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Opinião

As imagens do fascismo no espelho bolsonarista

por Virgínio Gouveia
22 de dezembro de 2020
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O fascismo clássico é sobretudo caracterizado como um movimento reacionário, em uma sociedade marcada pela polarização das forças políticas

Há um consenso entre os estudiosos do fascismo que entre as diversas formas de regime ele se configura enquanto a forma política mais visual. Ao se deparar com o termo logo nos vêm à mente diferentes imagens. Um líder autoritário e nacionalista discursando a uma multidão de seguidores obedientes; soldados rigidamente disciplinados marchando sob as ordens de um ditador; militantes representando a unidade em cores, símbolos, bandeiras e uniforme agredindo alguém que antes fora identificado como adversário, mas que agora já converteu-se  em “o inimigo”; invasões orquestradas secretamente que pegam todos de surpresa; militares apresentando a harmonia da estética do autoritarismo marchando no campo dos invadidos expondo algum suposto traidor etc.

Ao interiorizar todas essas imagens, o risco que corremos consiste na falácia de que a multidão se caracteriza enquanto massa abstrata e, com isso, aniquilamos de suas entranhas “aparelhos menores” do poder fascista, sem os quais o fascismo não poderia se reproduzir, se legitimar e alcançar o poder. Analisando mais cuidadosamente, essas imagens podem nos oferecer um reflexo turvo do que, provavelmente, poderia ser o reflexo real do fascismo.

As imagens, minimamente, representariam sua identidade a partir de um ângulo, a saber, o ângulo institucional; do poder das armas; ou de um Grande repressor que representaria os múltiplos. E quando as massas aparecem, tão logo a identificamos como uma forma homogênea e gelatinosa que abstratamente chamamos de população. Marx já havia nos alertado: “a população é uma abstração, se desprezarmos, por exemplo, as classes que a compõem”.

Fundamentar a análise em categorias abstratas nos leva a ocultar uma verdade politicamente ativa. A verdade dos obedientes, dos seguidores, dos reprodutores do poder legitimado. Sem os quais, cabe destacar, o fascismo jamais poderia se tornar regime político.

De tal maneira, o discurso da Servidão Voluntária de Étienne de La Boétie poderia converter-se tragicamente ao nosso tempo enquanto o Discurso do neofascismo voluntário.  Mesmo considerando que no Brasil nem todos os eleitores de Bolsonaro compõem uma “identidade política” neofascista bolsonarista. Por outro lado, não poderíamos também deixar de observar que 57, 7 milhões de votos realizaram uma espécie de “unidade política eleitoral” para legitimar o representante explícito de um “movimento neofascista” em marcha no Brasil.

Ao analisar com mais cuidado o cenário político permissível à emergência do fascismo, poderemos detectar três formas da sua fenomenologia: “um regime”; “uma ideologia” e, sobretudo, através de seus próprios “movimentos reacionários de massas”.

O fascismo como uma invenção política do século XX

O fascismo clássico é sobretudo caracterizado como um movimento reacionário de massas[1] pequeno burguês, que mobilizou suas bases em uma sociedade marcada por uma radical polarização das forças políticas. Entre outras coisas, isso significa dizer: o que possibilitou o fascismo entrar em cena no século XX foi, necessariamente, a sua identidade contrarrevolucionária.

Recorremos ao coração da dialética para compreender a alma dos horrores, visto que, sem o Outro, o sujeito não existiria. Por isso não nos custa lembrar que o fascismo foi um produto de antítese, o qual emergiu de uma tensão política extraída da atmosfera da revolução triunfante que se instaurara na Europa a partir do final da segunda década do século XX. E como tal, postulou-se enquanto uma contrarrevolução europeia pós eclosão da vitória da Revolução Socialista de Outubro de 1917 no leste europeu.

