Cuba, completamente sozinha
Depois da Venezuela, Cuba. Donald Trump prossegue sua política agressiva na América Latina. Ao proibir Caracas de abastecer Havana com petróleo, ele coloca o país comunista, já abalado por uma série de crises devastadoras, numa situação econômica e social insustentável – na expectativa de provocar seu colapso
Seria este o fim da Revolução Cubana? O presidente norte-americano, Donald Trump, e seu secretário de Estado, Marco Rubio, parecem decididos a responder que sim. Em busca de um novo troféu imperial, aplicam o método testado com sucesso contra a Venezuela, o aliado número um de Havana e seu principal apoio econômico desde os anos 2000. Para um adversário dos Estados Unidos na América Latina, Trump e sua administração só vislumbram um destino: a submissão. No entanto, dois caminhos podem conduzir a isso. O primeiro é o da negociação – com uma arma na cabeça –, que deve desembocar num “acordo”, em condições norte-americanas. Se essa primeira opção se mostrar impraticável, impõe-se a segunda, como acabou acontecendo em Caracas: o recurso à força bruta. É então Trump quem fixa, sozinho, as regras, marca o ritmo e assinala o fim do jogo. O inquilino da Casa Branca dispõe de uma vantagem…


Nos últimos anos, vivencia-se uma fracassada estratégia governamental em Cuba, cuja dependência estrutural está destruindo o ideal socialista no país. O Mundo sem tranquilidade e destruidor do multiculturalismo espelha-se na força de um capitalismo usurpador, individualista e mesquinho, sem direitos à democracia plena.