Como Trump e a mídia devastaram a vida pública norte-americana

VENDER A DISCÓRDIA EM VEZ DE INFORMAR

Como Trump e a mídia devastaram a vida pública norte-americana

por Serge Halimi e Pierre Rimbert
1 de março de 2021
compartilhar
visualização

As reações que a invasão do Capitólio por partidários de Donald Trump em janeiro ainda provoca e a vontade deste de seguir ditando os rumos do Partido Republicano parecem indicar que o ex-presidente continua obcecando a imprensa. Esse jogo perverso envenena a vida pública norte-americana há cinco anos

Antes da desregulamentação, as finanças norte-americanas funcionavam segundo o princípio do “3-6-3”: depósitos a 3%, créditos a 6% e partida de golfe às 3 horas da tarde… Essa tranquilidade foi abalada por um capitalismo de cassino, tão lucrativo quanto a conjuntura da época era favorável. Depois, as bolhas especulativas explodiram. A situação atual da mídia norte-americana lembra esse precedente. A era Donald Trump foi, para ela, o equivalente às décadas da demência financeira. A derrota do ex-presidente pode marcar o fim da jogatina?

Por muito tempo, nos Estados Unidos, o “golfe às 3 horas do jornalismo” foi não apenas a publicidade que o lubrificava (ver artigo na pág. 6), mas também a “objetividade” de que ele se orgulhava. Factual, preciso, não tendencioso nem exagerado, serviu de modelo ao planeta. Traduzir os artigos do New York Times ou mesmo publicá-los sem traduzi-los era uma ideia tão brilhante que, na França, Le Monde, Le Figaro e Libération foram, um por um, se apossando dela. O engajamento político da imprensa norte-americana não deixava de existir, é claro, mas era disfarçado na fórmula “uns dizem isto, outros dizem aquilo”, para que o leitor sensato situasse a verdade entre essas duas posturas. “Uns” e “outros”, todavia, pensavam mais ou menos a mesma coisa sobre a maior parte das questões do momento: políticas econômicas neoliberais, golpes de Estado na América Latina, guerras no Oriente Médio.

A extraordinária convergência da mídia durante a invasão do Iraque em 2003, isto é, sua boa vontade em secundar as mentiras criminosas da administração Bush – fosse o Washington Post, à “esquerda”, ou a Fox News, à “direita” –, provocou um primeiro movimento introspectivo. “Nós pesquisamos e depois, na hora de escrever, imobilizamos nosso cérebro e repetimos os elementos de linguagem (spin) dos dois lados”, confessou o jornalista Ken Silverstein. “Evitamos exprimir uma opinião pela qual talvez possamos ser tachados de tendenciosos.”1 Consequência: quando um candidato era acusado de um pecadilho ou uma infâmia, o jornalista cavalheiresco se apressava a salvar a pele publicando informações capazes de embaraçar seu adversário. Depois, a partida de golfe…

A partir de 2015, a ascensão política de Trump pôs fim a essa objetividade de quinta categoria, identificada com uma “falsa equivalência” ou até com um “sedativo”. Nasceu então o “jornalismo de resistência”, proclamado em 8 de agosto de 2016 em um artigo do colunista especializado em mídia do New York Times, que mereceu a primeira página do periódico. Causou sensação. Com efeito, estipulou as novas tábuas da lei: “Se, em sua opinião, Donald J. Trump é um demagogo que brinca com as piores tendências racistas e nacionalistas do país, que bajula os ditadores antiamericanos e que não pode, pois isso seria perigoso, ter acesso aos códigos nucleares […], então esqueça as regras que nortearam o jornalismo norte-americano na segunda metade do século XX. Terá também de entrar para as fileiras da oposição. […] Trump e seus partidários acharão isso injusto, mas o jornalismo tem o dever de falar a verdade a seus leitores e quer enfrentar de cabeça erguida o julgamento da história”.2 No dia seguinte à derrota imprevista de Hillary Clinton, o New York Times homenageou essa nobre ambição ao estampar: “Os democratas, os estudantes e os aliados estrangeiros enfrentam a realidade de uma presidência de Trump”. Em suma, já não se trata de observar e relatar os fatos, ou seja, o resultado, mas de participar, de garantir aos leitores – democratas, estudantes, aliados estrangeiros – que sua angústia está sendo partilhada e que eles não ficarão sozinhos em sua provação. 