Pensando o fascismo como uma forma de regime contrarrevolucionário é necessário particularizar o lugar-precisamente-assim do Estado, que por sua vez, na forma clássica de fascismo tornou-se profundamente imbricado ao imperialismo. Embora a base social do fascismo constituiu-se no seio da pequena burguesia. Por outro lado, enquanto uma espécie de regime ditatorial ele foi historicamente capturado pelo grande capital monopolista. Isto é, o fascismo trata-se, pois, de uma forma de governabilidade específica, reportando-se a uma espécie de regime de exceção do estado capitalista. Apesar disso, vale lembrar que o Estado capitalista pode encarnar-se sob diferentes facetas de sua própria manifestação: ditadura fascista, ditadura militar, Estado de exceção e democracia.

A forma-Estado-fascista tenta plagiar a totalidade do real. Ela impõe sua força caricatural e sem movimento dissimulando um falso dinamismo, através de uma metafísica mística e absurda da raça, do líder ou da glória perdida num suposto pretérito “perfeito”. Tal forma impele os homens singulares ao sacrifício em nome de um “Estado universal” fetichizado. O qual, longe de superar as contradições, as dissimula em seu interior para expeli-las violentamente na sociedade.

A partir do ponto de vista do Fascismo como uma invenção política exclusiva do século XX – ele é tão somente considerado como um regime ou governo da burguesia nacional, a qual faz necessariamente uso de uma política econômica de intervenção.  Enquanto geopoliticamente ele é fundamentado na “partilha do mundo” (leia-se imperialista) favorável a tal burguesia.

Parece haver um consenso entre diversos intelectuais[2], os quais admitem ser o fascismo um fenômeno de países imperialistas ou/e potencialmente imperialistas. Não sendo possível manifestar-se em países da periferia do capitalismo: coloniais, semicoloniais, de capitalismo atrasado e dependentes etc.

A determinação ideológica do fascismo repousa sobre o ultranacionalismo; machismo; racismo; xenofobia; anticomunismo; culto da violência; crítica ao grande capital; crítica à democracia burguesa e acima de tudo, por meio da ideia de um (re)nascimento nacional fundamentado numa espécie de memória mítica reatualizada[3]. Em sua forma clássica o próprio sentido etimológico do termo – fascismo – oriundo do latin, fasces, remonta-se simbolicamente e diretamente ao poder do antigo Império Romano.

A Itália foi o berço dessa “invenção do século XX” vivenciando sua adolescência com uma forma-de-organização-movimento-permanente, o Fasci Italiani di Combattimento. O qual posteriormente transitou à sua primeira fase adulta com o Partido Nacional Fascist, atravessando as fronteiras do seu próprio metabolismo – de movimento à regime político, consolidando-se posteriormente em sua forma-regime.

Mussolini foi o representante por excelência dessa primeira fenomenologia da política fascista que pretendia absolutizar-se no poder e aniquilar todos aqueles considerados inimigos. Afinal de contas, a política fascista tem como característica essencial o desconhecimento de quaisquer sinais que possam ser identificados com a dialética da diferença, ou/e quaisquer resquício que possam se aproximar à dialética do reconhecimento dialógico/discursivo. Em última instância o fascismo é uma ditadura terrorista composta por elementos reacionários, chauvinistas e imperialistas do capital financeiro governado por seu poder imperial.

A partir do ponto de vista da determinação regimental do fascismo, o fundamento da argumentação de seu caráter irrepetível estaria solidificado no seguinte raciocínio: como vivemos atualmente sob a égide da transnacionalização e financeirização do capital que se espalha geopoliticamente a nível internacional, a burguesia nacional não teria mais espaço para comportar exclusivamente em si mesma o monopólio da extração externa de mais-valor.  Com o advento da burguesia multinacional as formas de burguesias nacionais que engendraram o nazifascismo clássico não teriam mais espaço de atuação. Assim, sem esse personagem “essencial”, supostamente, o regime nazifascista não teria nenhuma possibilidade de ressurgir.

