Criadoras de conteúdo em defesa da Palestina e censura no Instagram

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Criadoras de conteúdo em defesa da Palestina reclamam de censura do Instagram

Acervo Online | Palestina
por Letícia Sé
1 de junho de 2021
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Questionada pela reportagem, rede social abriu investigação sobre os casos

Instagramers brasileiras de origem árabe têm feito um contorcionismo nos stories do Instagram para denunciar uma censura que vêm sofrendo após se posicionarem em defesa da Palestina. Elas trocam letras por números ao falar em posts e stories das tensões que envolvem “!sr43l e p4l3st1n4” (Israel e Palestina). 

Quando a tensão em Israel começou a crescer nas últimas semanas – com as desapropriações de famílias palestinas do bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, e os impedimentos contra palestinos de frequentar uma praça da cidade durante o Ramadã –, essas criadoras de conteúdo logo fizeram lives, posts e stories sobre o tema. Mas algo estranho aconteceu. “Nossas visualizações dos stories caíram de 1,4 mil para 300, 400”, diz Aycha Sleiman, estudante de Relações Internacionais e criadora da página @des.orientese, que tem mais de 11 mil seguidores.

Ela produz conteúdo ao lado de Karime Cheaito, que é cientista política, sobre a política e as culturas do norte da África e Oriente Médio. Além de a audiência ter sofrido uma queda brusca, as amigas de origem libanesa perceberam algo inédito: quando faziam stories compartilhando vídeos ou lives sobre a causa palestina, esses duravam apenas dois segundos. O padrão do Instagram, no entanto, é entregar 15 segundos desse conteúdo aos usuários.

 

 

Hyatt Omar, influencer brasileira de origem palestina que mora no Canadá, sentiu a censura do Instagram nas últimas semanas. “Normalmente, eu tinha uma média de 18 mil visualizações nos stories. Quando comecei a falar da Palestina, o alcance caiu para 4 mil a 6 mil”, conta Hyatt, que tem quase 75 mil seguidores. Seus seguidores tem mandado DMs e escrito comentários dizendo que o conteúdo dela não tem aparecido mais no feed e parte do público reclama que o Instagram retirou o follow do perfil de Hyatt, fazendo com que algumas pessoas parassem de segui-la compulsoriamente.

“Acredito que foi um boicote do Instagram”, opina Hyatt. Ela me mostrou prints de stories de uma criadora de conteúdo palestina-americana, Alana Hadid, que estavam quase completamente censurados, mesmo quando ela não falava da Palestina. Uma foto qualquer que Alana colocasse nos stories ficava embaçada, com a marca d’água de “conteúdo sensível”, barreira que o Instagram coloca quando o usuário posta imagens de violência.

 

 

Eu mesma, que escrevo esta reportagem (mas não tenho origem árabe), também sofri essa penalização por falar da Palestina. Participei de uma live com um historiador que pesquisa o mundo árabe e quando fui compartilhar nosso vídeo do IGTV nos meus stories, tive direito a veicular apenas dois segundos da transmissão – algo que nunca tinha visto antes, a não ser na página de Aycha e Karime.

Frequentemente convidada pela imprensa para explicar os fenômenos das redes sociais, a professora e doutora em Ciências da Comunicação pela USP, Issaaf Karhawi, também sofreu alguns impasses na plataforma. 

Na sexta-feira, dia 21 de maio, ela postou um vídeo em seu IGTV expondo algumas reflexões sobre o shadowban relacionado a posicionamentos pró-Palestina. A acadêmica também tem origem libanesa é conhecida na área das mídias sociais por seu livro, baseado em sua pesquisa de doutorado, “De blogueira a influenciadora: Etapas de profissionalização da blogosfera de moda brasileira” (Editora Sulina, 2020).

 

 

“Você deve conhecer algum influenciador que já viveu o temido shadowban (…) ou que reclama constantemente do algoritmo. Nesta semana, especialmente, me senti convocada a falar sobre o que aconteceu com a influenciadora Mariam Chami. Ela tem se posicionado pró-Palestina e, por conta disso, seu conteúdo tem sido tirado do ar”, afirma ela no vídeo.

