A recomposição estratégica do Oriente Médio
Enquanto o desfecho do conflito no Irã permanece imprevisível, a região passa por importantes transformações geopolíticas, com dois blocos agora se encontrando frente a frente: de um lado, a aliança entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão; de outro, o eixo Israel, Emirados Árabes Unidos e Índia. Tudo sob o olhar atento dos Estados Unidos, preocupados em não entrar em choque com nenhum dos campos
Em 7 de agosto, a Arábia Saudita, a Turquia e o Paquistão assinaram um acordo de defesa mútua em Meca. O documento prevê o reforço da cooperação, do intercâmbio de informações de inteligência e dos exercícios militares conjuntos, assim como da coordenação entre autoridades políticas e de segurança diante de qualquer ameaça externa. Também abre caminho para uma colaboração mais estreita nas indústrias e tecnologias militares e na cibersegurança. Apresentado por seus signatários como uma aliança estritamente defensiva que não visa nenhum Estado em particular, o acordo reflete sobretudo uma vontade de estreitar laços diante das profundas recomposições do equilíbrio regional ocorridas após a guerra conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã[1] e em um contexto marcado pelos projetos expansionistas de Tel Aviv. Essa evolução confirma que o Oriente Médio e sua vizinhança imediata, na confluência entre África, Ásia e Europa, entraram em uma nova fase de…