O bolsonarismo entre o fascismo e o neo-fascismo

A partir da particularidade brasileira, percebemos que o xadrez político que possibilitou Bolsonaro tornar-se um personagem “importante” na política teve como chão histórico aquilo que ficou conhecido como Jornadas de Junho. Os protestos de massas de 2013 não foram ideologicamente puros. Ou orientados homogeneamente de forma única, com uma direção reinando solitariamente a conduzir as multidões. Ao longo dos seus desdobramentos, estes protestos, foram contornados pelas forças da extrema-direita, com o apoio de outras frações do poder da sociedade brasileira e estadunidense, as quais, assentados nesse marco ampliou-se em suas tarefas até a consolidação do impeachment de Dilma Rousseff.

Tentando buscar uma possível síntese política desse fenômeno social, adicionando outros elementos da conjuntura política daquela época, poderíamos dizer que a condição mais relevante para a ascensão do bolsonarismo foi a derrota dos interesses da classe trabalhadora.  E digamos assim, de certa social-democracia atrasada tupiniquim que mesmo com toda contradição conciliativa, ainda “a representava”.

Isto é, num sentido mais geral ali iniciou-se uma derrota política dos movimentos populares e dos trabalhadores brasileiros. Lembremos que em outrora o derrotismo desses setores foi uma característica essencial para a permissividade da ascensão de movimentos fascistas na Itália e Alemanha.

Em consonância com a experiência europeia, no Brasil há movimentos reacionários de massas que se retroalimentam a partir de uma situação de polarização política moderada. A identificação do fascismo no seu nível de movimentos de massas no Brasil é facilmente demonstrável[4]. Por outro lado, cabe acentuar um elemento importante, diferente do fascismo do passado, o chão histórico no qual estamos, ainda não criou uma polarização radical entre as forças políticas atuantes.

Bolsonaro é um fascista que emergiu ao poder a partir de uma polarização na política brasileira criada pelas tensões entre as frações da burguesia interna e externa. Emergindo-se, do caldeirão político indecifrável daquele momento, desenterrando todas as aberrações adormecidas nos porões da Ditadura Militar. Postulando-se como representante de um movimento fascista à brasileira, tendo em vista, que entre outras razões, Bolsonaro já provou, publicamente e inúmeras vezes, seu desejo de destruir, política e fisicamente, seus adversários (leia-se inimigos).

“Esmague o fascismo” (Crédito: Unsplash)

É exatamente aqui onde reside uma característica fundamental da personalidade[5] fascista, isto é, na disputa por hegemonia política há um termômetro que ultrapassa o nível dialógico discursivo, e que, consequentemente, adentra o campo da guerra, da destruição; da aniquilação; do desconhecimento do outro e, acima de tudo, do uso da morte como instrumento político.

O traspassamento da política à guerra[6] não significa o fim da política, ou seja, trata-se, pois, de sua própria continuação por outros meios. Apesar de Bolsonaro já ter declarado publicamente que a resolução dos problemas sociais no Brasil teria que passar necessariamente por uma guerra civil, mesmo com sua chegada ao poder, no Brasil ainda não atingimos efetivamente esse campo.

No entanto devemos reconhecer – se Bolsonaro de fato é um fascista -, também não poderíamos deixar de mencionar, ele é um fascista não como ele gostaria de ser. Marx nos dizia: “Os homens fazem a história, mas não escolhem as condições sob as quais a fazem”. Hoje nós também poderíamos dizer: “O homem destrói a história, mas não escolhe as condições sob as quais deseja destruí-la”. Esse segundo momento serve para ilustrarmos uma espécie de “fascismo intermediário bolsonarista”, isto é, tipicamente fascista, mas incompleto, não como ele gostaria de ser.

Isto porque o fascismo em sua realização integral não nos apareceu apenas como um produto do “fator subjetividade” (movimentos de massas e ideologia), muito menos fora historicamente fruto exclusivo, como o conceberam alguns intelectuais, europeus no século XX, ou seja, enquanto uma espécie de micro-fascismo. Além das determinações subjetivas, a análise sobre o fenômeno fascista necessita ter como objeto de pesquisa também o “fator objetividade” (efetivação como regime e a presença de uma dominação imperialista[7]).