Dado o rumo, o resto caminhou por si. O bilionário nova-yorkino é mitômano, cínico e egocêntrico? Pois bem, quase toda frase de cada artigo vai repisar essa realidade, não importa o tema abordado. Basta usar sem moderação os termos “gabar-se”, “exagerar”, “deblaterar”, “tirada” ou “diatribe”. E, quando a vitória de Trump em 2016 não for atribuída unicamente às maquinações do Kremlin, imputá-la à patologia de seus eleitores: “Aqueles que querem a todo custo entender os partidários de Trump”, explicou um jornalista do Boston Globe ao fim de uma psicoterapia de massa qualquer, “se recusam a constatar que todos eles, sejam da classe operária ou da alta burguesia, votaram conforme seu interesse principal: preservar uma identidade norte-americana e ao mesmo tempo branca, cristã e heterossexual”.3

Melhor nem imaginar o espanto do autor quando descobriu isto em novembro último: um dos grupos demográficos que menos votaram em Trump do que há quatro anos foi o dos homens brancos. E o candidato republicano, ao contrário, avançou junto aos negros e hispânicos. Uma espécie de terrorismo da ortodoxia proibiu que essa hipótese fosse levantada, com seus eventuais motivos explorados, pois ela teria desmentido os relatos midiáticos dominantes. Além disso, havia algo mais urgente a fazer, algo mais simples: uma pesquisa sobre a Ku Klux Klan e o QAnon, ou uma reportagem sobre Tony Hovater, militante neonazista de Ohio (25 nov. 2017). Contudo, mesmo nesse caso existia perigo: por ter contado alguns detalhes anódinos da vida cotidiana desse indivíduo, ao mesmo tempo que expunha seu racismo e seu ódio aos homossexuais, o New York Times precisou pedir desculpas no dia seguinte. O jornal acabara, com efeito, “normalizando” um nazista quando os leitores do artigo mais “despertos” (woke), isto é, quase sempre os mais sectários e limitados, só queriam saber de uma coisa: que ele era nazista.

 

Informações duvidosas aos montes

Raramente na história uma “resistência” foi tão simples e lucrativa. Fácil: quase toda a atualidade era englobada em um único assunto – Trump. Como o médico charlatão de Molière que replica “O pulmão, o pulmão, estou dizendo” a qualquer pergunta do paciente, a grande mídia norte-americana interpretava toda a atualidade através desse prisma, até quando se tratava de evocar a degradação da economia italiana, e reagiam a cada onda de tuítes presidenciais com espanto ou indignação, conforme seu posicionamento editorial. Visto que o herói ou alvo dessas trocas de farpas não era nem muito modesto nem muito discreto, o programa – o espetáculo – estava garantido. Às vezes, observou o jornalista Michael Massing, “o Washington Post publica mais de doze artigos sobre Trump e a política da capital, contra apenas um ou dois sobre o resto do país”. No que toca aos outros países, exceto quando Trump se metia com eles ou eles se metiam com Trump, nem vale a pena falar.

Essa fixação doentia não tinha só inconvenientes. “Cobrir Trump”, acrescentou Massing, “deu fama a alguns correspondentes na Casa Branca, o que lhes permitiu cobrar milhares de dólares por suas conferências, enquanto suas contas no Twitter ganhavam centenas de milhares de seguidores”.4 E quando, por acaso, o presidente dos Estados Unidos atacava um desses jornalistas, isso era para eles a galinha dos ovos de ouro: contrato rentável com uma editora, recrutamento como consultor por uma das numerosas redes hostis ao mandatário. Assim, Jim Acosta, da CNN, publicou um best-seller, e Yamiche Alcindor, da PBS, se tornou ao mesmo tempo comentarista da MSNBC. Ótimo para incitar um e outro a endurecerem o tom.

O culto da precisão e do respeito aos fatos desapareceu. Como o inimigo jurado (Trump) contava mentiras com uma desenvoltura perturbadora, os jornalistas “resistentes” faziam o mesmo. Como as fake news da Casa Branca mobilizavam em tempo integral, o exame de suas próprias falhas profissionais ficaria para mais tarde – ou para nunca. No entanto, se em termos de falsificações cotidianas o ex-presidente derrotava facilmente todos os seus adversários, ele não era o único lutador no ringue da desinformação. Da fotografia de um de seus comícios tirada horas antes do início para sugerir que não havia quase ninguém (The Washington Post) à montagem do discurso de seu secretário de Justiça destinada a censurá-lo por não mencionar justamente o que fora cortado (NBC News), as mentiras reservadas aos tempos de guerra e aos inimigos externos iam se instalando na frente interna.