Mariam Chami, influenciadora muçulmana brasileira também de origem árabe, foi penalizada por expressar seus posicionamentos políticos contra os ataques e ações israelenses. Segundo explica Issaaf, Mariam chegou a criar um perfil paralelo ao seu original – que tem mais de 495 mil seguidores.

 

 

O vídeo em que Issaaf conta esse caso quase foi barrado de ser compartilhado no Instagram. Isso porque, na publicação no IGTV, a professora marcou os arrobas de Mariam Chami e de outras duas influenciadoras que foram punidas por falar de feminismo e padrões estéticos. “Eu não sei se foi porque marquei a Mariam ou a Manuela Xavier e a Polly Oliveira, que estão banidas completamente”, afirma a acadêmica. Só quando ela retirou as marcações da legenda que pretendia postar é que o vídeo pôde ser compartilhado no story.

Sem saber se o quase impedimento tinha a ver com a questão Palestina  ou outros temas, por citar Mariam Chami e influencers de diferentes nichos, outro fato estranho aconteceu na mesma noite de 21 de maio relacionada ao tema Israel-Palestina: Issaaf fez stories compartilhando uma matéria do The Intercept que investigou o ban da palavra “sionista” pelo Facebook, empresa que é detentora do Instagram e do WhatsApp. O termo sempre vem à tona por militantes políticos críticos a Israel, já que o sionismo é uma corrente ideológica que surgiu na Europa no século XIX e sustenta a ideia de um Estado judaico sobre a Palestina.

Tentei enviar o story da professora para uma amiga. Não consegui. Dava erro, como se eu estivesse sem internet. Mas meu smartphone funcionava perfeitamente. Imediatamente, contei o problema a Issaaf, que me respondeu que também teve problemas ao postar esses stories. “Deletei tudo e vou tentar postar de novo”, afirmou na hora. Essa tem sido uma fala frequente entre as produtoras de conteúdo de origem árabe ou que tratam de temáticas políticas dessa parte do mundo: tentar postar novamente.

Outras, no entanto, sequer têm essa chance. Mariana Haddad, por exemplo, é brasileira de origem libanesa e colabora com um projeto de uma ONG da diáspora libanesa, voltado a questões de gênero e direitos das mulheres no Líbano. O projeto possuía uma conta no Instagram, por meio do qual compartilhavam informações relevantes e lives para abordarem os temas. No último dia 27 de abril, sem explicação, o perfil na organização (que preferiu não ser identificada) saiu do ar. “O Instagram suspendeu nossa conta, mandamos diversos emails e, até agora, nada. Não sabemos por que isso aconteceu”, conta ela. 

O perfil foi criado nos Estados Unidos por outros membros da organização. Além disso, Mariana conta que eles não estavam postando com frequência, e nem falavam da questão palestina. “Não sei se o Instagram penalizou perfis árabes, achando que palestinos e libaneses são a mesma coisa”, diz Mariana.

Uma parte importante desse levantamento sobre as possíveis censuras do Instagram era Mariam Chami, citada no perfil de Issaaf. Consegui entrar em contato com Mariam na noite do dia 26 de maio depois que ela publicou um story. “Alguém tem o contato de alguma pessoa que trabalha no Instagram? Se sim, me manda um e-mail”. Na tarde do mesmo dia, a reportagem já tinha entrado em contato com a assessoria do Instagram, que propôs abrir uma investigação sobre os casos apurados para esta matéria.

 

Instagram abre investigação após questionamentos da reportagem

Mariana Haddad, Hyatt Omar, Mariam Chami e eu aceitamos participar da investigação. Mediei o contato entre o Instagram e cada criadora de conteúdo. Elas me forneceram prints e vídeos mostrando penalizações e, com suas autorizações, encaminhei o material ao Instagram no dia 27 de maio.

Depois do caso de Mariana Haddad, que teve sua conta de trabalho suspensa sem qualquer explicação, o caso de Mariam Chami parecia ser o mais grave. 