No entanto, desde já, não nos custa nada identificar a contradição no lapso fundante de seu subsequente desenvolvimento incompleto.  Que Bolsonaro é fascista do ponto de vista ideológico e em sua determinação organizacional, não restam dúvidas. Por outro lado, se ele se erigirá sobre sua face regimental, essa é outra questão. Exatamente porque, ali, onde ergue-se o poder de destruição, há e sempre haverá resistência.

Comparar as Jornadas de Junho no Brasil com os grandes acontecimentos históricos que antecederam o surgimento do fascismo no século XX na Europa parece ser algo grosseiro. As diferenças entre os séculos são gritantes. Mas, cá para nós, não são apenas as diferenças que compõem a realidade social, há também o sujeito-como-o-outro, identidades e semelhanças. Visto que não poderíamos imaginar junto ao positivismo que – uma história termina para sempre ali –, e outra história começa do nada acolá.

Nesse sentido é impossível traçar uma linha clara entre o “capitalismo pacífico” e o fascismo. Mesmo não compactuando com o confinamento do fascismo a um período particular da história, o exemplo histórico nos mostrou como essa forma de Estado de exceção capitalista pode fundamentar-se no trânsito entre o modelo competitivo e a forma monopolista do capital. A qual, fruto de sua própria consequência nos levou à guerra.

Com as grandes e já esperadas crises econômicas ou o sistema se reproduz, se (re) colocando em novos estágios mais extremos (leia-se fascistas) do seu próprio autodesenvolvimento contraditório. Engendrando-se dessa cosmovisão um tripé – crise econômica, guerra e fascismo. Ou ele gradualmente morre, “cavando sua própria cova”. Daí a frase da sociologia clássica alemã – “o espectro do comunismo ronda a Europa”. E por outro lado, engendra-se dessa cosmovisão uma outra tríplice – crise econômica, guerra e comunismo. Na antessala socialista não esqueçamos do grande revolucionário russo[8] que brilhantemente criou a tática da transformação da guerra imperialista em guerra revolucionária.

Então parece-nos que quando o capitalismo, através de suas crises, por um lado, ativa o seu definhamento terminal. Por outro lado, também lança quase que naturalmente um plano de emergência salvador– entenda-se fascista. As grandes crises capitalistas são terrenos férteis que germinam um caminho bifurcado para a humanidade. Elas impelem a humanidade a escolher: a possibilidade de superação radical do sistema ou a radicalização do sistema de exploração, mostrando no fundo, o que ele realmente é – nazifascista.

Se podemos aceitar essa tese minimamente como verídica, possivelmente, também poderíamos declarar – nem sempre será o comunismo o espectro que rondará o capital, mas inesperadamente, o fascismo em sua face de movimentos reacionários de massas:  germinantes e insuficientes em termos de sua realização total, mas nem por isso – menos fascistas.

Talvez, o que poderíamos aprender com as experiências do século XX é que o fascismo não significa tão somente uma estética sistemática do poder. O fascismo não é apenas o fascismo italiano; nem cruzes alemãs; suásticas; nem símbolos. O fascismo é uma forma de organização do poder do capital, o qual, tem como padrão fundamental, a opressão contra os direitos dos trabalhadores em suas formas mais brutais e desumanas possíveis. E que faz uso sistematicamente de uma espécie de rebaixamento transversal[9] para subjugar os trabalhadores transversalmente rebaixados sob determinações raciais, sexuais, “biológicas”, ideológicas e de diferentes tipos; tendencialmente impulsionados para uma extração de mais-valia cada vez mais próximas ao absoluto.

Como uma invenção histórica humana demasiadamente humana, ele – o fascismo, poderá ser lançado e relançado na história sobre diferentes faces combinativas sempre quando as sirenes das grandes crises do capital tocarem.

