A era das anexações
O presidente dos EUA violou gravemente o Direito Internacional ao realizar uma operação militar em território venezuelano, caracterizada como crime de agressão por ferir a soberania de um Estado independente e a Carta da ONU

O presidente dos EUA violou gravemente o Direito Internacional ao realizar uma operação militar em território venezuelano, caracterizada como crime de agressão por ferir a soberania de um Estado independente e a Carta da ONU
Ao contrário do imaginário difundido, a política externa norte-americana jamais esteve intrinsecamente comprometida com a promoção da democracia
A intervenção direta dos Estados Unidos na Venezuela, materializada no sequestro do presidente Nicolás Maduro no início de 2026, não pode ser compreendida como um evento isolado, fruto de um desvio momentâneo ou de uma decisão impulsiva de um governo específico
Uma “operação de polícia global” conduzida pelo Departamento de Justiça que substituiu o messianismo democrático neoconservador
A violência ocupa um lugar central na história recente das sociedades latino-americanas, não apenas como fenômeno material, expresso em índices de criminalidade e letalidade, mas como experiência social permanente, mediada por discursos, imagens e afetos. Mesmo quando não vivida diretamente, ela se impõe por meio da mídia, do consumo cultural e da circulação incessante de narrativas que associam crime, medo e ordem pública
A Doutrina Monroe volta com força na América Latina, acompanhada agora do chamado Corolário Trump. Objetivos dos Estados Unidos: restaurar sua dominação continental, conter a influência chinesa e colocar a região a serviço das prioridades internas definidas pela Casa Branca. Transformadas em vassalas, as direitas locais ganham terreno e se regozijam
Em Trump 2.0, a política para o hemisfério deixa de buscar consenso externo e passa a servir à mobilização interna, à guerra cultural e ao cálculo eleitoral permanente
A consagração da pintura abstrata latino-americana nas décadas de 1960-1970 deve muito a um crítico de arte apaixonado, dotado de poderes institucionais. A preocupação estética dissimulava poderosos interesses políticos. Essa iniciativa pacífica insere-se em uma longa história: a das intervenções de Washington em seu “quintal” do sul
A ofensiva imperialista de Trump contra a Venezuela é um perigo para toda a América Latina
No México, movimentos sociais foram decisivos para a transição democrática, pressionando por abertura política e ampliando os espaços de participação popular. Ao disputar os sentidos da política e fortalecer a cidadania, tornaram-se vetores centrais na construção de uma sociedade mais inclusiva e democrática