O QUE HAVANA PODE FAZER DIANTE DE WASHINGTON?

Cuba, completamente sozinha

Depois da Venezuela, Cuba. Donald Trump prossegue sua política agressiva na América Latina. Ao proibir Caracas de abastecer Havana com petróleo, ele coloca o país comunista, já abalado por uma série de crises devastadoras, numa situação econômica e social insustentável – na expectativa de provocar seu colapso

Seria este o fim da Revolução Cubana? O presidente norte-americano, Donald Trump, e seu secretário de Estado, Marco Rubio, parecem decididos a responder que sim. Em busca de um novo troféu imperial, aplicam o método testado com sucesso contra a Venezuela, o aliado número um de Havana e seu principal apoio econômico desde os anos 2000. Para um adversário dos Estados Unidos na América Latina, Trump e sua administração só vislumbram um destino: a submissão. No entanto, dois caminhos podem conduzir a isso. O primeiro é o da negociação – com uma arma na cabeça –, que deve desembocar num “acordo”, em condições norte-americanas. Se essa primeira opção se mostrar impraticável, impõe-se a segunda, como acabou acontecendo em Caracas: o recurso à força bruta. É então Trump quem fixa, sozinho, as regras, marca o ritmo e assinala o fim do jogo. O inquilino da Casa Branca dispõe de uma vantagem…

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