Em torno do Mar Negro - Le Monde Diplomatique

Sociedade / Cáucaso

Em torno do Mar Negro

por Jean-Arnault Dérens|Laurent Geslin
1 de agosto de 2010
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Fechado, fortemente afetado pela poluição, às vezes tido como um espaço “marginal”, o Mar Negro está no coração da redefinição de entraves estratégicos maiores. Nesse diário de viagem, é possível entender o mosaico de países, interesses e histórias que compõem a diversidade dessa regiãoJean-Arnault Dérens|Laurent Geslin

SINOPSE, Turquia

No dia 1° de maio de 2010, enquanto os sindicatos juntavam suas tropas na Praça Atatürk, os barcos pesqueiros do Porto de Sinope mostravam-se a favor da mobilização antinuclear: “Sinop nukleer istemiyor!”- “Sinope não quer central nuclear!”.

 

Nessa pequena cidade do litoral turco do Mar Negro, o projeto cristaliza a cólera dos habitantes, enquanto a costa que se estende de Istambul a Sinope continua selvagem e preservada. A porção que vai de Sinope até a fronteira com a Geórgia, com aproximadamente 600 km, foi completamente cimentada. Uma autoestrada priva as cidades de qualquer acesso à costa e várias delas têm centenas de imóveis inacabados, que abrigam uma população chegada recentemente das montanhas na esperança de alcançar melhores condições de vida.

 

Em alguns pontos, a autoestrada foi construída sobre aterros hoje ameaçados pela erosão. Para tentar prevenir o fenômeno, foram feitos diques de cimento a alguns quilômetros uns dos outros. O remédio é talvez pior que a doença, pois eles bloqueiam as correntes, retêm os sedimentos e transferem o problema para alguns metros adiante. Às vezes, os barcos de pesca ficam atracados ao abrigo desses diques, mas é somente atravessando a autoestrada que se tem acesso a esses novos portos, que não oferecem nenhum serviço e onde muitos barcos parecem estar abandonados.

 

A pesca em outros tempos lucrativa no Mar Negro está ameaçada pelo esgotamento dos recursos haliêuticos. A Rússia impôs à Turquia uma limitação estrita das zonas de pesca. As águas do Mar Negro estão particularmente ameaçadas pela eutrofização, ou seja, uma quantidade altíssima de material orgânico, especialmente de algas. Esse fenômeno é a consequência direta do excesso de nutrientes jogados no mar, como o azoto e o fósforo produzidos pela exploração agrícola. A eutrofização “sufoca” o mar, rarefazendo a circulação de oxigênio; um fenômeno amplificado no Mar Negro, um mar relativamente pouco salgado, porque as águas são provenientes de grandes rios, que nele desembocam, como o Dniester ou o Danúbio.

 

Várias organizações intergovernamentais, como a Comissão pela proteção do Mar Negro contra a poluição, alertam há anos sobre o problema; mas, desprovidas de competências operacionais, elas podem apenas fazer recomendações1. Porém, a proteção ambiental não faz parte das prioridades desses países do entorno.

 

Depois de ter cimentado a costa, o governo turco mudou o foco para o desenvolvimento da produção elétrica. Os projetos de barragens multiplicam-se desde a privatização do mercado de energia, há mais ou menos 15 anos, e puseram fim ao monopólio do Turkiye Elektrik Kurumu, empresa nacional. O Estado contenta-se em interpretar um papel de regulador do mercado por meio da sua agência EPDK e cede os rios às empresas privadas em concessões por 49 anos. No total, nada menos do que 1.300 estudos para a construção de barragens teriam sido feitos em todo o país, dos quais 600 na região do Mar Negro. “A mobilização permitiu adiar, por enquanto, um projeto de central hidrelétrica no nosso vale. Essa barragem teria coberto 0,14% das necessidades energéticas do país, enquanto estimamos as perdas ligadas ao transporte da eletricidade em mais de 30% sobre o total da rede”, explica Selco Günay, proprietário de um pequeno hotel no Vale de Firtina e porta-voz da plataforma ecologista da região.