“Eles estão apagando meus stories por discurso de ódio, sendo que não estou fazendo isso. Tudo começou depois que passei a me posicionar sobre a Palestina. Acho que meus vídeos podem ter sido denunciados, talvez. Eles foram apagados, inclusive vídeos em que eu nem estava falando da Palestina, mas sobre reposições do jejum do Ramadã. Depois, na busca do Instagram, pessoas que não me seguem não conseguem me achar, a não ser que escrevam ‘mariamchami_’ na busca – antes, bastava escrever ‘Mariam’ e meu perfil era dos primeiros a aparecer. Meu conteúdo parou de ser entregue no feed de muitos seguidores e eles relatam ter parado de seguir sem querer. Também estou proibida de fazer lives”, contou Mariam no dia 27 de maio.

Neste momento da apuração, havia duas possibilidades de análise sobre os fatos: o discurso de avaliação “caso a caso”, como o Instagram ofereceu, ou a ideia de que existe algo estrutural que regula o que pode ser dito ou não dentro das plataformas digitais.

“Não há plataforma nem tecnologia neutra. A internet surgiu nesse frenesi democrático, horizontal e livre, mas não é bem assim, porque temos o atravessamento de uma plataforma que responde a anseios comerciais muito específicos, fazendo associações com marcas. O algoritmo é desenhado por alguém, e nisso não há neutralidade”, explica Issaaf Karhawi pela ótica acadêmica. 

A pesquisadora de mídias digitais cita o caso do Twitter, que foi acusado de racismo por privilegiar imagens de usuários brancos em detrimento a fotos de usuários negros na hora de fazer o recorte para posts. “No primeiro momento, o Twitter negou que houvesse um racismo algorítmico. Depois, admitiu o problema e disse ter mudado a lógica do reconhecimento facial”, lembra a professora.

 

Resultados das investigações do Instagram

A primeira resolução se deu no próprio dia 27. À noite, Mariana Haddad me disse que a conta da organização em que trabalha havia voltado ao ar. No dia seguinte, a assessoria do Instagram me enviou um parecer sobre o caso. “Cometemos um erro e pedimos desculpas. A conta já foi restaurada”, escreveu um porta-voz do Facebook. Questionada sobre mais detalhes específicos do caso, a assessoria não respondeu.

As respostas sobre os casos de Mariam Chami e Hyatt Omar foram dadas nesta segunda-feira (31). “Não há restrições aplicadas à conta @hyattomar. Sobre a conta @mariamchami_: cometemos um erro e pedimos desculpas. Os conteúdos e o acesso às transmissões ao vivo foram restaurados”, escreveu um porta-voz do Facebook.

Sobre o problema em minha conta – em que um story que citou a Palestina durou apenas dois segundos –, o Instagram não se posicionou até o fechamento desta reportagem. No primeiro contato com a rede social, a reportagem enviou nove perguntas, cada uma questionando um tipo de problema relatado pelas blogueiras. O Instagram não respondeu às perguntas seguindo essa organização. Sobre se existe um algoritmo que identifique o conteúdo que cita a Palestina dentro da plataforma, a empresa respondeu, de forma indireta, que não. “Nossas políticas foram elaboradas para dar voz a todos e, ao mesmo tempo, manter todos seguros em nossos aplicativos. Aplicamos essas políticas igualmente, independentemente de quem está postando ou de suas crenças pessoais. Temos uma equipe dedicada, que inclui falantes de árabe e hebraico, monitorando de perto a situação com foco em garantir que estejamos removendo conteúdo prejudicial, mas também corrigindo qualquer erro de aplicação das nossas políticas o mais rápido possível”, afirmou um porta-voz.

Além da série de perguntas iniciais, outras foram enviadas à assessoria do Instagram à medida que notas de resposta da rede social eram recebidas pela reportagem.

As blogueiras foram procuradas após as repostas do Instagram. Hyatt Omar disse que sua audiência ainda não está normalizada, tendo picos e quedas. Mariam Chami afirmou que seu nome voltou a aparecer nas buscas no Instagram e que a ferramenta de lives está disponível novamente.