Virgínio Gouveia é doutorando em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com estadia em andamento no Instituto de Filosofia de Moscou/ Rússia – Academia de Ciências da Rússia (Rossiyskaya  Akademiya  Nauk, Ran).

Referências

BOITO JR., Armando. O neofascismo no Brasil. Boletim LIERI, UFRRJ, n.1, maio 2019.

MARX, K. O Capital: crítica da economia política. Livro I: o processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2013.

REICH, W. – Psicologia de massas do fascismo. São Paulo: Martins Fontes, 1988.

PAXTON, R. O. The anatomy of fascism. New York: Alfred A. Knopf, 2004.

 

[1]       Não se compreendeu que o fascismo, nas origens e no começo da sua transformação em movimento de massas, combatia principalmente a classe média alta, e que não podia ser considerado como ‘mero defensor da grande finança’, pelo simples motivo de que era um movimento massa”. REICH, W. – Pscicologia de massa do fascismo. São Paulo: Martins Fontes, 1988.

[2]          Entre eles : ECO, Umberto  – Il fascismo eterno ;  PAXTON , Robert-  Anatomy of Fascism;  BORON, Atilio. Caracterizar o governo Bolsonaro como fascista é um grave erro ;  TRAVERSO,  E. Fascisms old and new: an interview ;  ANDERSON, P. Brazil Apart. London: Verso, 2019.

 

[3]     Como já acentuamos em Gouveia, Virgínio/ Câmelo, Antônio. O bolsonarismo é um sub-humanismo:(…) aquele tradicional senso comum – compreendido enquanto formado a partir de experiências cotidianas, tradições passadas transmitidas, hábitos comunitários, superstições generalizadas, crenças não questionáveis, conhecimento não sistematizados, etc. – dá lugar a um outro, que para tanto, funciona por adesão (racional ou não; emocional ou não) e aceitação de um passado reconfigurado enquanto presente normalizado, onde tudo parece ser permitido – seja o uso da eliminação do ser outro na política (de seu corpo ou de sua bioimagem) até o “direito” de racismo. https://www.alainet.org/pt/articulo/201196

[4]         No Brasil, o movimento de massa reacionário se formou em  2015  na  campanha pela deposição de Dilma Rousseff. De lá, saiu, após depuração, o movimento especificamente neofascista – o bolsonarismo.  Por que caracterizar o bolsonarismo como neofascismo  BOITO , Armando.

(https://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/dossie2020_05_26_14_12_19.pdf)

 

[5]        ADORNO, T. W.; FRENKEL-BRUNSWIK, E.; LEVINSON, D. J.; SANFORD, R. N. The Authoritarian Personality. New York: Harper and Brothers, 1950. [Ed. Bras.: Estudos sobre a personalidade autoritária. São Paulo: Editora Unesp, 2019.]

 

[6]        Nunca é demais repetir – a guerra é a própria política travestida com toda a violência de sua força. A política pode se manifestar pacífica ou violentamente, mas em todos os casos amparada nas relações de força.

[7]  Do ponto  econômico , julgamos ser o Brasil um país de capitalismo dependente, isto é, sem mediações para se postular enquanto potência imperialista no cenário mundial.

[8]          LÊNIN, V. I. (1980a). “O programa militar da revolução proletária. In: Obras escolhidas. Três Vols. São Paulo, Alfa-Ômega.

[9] Como já acentuamos em Gouveia, Virgínio/ Câmelo, Antônio  O bolsonarismo é um sub-humanismo  : https://www.alainet.org/pt/articulo/201196: O rebaixamento transversal conduz a uma política de criação imaginária de subcidadãos. Outrora, no feudalismo, apreciados em castas e estamentos divididos, eram os indivíduos entendidos segundo graus desiguais na ordem do mundo. Na concepção subhumanista são os indivíduos vistos como seres que podem ser rebaixados a um grau de inferioridade, o que leva a uma forma do fazer político que encontra na agressão do ser outro (inferior) sua razão de ser.



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