucros pelos cliques às chamadas de notícias, vinculados à ferramenta GoogleAdSense.[10]

Ironicamente, a pressão pela invisibilização de fake news acaba até protegendo esses agentes: embora aparentemente vencidos no presente, a destruição das provas de suas ações pode contribuir com a impunidade e o desconhecimento público de que se trata de alguns dos principais responsáveis pelo tamanho da dor da pandemia no Brasil. As próprias gigantes da tecnologia não acabam resguardando o seu legado, apagando o fato de que foram os principais veículos de disseminação de informações falsas em todo o mundo? Embora seja muito possível que haja cópias de algumas dessas fake news por aí, em dispositivos ou nuvens de armazenamento pessoais, nada garante que essas evidências estejam armazenadas em repositórios confiáveis publicamente acessíveis. E quando damos conta de que se trata de um problema de escala global, os motivos para preocupação só aumentam.[11]

Em meio ao furacão, algumas iniciativas vêm tentando desenvolver maneiras criativas de mapear, coletar, preservar e disponibilizar acesso tanto à fake news quanto a postagens deletadas de redes sociais. O Fake news Archive Project, por exemplo, se dedica a arquivar e disponibilizar em obras artísticas e em PDFs gratuitos as fake news proferidas por Donald Trump durante a sua presidência nos Estados Unidos (2017-2021). Também nos Estados Unidos, a iniciativa Fake News, da University of Calofornia, Los Angeles, disponibiliza uma coletânea de sites habitados por notícias falsas, depositados no repositório do Archive-It.

Representação artística do projeto Fake news Archive Project.

No Brasil, o Grupo de Estudos da Desinformação em Redes Sociais da Unicamp criou um banco de dados de fake news sobre a pandemia a partir de contribuições online. Apenas em março de 2020, o projeto já contava com mais de 8 mil falácias arquivadas. O Projeto 7c0 atua no rastreamento, armazenamento e disponibilização de tweets apagados de figuras públicas, utilizando-se de código aberto para ceder acesso público ao acervo digital. A iniciativa também tem mapeado o uso de dados do portal de Transparência do Registro Civil para criação de informações falsas, como a manipulação da contagem de contaminados e mortos com finalidade de minorar os efeitos da pandemia. Por sua vez, o Tweets de Bolso, resultado da parceria entre o portal Aos Fatos e o programa TruthBuzz, do International Center For Journalists, vasculha o perfil de Twitter de Bolsonaro a cada 1 minuto através da API da ferramenta Workbench. Com isso, o projeto disponibiliza ao público um buscador simplificado a esse acervo, que permite acessar postagens antigas e até mesmo as apagadas pelo presidente.

A decisão sobre o apagamento de fake news na pandemia parte do pressuposto de que se trata de armas contra a saúde pública, o que é verdade. Entretanto, a remoção dessas falácias de circulação não pode ser sinônimo da sua destruição. Em termos de responsabilização e de justiça de reparação, não adianta nada destruir as armas de um crime se elas são a maior prova da sua ocorrência. Por mais que a pandemia tenha sido iniciada por uma força da natureza, a catástrofe vivida no Brasil e em outros lugares do mundo possui culpados, que devem ser responsabilizados pelas suas ações. As fake news devem, sim, ser combatidas, mas não destruídas. Se ainda não se vê projetos voltados para a preservação de fake news nas principais instâncias de arquivamento e memória públicas do Brasil, as iniciativas mencionadas, ao menos são amostras de algum movimento criativo – embora não diminuam a preocupação com a perda de evidências digitais e com as perspectivas de acesso no futuro.

 

Ian Kisil Marino é historiador e professor. Pesquisador do Centro de Humanidades Digitais-Unicamp e um dos organizadores do Coronarquivo.

 

[1] Beatriz Sans. “Twitter exclui 2 posts de Bolsonaro e cita “conteúdos contra saúde pública””. UOL. 29/03/20. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/03/29/twitter-exclui-dois-posts-de-bolsonaro-por-infringir-regras.htm?. Acesso: 2 set. 2021.

[2] Guilherme Amado. “YouTube remove 14 lives de Bolsonaro; canal está perto de ser derrubado“. Metrópoles. 21/07/21. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/youtube-remove-14-lives-de-bolsonaro-canal-esta-perto-de-ser-derrubado. Acesso: 2 set. 2021.

[3] Reuters. “Twitter faz parceria com AP e Reuters para combater desinformação na plataforma”. Época Negócios. 2/08/21. Disponível em:  https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2021/08/epoca-negocios-twitter-faz-parceria-com-ap-e-reuters-para-combater-desinformacao-na-plataforma.html. Acesso: 2 set. 2021.

[4] Um bom apanhado dessas críticas se encontra nos livros do crítico de mídias Evnegy Morozov, “The Net Delucion” (2011), “To save everithing Click Here” (2013), “Big Tech” (2018) e “A cidade inteligente” (2020), estes dois últimos publicados em português.

[5] Amanda Ribeiro, Débora Ely e João Barbosa. “Vídeos de Bolsonaro apagados pelo YouTube reuniam mais de 3,3 milhões de visualizações”. Aos Fatos. 22/07/2021. Disponível em: https://www.aosfatos.org/noticias/videos-de-bolsonaro-apagados-pelo-youtube-reuniam-mais-de-33-milhoes-de-visualizacoes/. Acesso: 2 set. 2021.

[6] Como uma introdução ao assunto, recomendo os livros recentes, de grande circulação e publicados em português de Giuliano Da Empoli (“Os engenheiros do caos”, 2018)) e Patrícia Campos Mello (“A máquina do ódio”, 2020).

[7] Rafaela Lima, Lucas Marchesini. “Li o que você apagou. Os tweets deletados da gestão Bolsonaro”. Metrópoles. 10/03/20. Disponível em: https://www.metropoles.com/brasil/li-o-que-voce-apagou-os-tweets-deletados-da-gestao-bolsonaro. Acesso: 2 set. 2021.

[8] Ainda que se argumente que se trata de perfis pessoais, cabendo aos titulares a decisão sobre manter ou não seus dados no ar, essas postagens documentam a ação de personalidades públicas, cujos conteúdos impactam a sociedade.

[9] Karla Alessandra. “CPMI das Fakenews pede acesso a conteúdo bloqueado no Facebook”. Agência Câmara de Notícias. 10/07/20. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/675489-CPMI-DAS-FAKENEWS-PEDE-ACESSO-A-CONTEUDO-BLOQUEADO-NO-FACEBOOK. Acesso: 11 ago. 2020.

[10] Tai Nalon, Amanda Ribeiro. “Como sete sites lucraram com anúncios no Google ao publicar desinformação sobre a pandemia”. Aos fatos. 21/05/20. Disponível em: https://www.aosfatos.org/noticias/como-sete-sites-lucraram-com-anuncios-no-google-ao-publicar-desinformacao-sobre-pandemia/. Acesso: 2 set. 2021.

[11] Para um maior aprofundamento sobre as questões envolvendo o arquivamento digital da COVID-19, recomendo a leitura dos artigos: Ian Marino. “Notas preliminares sobre o arquivamento digital da Covid-19”. Ideias, v. 12, n. 00; Ian Marino; Pedro Silveira; Thiago Nicodemo. “Arquivo, memória e Big Data: uma proposta a partir da Covid-19”. Cadernos do Tempo Presente / UFS, v. 1; Ian Marino; Paulo Gajanigo; Rogério Souza; Thiago Nicodemo. “Como contar a história da Covid-19? Reflexões a partir dos arquivos digitais no Brasil”. Esboços, v. 28, n. 48, 2021.



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