Em resposta à reportagem, o Instagram afirma que problemas técnicos geraram restrições a usuários no mundo inteiro entre os dias 5 e 6 de maio, sem haver intenção política nesses impactos. 

“No dia 5 de maio, tivemos a confirmação de que definitivamente havia um problema ocorrendo. Foi nesse momento que emitimos nossa primeira declaração, deixando claro que esse problema teve um impacto amplo e global. (…) Pouco depois da meia-noite de 6 de maio, nossos sistemas automatizados lançaram uma atualização com o objetivo de melhor detectar se a mídia compartilhada novamente em um stories ainda estava disponível. (…) Sabemos que dezenas de milhões de stories foram afetados, especialmente aqueles contendo publicações que foram compartilhadas de novo no feed. (…) Lamentamos muito que isso tenha acontecido. Especialmente para aqueles na Colômbia, Jerusalém Oriental e comunidades indígenas que sentiram que isso foi uma supressão intencional de suas vozes e histórias – essa não era nossa intenção de forma alguma”, afirmou o Instagram em nota ao Le Monde Diplomatique Brasil

A reportagem, no entanto, apurou que as blogueiras de origem árabe pró-Palestina passaram a sofrer impacto em meados de maio – e não a partir do dia 5, como afirma o Instagram em nota –, após seus posicionamentos sobre a questão. Questionada novamente, a assessoria do Instagram não respondeu sobre esta incongruência de datas.

Redes sociais são empresas privadas gratuitas, que usam nossos dados como moeda de troca para poder interagir nesses espaços. Nessa relação, há um limite naquilo que o usuário pode saber sobre o funcionamento da rede.

“Um conceito que discutimos academicamente é o de opacidade algorítmica. Não existe nenhuma exigência de que as redes sociais revelem o funcionamento de seus algoritmos, já que se tratam de um segredo de negócio a ser protegido. Elas não precisam ter transparência, nem mostrar suas regras de funcionamento. Isso blinda as plataformas, deixando muitas reflexões com cara de teoria da conspiração”, diz a pesquisadora Issaaf Karhawi.

 

Confira na íntegra as respostas do Instagram

 

“A maioria das pessoas no Instagram têm muito mais stories de pessoas que seguem para acompanhar do que tempo para assistir a todos eles, e é por isso que fazemos o melhor para colocar aqueles que achamos mais relevantes para você para o começo da bandeja de stories.

Uma coisa que ouvimos repetidamente é que as pessoas estão mais interessadas em stories originais de seus amigos mais próximos e menos interessadas em ver fotos e publicações compartilhadas de outras contas. Por isso, priorizamos stories originais das pessoas com quem você mais interage, em vez de stories que compartilham publicações de feed. 

Mas houve um aumento – não apenas agora, mas também no passado – no número de pessoas que estão compartilhando publicações de outras contas, e vimos um impacto maior do que o esperado no alcance dessas publicações. Stories que compartilham publicações do feed de outras contas não estão tendo o alcance que as pessoas esperam, e isso não é uma boa experiência.

Isso também fez com que as pessoas acreditassem que estávamos suprimindo stories sobre tópicos ou pontos de vista específicos. Queremos ser muito claros – não é o caso. Isso se aplica a qualquer publicação que seja compartilhada nos stories, independentemente do assunto.

Com o tempo, daremos peso igual às publicações compartilhadas da mesma forma que damos aos stories originais produzidos. Ainda achamos que as pessoas querem ver mais stories originais, então estamos procurando outras maneiras de focar em conteúdo original no stories, por meio de coisas como novas ferramentas criativas.”

 

“Queremos fornecer mais clareza sobre o que aconteceu e o porquê de alguns conteúdos estarem sendo impactados, mas não todos.

