A sobrevida do regime de 1988
Manter vivo o pacto de 1988, rejeitado por parte relevante do Congresso Nacional em razão de suas virtudes sociais e democráticas, é o principal resultado das urnas
O tamanho do que foi realizado pelos brasileiros no segundo turno das eleições presidenciais está sendo e ainda será reconhecido como o grande farol democrático para o mundo. Isso porque o grande desafio das forças democráticas mundiais tem sido lidar com a ascensão da extrema direita por vias eleitorais. Nos próximos meses teremos eleições com a extrema direita competitiva ao menos nos Estados Unidos, na Espanha e na França. Podemos estar assistindo a um novo ciclo de respostas democráticas nas urnas após os desgastes do norte-americano Donald Trump, do húngaro Viktor Orbán e do bolsonarismo no Brasil, embora este caso seja mais complexo, como discutiremos a seguir. Olhando para o cenário internacional, a reeleição de Lula também é interessante se considerarmos a crise dos incumbentes, isto é, da reeleição de presidentes que já estavam no cargo e que teve seu auge em 2024, com analistas creditando o fenômeno à inflação…