No dia em que Trump entrou na Casa Branca, a Time começou o baile afirmando erroneamente que o busto de Martin Luther King fora retirado dali antes da chegada do novo locatário. Este, é óbvio, com seu proverbial descaramento, não perdia a oportunidade quando a imprensa se afastava da verdade: “Para eles, tudo é mau, porque falsificam as notícias, sempre repugnantes. Que aconteceu com a imprensa e o jornalismo honestos?”. E o que dizer então do monte de informações duvidosas e dos milhares de horas de emissões paranoicas às quais se deu o nome de “Russiagate”? Em que pese ao colunista de mídia do New York Times, é duvidoso que esse Watergate às avessas, esse Pearl Harbor do jornalismo norte-americano vá merecer uma nota honrosa quando “enfrentar de cabeça erguida o julgamento da História”. Mas tudo dependerá dos examinadores: alguns meses antes do Relatório Mueller, que invalidou a hipótese de interferência russa, os jornalistas receberam um Prêmio Pulitzer (em vez de uma carapuça de asno) por terem investigado as ligações entre Moscou e a campanha do candidato republicano.5

Um presidente vaidoso e ávido por forjar em seu benefício um culto da personalidade não poderia encontrar nada mais vantajoso que essa focalização obsessiva, frequentemente raivosa, de seus adversários encarniçados contra ele. Dizer que ele manipula a mídia, a ofende e se aproveita dela seria repisar o óbvio. “Sabe por que o ataco?”, confessou um dia a um jornalista da CBS que lhe era francamente hostil. “Para desautorizá-lo, de modo que ninguém acredite em você quando der uma informação desfavorável a mim.” No terreno das relações públicas, o bilionário de Nova York sabia o que fazia, pois, já em 1987, explicava em seu livro A arte da negociação: “A imprensa está sempre atrás de histórias espetaculares. Se você for um pouco exuberante e provocar controvérsias, ela falará a seu respeito. Quase todos os jornalistas ignoram o conteúdo do que você diz, eles buscam é um ângulo sensacionalista”. E acrescentava: “Isso pode ter me beneficiado…”.

Trinta anos depois, uma de suas coletivas de imprensa na Casa Branca foi consagrada quase toda a uma acusação contra a mídia. Os jornalistas julgaram-na desastrosa para o presidente, mas a experiência prática de um comentarista conservador foi muito diferente: “Eu estava numa academia de ginástica e todos assistiam à coletiva de imprensa. Riam e diziam que Trump queria comê-los vivos. Os jornalistas não percebem o que o homem está prestes a fazer com eles”. Um blogueiro do Washington Post logo explicou: “Trump sabe que, aos olhos de seus partidários, a mídia encarna tudo que há de mais execrável na sociedade norte-americana: as elites que vivem nas praias, oriundas das melhores universidades particulares do país, e que acham as pessoas comuns estúpidas e ignorantes”.6

Faixa em apoio a candidatura de Trump em 2024, em Nova Iorque. (Crédito: Stephanie Keith/Reuters)
Convicções e animosidades reforçadas

Ódio contra ódio, em suma. Essa receita é o estímulo sonhado para as tiragens dos jornais de oposição, os índices de audiência das redes ativistas (como Fox News e MSNBC), o número de seguidores na conta do Twitter de Trump (88 milhões no dia de seu bloqueio). Há quarenta anos, o presidente democrata Jimmy Carter não foi poupado pela imprensa. Ele admite, porém, que seu longínquo sucessor suportou coisa ainda pior: “A mídia não hesita em afirmar que Trump é um doente mental. Foi mais dura com ele do que com qualquer outro presidente que conheci”.7 Doente mental, mas não só isso: horas depois da eleição de Joe Biden, o jornalista Anderson Cooper, astro da CNN, qualificou o presidente vencido, mas ainda em exercício, de “tartaruga obesa virada de costas e gesticulando sob um sol escaldante”. Quase ao mesmo tempo, na MSNBC, o historiador Michael Beschloss confessou seu alívio: “Como sabem, minha mulher e eu temos dois filhos na casa dos vinte. Por três anos e dez meses, senti que eles corriam perigo. Agora, não preciso mais temer que nossas autoridades trabalhem para um governo estrangeiro. E acho que esta noite vou poder começar a dormir”.