Na quarta-feira, 5 de maio, começamos a receber relatos de pessoas na Colômbia de que parte de seus conteúdos não estava aparecendo nos Stories e que as publicações mais antigas estavam desaparecendo dos Destaques e do Arquivo. No início, não havia explicação do porquê isso estar acontecendo. Procuramos especificamente os motivos pelos quais isso poderia ter impactado o conteúdo relacionado aos protestos pacíficos que estavam em andamento, mas não encontramos nenhuma explicação sobre o que poderia estar causando o desaparecimento desses Stories. Apoiamos fortemente as pessoas que procuram usar nossa plataforma para aumentar a conscientização, especialmente em momentos em que procuram educar e informar as pessoas ao seu redor. Portanto, seguimos investigando o que estava acontecendo, ao mesmo tempo em que observávamos de perto a situação na Colômbia.

No dia seguinte, começamos a receber relatórios semelhantes sobre problemas de distribuição de conteúdo, mas desta vez no Canadá e nos Estados Unidos. No dia 5 de maio, Dia Nacional de Conscientização das Mulheres Indígenas Mortas e Desaparecidas, começamos a receber relatos de que o conteúdo relacionado a este dia crucial de ação não estava aparecendo para as pessoas, novamente, especificamente nos Stories. Começamos a receber mais relatos de que isso não afetava todas as publicações, o que levou as pessoas a acreditarem que estávamos atuando em conteúdo relacionado a esse tópico. Mais uma vez, trabalhamos o mais rápido possível para descobrir qual poderia ser a causa e tivemos a confirmação de que definitivamente havia um problema ocorrendo. Foi nesse momento que emitimos nossa primeira declaração, deixando claro que esse problema teve um impacto amplo e global. Ao mesmo tempo, examinávamos nossos sistemas para tentar descobrir o que estava acontecendo e encontrar uma explicação. Dadas as conversas incrivelmente delicadas que estavam ocorrendo nas redes sociais, queríamos ter certeza que teríamos respostas e resoluções claras para as pessoas o mais rápido possível. Algumas horas depois, também começamos a ver relatos de pessoas chamando atenção para o que estava acontecendo no bairro de Sheikh Jarrah em Jerusalém Oriental.

Até aquele momento, estávamos certos de que havia um problema, mas sabíamos que não era específico de nenhum país ou tópico. Queríamos ter certeza de que as pessoas entendiam isso também, mas ainda estávamos tentando descobrir o que causou o problema e o motivo de algumas publicações terem sido afetadas, mas outras não.

Pouco depois da meia-noite de 6 de maio, nossos sistemas automatizados lançaram uma atualização com o objetivo de melhor detectar se a mídia compartilhada novamente em um Stories ainda estava disponível. Essa verificação é importante porque, quando funcionando corretamente, se alguém não puder mais ver a mídia compartilhada novamente (caso tenha sido excluída ou arquivada), o próprio stories é excluído porque não compartilhamos o conteúdo que alguém removeu. Os stories impactados foram criados a partir de quarta-feira, e se estenderam até cerca das 3h da manhã (PT) de quinta-feira. Para os Destaques e Arquivo, foram afetadas todas as publicações contendo novos compartilhamentos que foram criados antes da manhã de quinta-feira. Infelizmente, a atualização resultou em nossos sistemas tratando todas as mídias compartilhadas publicadas antes da meia-noite como perdidas. Parte do motivo pelo qual levamos tanto tempo para descobrir o que estava acontecendo foi porque se tratava de uma implantação automatizada e tivemos que checar todas as possibilidades.

Sabemos que dezenas de milhões de Stories foram afetados, especialmente aqueles contendo publicações que foram compartilhadas de novo no feed. Também sabemos que algumas publicações estavam faltando nos Destaques e no Arquivo porque continham novos compartilhamentos e foram publicadas antes da meia-noite de 6 de maio. Os dois países que sofreram o maior impacto foram os Estados Unidos e o Brasil. Todo o conteúdo foi restaurado.

Lamentamos muito que isso tenha acontecido. Especialmente para aqueles na Colômbia, Jerusalém Oriental e comunidades indígenas que sentiram que isso foi uma supressão intencional de suas vozes e histórias – essa não era nossa intenção de forma alguma.”

 



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