 

Samsun, Turquia

“Há seis gerações, os Tcherkesses não comem peixe. Nossos ancestrais povoavam toda a atual costa russa, de Novorossiisk a Sochi. Desde o início do século XIX, a Rússia czarista lutou para conquistar a Circássia2. E só parou em 1864, com o esmagamento das tribos tcherkesses na batalha de Kbaada. Os sobreviventes não tiveram outra escolha, além de fugir para o Império Otomano. Eles foram encurralados próximo às costas, esperando pelos navios que deveriam levá-los3. Muitos morreram de malária e de outras doenças adquiridas nas regiões insalubres; outros, durante o trajeto. Os corpos eram jogados na água. É por isso que rejeitamos sempre comer peixes”, lança Othan Dögbay, que preside a associação dos Tcherkesses, de Samsun. Esses últimos chegaram à Turquia depois da conquista russa das margens setentrionais do Mar Negro.

 

Uma grande causa mobiliza os Tcherkesses da Turquia, que compõem o total de 4 a 5 milhões de pessoas: a oposição aos Jogos Olímpicos de Inverno, que serão realizados em Sochi, em 2014. De fato, o local principal desses jogos serão as montanhas que ficam bem acima das cidades, na estação de esqui de Krasnaia Poliana, que corresponde ao local da batalha de Kbaada. “Na Rússia, ‘Krasnaia Poliana’ significa “o bosque vermelho”, e os russos dizem que esse nome vem da cor das samambaias que lá crescem. Mas nós sabemos que esse lugar ficou avermelhado por conta do sangue dos nossos ancestrais”, enfatiza Dögbay.

 

As organizações tcherkesses pediram embargo ao Comitê Olímpico Internacional, sem obter resposta satisfatória. Elas exigem o reconhecimento do “genocídio tcherkesse”. No início de abril, uma delegação do congresso mundial tcherkesse, baseada nos Estados Unidos, encontrou parlamentares georgianos. Com o governo de Mikheïl Saakachvili utilizando todos os meios para se opor a Moscou, a Geórgia pode ser o primeiro país no mundo a reconhecer oficialmente esse “genocídio”.

 

Trabzon, Turquia

Ao longo de todo o século XX, a costa do Mar Negro também viu intensas misturas de populações. Os gregos “pontiques”4 praticamente desapareceram das margens turcas desde os acordos de Lausanne (1923), que previram a troca de populações entre a Grécia e a Turquia. Trabzon, antiga Trebizonde grega, representa o centro do nacionalismo turco. Desta cidade veio o presumido assassino do jornalista armênio Hrant Dink, morto em Istambul no dia 19 de janeiro de 20075. Gültekin Yücesan anima o comitê local de defesa dos direitos da pessoa, sempre se proclamando “revolucionário luxemburguista”, em referência à alemã Rosa Luxemburgo. Durante uma noite longa, ele nos explica que a armada e os diferentes serviços secretos fazem de Trabzon sempre um símbolo: “De onde viemos, a tradição militar kemalista6 não está morta”. Portanto, a cidade é igualmente marcada por uma prática do islã cada vez mais ostentatória e rigorosa. É necessário descer nos bairros do porto para encontrar bares que servem abertamente bebidas alcoólicas, enquanto mulheres jovens se insinuam aos marinheiros que passam. É verdade que a clientela visada é mais russa do que turca.

 

Todo dia os barcos de travessia ligam Trabzon a Sochi, na Rússia. A qualidade do transporte é ruim e os horários são incertos, mas uma multidão atarefada apressa-se para embarcar. Entre os companheiros de viagem, há mulheres russas “sacoleiras”, que levam ao país algumas malas de roupas ou artigos facilmente revendíveis; trabalhadores georgianos emigrados na Rússia, que devem passar pela Turquia, já que todas as ligações diretas entre seu país e a Rússia foram interrompidas desde a guerra de 2008; há também muitos caucasianos.

 

Sokhumi, Abkházia

Essa carga particular não impede os passageiros de desembarcarem em Sochi, onde os preparativos para os Jogos estão bem adiantados. Está sendo construída uma autoestrada que vai ligar a futura cidade olímpica de Adler, na costa, à Krasnaia Poliana. A pequena estação balneária de Adler se situa na fronteira da Abkházia separatista.

