A aposta de Trump é ser dono da América Latina
A quem pertence o direito de determinar o futuro das Américas?

A quem pertence o direito de determinar o futuro das Américas?
Não faz tanto tempo assim, os Estados Unidos precisavam apoiar golpes militares para domar uma América Latina rebelde. Hoje, o enfraquecimento da esquerda e a escalada da criminalidade favorecem a expansão de uma direita radical na região. Tanto quanto os generais de óculos escuros de outrora, essa corrente se alinha aos desígnios da Casa Branca em seu “quintal”
Em sociedades marcadas por frustrações estruturais acumuladas, desigualdade persistente e profundo descrédito nas instituições, a economia da atenção atua como o terreno fértil para que a extrema-direita estabeleça seus projetos de ruptura
Em muitos Estados da América Latina, o vento da vitória infla as velas da direita. Já Gustavo Petro, ao fim de quatro anos turbulentos à frente da Colômbia, avançou com reformas sociais, mas não conseguiu a paz com as guerrilhas. O balanço de seu governo permitirá ao candidato Iván Cepeda manter o país no campo progressista?
O Haiti nos obriga a reconhecer que não há constitucionalismo democrático possível sem justiça racial, e que a mera ampliação formal de direitos não é suficiente quando as bases raciais da exclusão permanecem intactas
Na América Latina em chamas, o controle sobre o direito à comunicação define quem pode narrar o continente
O Haiti demonstrou solidariedade à causa da libertação da Venezuela, e jamais perdoaram a Venezuela porque, graças a Simón Bolívar, o vírus da liberdade se espalhou por toda a América Latina
Avanços recentes colocam a alfabetização no centro da agenda pública latino-americana, apontando caminhos concretos para reduzir desigualdades e sustentar o desenvolvimento econômico e democrático da região
Genocídio, anexações, agressões: Tel Aviv e Washington já não prestam mais contas. Nem a seus aliados nem às Nações Unidas; nem de seus objetivos nem de seus meios, embora estes sejam manifestamente ilegais . O multilateralismo é colocado à prova . O Sul Global, dividido, entra no jogo com relutância. E a Europa consente com os bombardeios a bairros residenciais de Beirute e a infraestruturas civis iranianas . Qual é o impacto dos conflitos na América Latina e no Brics? A sociedade israelense, por sua vez, continua apoiando as aventuras militares de seu governo, uma ofensiva que incendiou todo o Oriente Médio e ameaça a estabilidade do resto do mundo
a histórica condição da América Latina como zona de paz e a tradição diplomática brasileira já não bastam para garantir segurança e soberania. Diante de pressões externas, acordos militares no entorno regional e sinais de reconfiguração geopolítica liderada pelos Estados Unidos, o Brasil passa a encarar a defesa nacional como tema urgente
O professor de relações internacionais Antonio Mota aponta como a política externa norte-americana, inspirada na Doutrina Monroe, mobiliza sanções, alianças regionais e estratégias para ampliar seu poder na América Latina
A crise política venezuelana ganhou novos contornos após o ataque de 3 de janeiro e o sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Em meio a disputas narrativas, sanções econômicas e mobilizações populares, o país passou a viver um período de intensa tensão política e diplomática