O tom foi igualmente exaltado no campo midiático adversário, que sem dúvida tem menos acesso à grande imprensa, mas é ligado a uma enorme quantidade de sites repletos de ódio aos democratas. Em 30 de março de 2020, uma jovem e terna jornalista perguntou a seu herói na Fox News: “Senhor presidente, posso lhe fazer uma última pergunta? Como vamos orar pelo senhor?”. Algumas semanas depois, nessa mesma rede (da qual acaba de ser demitido), o jornalista econômico que Trump chamava então de “o grande Lou Dobbs” estranhou que os Estados Unidos perdessem tempo com eleições: “Considerando-se tudo que nosso presidente fez e faz todos os dias, é desagradável ter de passar por isso. Se os democratas admitissem sua inteligência, sua clareza de visão, sua capacidade de liderar o mundo livre, não haveria eleições em novembro: eles entregariam os pontos”.

De parte a parte, insiste-se então em reforçar as convicções, os preconceitos e as animosidades de um público militante, para que o medo permanente do que possa acontecer lhe proíba de viver sem sua imprensa, da qual não perdoará o mínimo deslize, soltando uma avalanche de comentários indignados. No New York Times, as recomendações do colunista de mídia foram aplicadas ao pé da letra, pois todos os redatores do periódico execram o atual morador-golfista de Mar-a-Lago: sem isso, seriam todos imediatamente despedidos. Em sua pesquisa de agosto de 2018, Massing notou que um deles, Charles Blow, consagrara 36 de suas 42 participações do ano à denúncia do presidente republicano. A última do período estudado vinha com este título sóbrio: “Trump, o traidor traiçoeiro”.8

Dirigir-se a um público partidário, dar-lhe o que ele espera, ocultar o que possa perturbá-lo, ganhar com isso homenagens e recompensas não é o percurso habitual de todas as “resistências”. Sem perceber, o país líder da democracia mundial chega a retomar certas técnicas de manipulação dos ditadores árabes, as quais Peter Harling explicou: “Eles investem contra as linhas de fratura, exacerbam-nas e buscam o conflito. Radicalizando uma parte da sociedade, consolidam sua posição em outra e eximem-se de qualquer programa construtivo: o medo do que possa vir depois basta para mantê-los no poder”.9

O repertório habitual das redes sociais lubrifica essa engrenagem: indignação e excessos sem fim; atribuição de todas as ansiedades latentes a um alvo maléfico onipresente; capacidade de passar sem demora de um ciclo de pânico a outro sem nunca ter de explicar por que o pior é sempre adiado. Tais ingredientes quase garantem que as comunidades e as solidariedades se agreguem em torno de paranoias e medos opostos. Mas podem, como resume com humor o jornalista de esquerda Matt Taibbi, coabitar na mesma casa. Assim, a Fox News mirou de início “o tio um pouco biruta de direita, oferecendo-lhe uma rede onde se sucediam histórias de imigrantes e minorias que cometem crimes. Depois, outras mídias apareceram no mercado, ansiosas para agradar ao garotão com camiseta do Che. Se um e outro assistirem a redes diferentes em cômodos separados, acabarão por se odiar”.10

Não necessariamente, por boas razões. Pois, supondo-se que o admirador do Che tenha sido politicamente doutrinado pela MSNBC, a “rede de resistência” a Trump, não saberá muita coisa sobre a decisão mais mortífera de sua presidência, o apoio inabalável que deu à guerra saudita contra os hutis do Iêmen, apoio que Biden acaba de retirar. Em 2018, quando as vítimas civis iemenitas já se contavam aos milhares, a MSNBC só consagrou uma reportagem ao assunto. A rede se mostrou menos discreta sobre a ligação de Trump com uma atriz pornô, que foi objeto ao mesmo tempo de 455 reportagens.11 Há alguns anos, ao elaborar a lista dos temas de campanha prioritários em sua opinião – a mudança climática, as desigualdades de renda e riqueza, o custo da educação e da saúde –, Bernie Sanders observou que “a mídia, instrumento da classe dominante deste país, prefere falar de tudo, menos das questões mais importantes”.