 

“Nós esperamos, certamente, o retorno econômico dos Jogos” assegura, com um sorriso, Viatcheslav Chilikba, conselheiro do presidente abkhaze. A Abkházia, antiga “pérola” do rio soviético, que se separou da Geórgia, em 1994, depois de terríveis combates que deixaram mais de 8 mil mortos, proclamou sua independência após a guerra de agosto de 2008 entre a armada georgiana e as forças russas7. Os abkhazes representariam hoje 45% dos 250 mil habitantes da pequena república onde vivem igualmente os armênios, os russos e os gregos pontiques. A maioria dos 250 mil georgianos fugiu da Abkházia ou foi expulsa depois da guerra de 1994. Um retorno não parece possível. “Se os refugiados voltarem, haverá nova guerra. A maior parte deles tem sangue nas mãos.”, martela o presidente Sergeï Bagaptch.

 

A Abkházia8 é ainda atingida por um embargo proclamado pela Geórgia e aplicado por quase todos os países da comunidade internacional. O porto da capital, Sukhumi, que tem no alto uma imensa bandeira Abkházia e que domina o Mar Negro, acolhe regularmente cargueiros provenientes de Trabzon. Esses navios vão supostamente para Batumi, na Geórgia, mas saem da rota para vir descarregar na Abkházia.

 

Os habitantes da capital frequentam cafés em frente ao mar, onde os turistas ainda são poucos, mesmo com os grandes investimentos de Moscou. Sukhumi defende-se de ser um peão da Rússia. “Nós acolhemos duas bases militares russas, ou seja, 10 mil homens para assegurar a proteção dos nossos cidadãos ante as forças georgianas, e, pela primeira vez desde 1994, podemos dormir em paz”, justifica-se Bagaptch. O tom se endurece: “Se a Abkházia é um protetorado russo, a Geórgia não seria um protetorado americano? E por que o Kosovo seria reconhecido como um país independente, e não a Abkházia?”

 

Em torno da capital, a vida retoma pouco a pouco seu rumo. Os imóveis são habitados mesmo se ameaçados de ruína. Alguns cafés e pequenos comércios surgem em todos os lugares. Na baía de Sokhumi, os prédios da universidade do Estado Abkhze mostram suas sequelas da guerra, mas quase 10 mil estudantes se apresentam. Gudisa Tskalia, de 20 anos, estudante de relações internacionais, sonha em tornar-se diplomata e representar seu país no exterior. Por enquanto, seu país é representado apenas pela Rússia, Nicarágua, Venezuela e a Ilha de Nauru – assim como para o pequeno “clube” das outra repúblicas não reconhecidas, a Transdnístria, a Ossétia do Sul ou a República Turca do Chipre do Norte. As negociações efetuadas com a Geórgia sob a proteção das Nações Unidas estão em ponto morto. A Abkházia obteve, em junho de 2009, o fim da missão da ONU e fechou seu território aos observadores militares europeus.

 

Batumi, Geórgia

A “fronteira entre a Abkházia e a Geórgia passa pela ponte sobre o rio Inguri, reservada aos pedestres. Cruzamos uma multidão de georgianos residentes na Abkházia que se apressa para fazer compras na cidade georgiana de Zugdidi, do outro lado do rio. A passagem fica submetida à boa vontade das milícias abkhazes e dos policiais georgianos. Incidentes surgem regularmente na zona fronteiriça. Em 8 de junho último, um guarda de fronteira abkhaze foi morto. A Geórgia não espera outro cenário que a reconquista militar da Abkházia. Desde a Revolução das Rosas, que o levou ao poder em 23 de novembro de 2003, Saakachvili não para de querer reintegrar ao Estado da Geórgia as entidades separatistas da Adjaria, da Abkházia e da Ossétia do Sul. Seu único sucesso foi com a Adjaria.

 

O governo muito pró-ocidental de Tbilisi quer fazer da Geórgia uma vitrine atraente. Pessoas próximas ao presidente tomaram todas as alavancas de comando importantes, e o Estado investiu sem parar em Batumi.

Na antiga estação balneária com charme antiquado, luxuosos hotéis saem do chão. Um Sheraton de 24 andares abriu suas portas em 1° de abril. Vários outros prédios estão em construção: um Hyatt, um Hilton, um Radisson… Desde a guerra de 2008, quase todos os turistas abandonaram Batumi, mas a cidade conta com os turcos atraídos pelos cassinos, que são proibidos na Turquia e que aqui são mais numerosos do que os hotéis.