Ora, parece estar aí o ponto cego dos comentários relativos à polarização da opinião norte-americana. Esta se sai melhor com os temas “culturais” que mais vendem no momento: derrubada de estátuas de generais sulistas, fechamento de igrejas, uso da máscara por causa da Covid-19, frases sexistas atribuídas ao senador Sanders e desmentidas por ele, confronto verbal entre um jovem partidário de Trump e um ameríndio… Porém, mais longa é a lista dos assuntos a propósito dos quais não existe, entre os dois campos principais, nenhuma discussão acirrada, nenhum desacordo substancial. Basta citar alguns para perceber que não são secundários: os orçamentos já obesos do Pentágono foram aumentados pelas duas casas do Congresso, por esmagadora maioria, sem que a mídia desse atenção a isso; há quatro anos, o Senado votou sanções contra a Rússia por 98 votos contra 2; ele acaba de confirmar a manutenção da Embaixada norte-americana em Jerusalém por 97 votos contra 3; a venda de armas ofensivas à Ucrânia, a que o presidente Barack Obama no entanto se opusera, foi ratificada por seu sucessor com o apoio quase unânime dos parlamentares e da mídia; quando, em abril de 2017, Trump decidiu bombardear a Síria, 46 dos 47 editoriais publicados sobre o tema pelos cem principais jornais norte-americanos festejaram o ato de guerra, contrário ao direito internacional; a administração Biden acha, por sua vez, que Juan Guaidó é o presidente legítimo da Venezuela; há pouco, ela imitou a administração Trump ao reclamar a extradição de Julian Assange, perseguido pelos Estados Unidos por ter divulgado os crimes de guerra norte-americanos.

Em sociedades divididas e desorientadas, o comércio das guerras culturais traz prosperidade à mídia. À falta de dias felizes, esse tipo de discórdia oferece ao povo jogos de circo.

 

*Serge Halimi e Pierre Rimbert são, respectivamente, diretor e membro da direção do Le Monde Diplomatique.

 

1 Em Michael Massing, “The press: the enemy within” [A imprensa: o inimigo interno], The New York Review of Books, 15 dez. 2005. Treze anos depois, o mesmo jornalista analisou as transformações de sua profissão em “Journalism in the age of Trump: what’s missing and what matters” [Jornalismo na era Trump: o que falta e o que importa], The Nation, Nova York, 19 jul. 2018.

2 Jim Rutenberg, “Trump is testing the norms of objectivity in journalism” [Trump está pondo à prova as normas da objetividade no jornalismo], The New York Times, 7 ago. 2016.

3 Citado por Matt Taibbi, Hate Inc. [Ódio Ltda.], OR Books, New York, 2019, obra essencial para entender o que se tornaram as mídias norte-americanas (e algumas outras…).

4 Michael Massing, op. cit.

5 Ver “Tchernobyl médiatique” [Chernobyl midiática], Le Monde Diplomatique, maio 2019.

6 Chris Cillizza, “Donald Trump delivers a series of raw and personal attacks on the media in a news conference for the ages” [Donald Trump desfecha uma série de ataques grosseiros e pessoais contra a mídia em uma coletiva de imprensa que ficará na história], The Washington Post, 16 fev. 2017.

7 Maureen Dowd, “Jimmy Carter lusts for a Trump posting” [Jimmy Carter ansioso por uma postagem de Trump], The New York Times, 21 out. 2017.

8 Charles Blow, “Trump, treasonous traitor” [Trump, traidor traiçoeiro], The New York Times, 15 jul. 2018.

9 Peter Harling, “Ce qu’annonce l’éclatement irakien” [O que a ruptura iraquiana anuncia], Le Monde Diplomatique, jul. 2014.

10 Matt Taibbi, op. cit.

11 Cf. Marlo Safi, “MSNBC is too busy serving up red meat to cover a humanitarian crisis” [MSNBC muito ocupada servindo carne vermelha para cobrir crise humanitária], National Review, Nova York, 31 jul. 2018.



Artigos Relacionados

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Descolonize o sistema, liberte o futuro

Online | Mundo
por Paloma Costa, Samela Sataré Mawé, Marcelo Rocha e Gabriel Mantelli
CIDADES DO AMANHÃ

Mudanças climáticas: lutar contra quem?

por Rodrigo Faria G. Iacovini e Victor H. Argentino de M. Vieira
Guilhotina

Guilhotina #135 – Tiago Muniz Cavalcanti

CÂNONE DA LITERATURA PELA MARGEM

Exposição apresenta o projeto literário da escritora Carolina Maria de Jesus

Online | Brasil
por Bianca Pyl
GRITO DOS EXCLUÍDOS – III

A moradia é a porta de entrada para todos os outros direitos

Online | Brasil
por Graça Xavier
GRITO DOS EXCLUÍDOS – II

Bolsonaro e o golpe

Online | Brasil
por Frei Betto
GRITO DOS EXCLUÍDOS – I

Mais 590 mil mortes, consciência ética e lutas contra o bolsonarismo em São Paulo

Online | Brasil
por Samantha Freitas
FRATURAS EXPOSTAS PELA PANDEMIA

Saúde: inovar é preciso, produzir também

Online | Brasil
por Alexandre Padilha e Jandira Feghali