 

O porto de comércio, muito próximo da vila velha, também está sendo completamente renovado. Ele foi cedido em concessão por 49 anos a uma holding cazaque de petróleo, a KasTransOil. O tráfego anual elevou-se, em 2009, para 7 milhões de toneladas de petróleo, enviadas por via férrea na direção de Batumi, desde o Azerbaijão, o Cazaquistão e o Turcomenistão.

 

O escritório do diretor do porto é decorado com o retrato de dois presidentes: Saakachvili e seu homólogo cazaque, Noursoultan Nazarbaïev. Zourab Shoulgaïa foi diplomata soviético durante 22 anos, efetuando o essencial de sua carreira em países árabes, onde ele era responsável pela cooperação econômica. Em seguida, foi embaixador da Geórgia no Cazaquistão. Ele reconhece que foram as autoridades cazaques que lhe pediram para deixar a diplomacia e tomar a direção do porto de Batumi.

 

Muito ligado à Rússia, o Cazaquistão investe massivamente na Geórgia. Entre os conhecedores do dossiê, duas teorias opõem-se: as empresas cazaques poderiam servir de fachada para os capitais russos; a menos que, ao contrário, o Cazaquistão procure novos mercados para sair de uma relação econômica muito exclusiva com a Rússia. Shoulgaïa, sempre reconhecendo a perda por causa da quase ruptura das relações entre a Geórgia e a Rússia, vê-se otimista: “Todas as guerras têm um fim”, ele assegura.

 

Poti, Geórgia

Por volta de 50 km ao norte de Batumi está o Porto de Poti, bombardeado intensamente pela marinha russa do Mar Negro, no conflito de 2008, e que foi cedido igualmente em concessão por 49 anos ao Emirado de Ras-al-Khaimah. A reconstrução vai bem, e Poti foi convidado a se tornar o principal porto de entrada marítima na direção do Cáucaso e da Ásia Central.

 

Maxim Shonin, responsável por uma associação de portos do Mar Negro, baseada em Odessa, na Ucrânia, ressalta a importância do desenvolvimento da relação entre Poti e o porto búlgaro de Varna. A intensificação das trocas entre os rios a leste e oeste do Mar Negro inscreve-se no contexto do Corredor de Transporte Europa-Cáucaso-Ásia (Traceca). Definido em 1998, reúne a União Europeia e 14 estados da região9. Nisso está em jogo não somente o envio de hidrocarburantes do mar Cáspio e da Ásia Central, mas também o acesso à Ásia Menor. O Porto de Poti dá acesso à Armênia e por esse canal é fácil alcançar o Irã.

Uma forte rivalidade se opõe os portos de Odessa e Varna. O desenvolvimento atual das relações econômicas tende igualmente a marginalizar a Ucrânia, em pleno realinhamento com Moscou desde a vitória de Viktor Ianoukovitch na eleição presidencial de 7 de fevereiro de 2010. No entanto, a situação continua indefinida e o eixo Poti-Varna segue marginal em relação às trocas entre a Rússia e a Turquia. Shonin estima que “perto de 80% dos barcos que passam pelos estreitos de Bósforo e Dardanelos são russos ou se dirigem em direção à Rússia”.

 

Sebastopol, Ucrânia

Sebastopol há muito tempo cristalizou as tensões entre a Ucrânia e a Rússia. Na época soviética, a cidade tinha um estatuto especial, sem pertencer à República autônoma da Crimeia religada à Ucrânia. Depois da independência ucraniana, em 1991, a Rússia recusou ainda por muito tempo reconhecer a soberania de Kiev sobre a cidade, que conservava o status de “cidade fechada”: Era necessário um direito de passagem especial para entrar nela. Um acordo foi concluído em 1997: Moscou não contesta mais os direitos da Ucrânia sobre Sebastopol. Mas aluga portos para sua marinha sobre o Mar Negro. O contrato de aluguel foi prolongado, em abril último, por Ianoukovitch, e o prazo vai até 2042. Os militares russos seriam aproximadamente 20 mil em Sebastopol, onde eles vivem frequentemente com as suas famílias.

 

Na enseada de Sebastopol, ao lado da imensa estatua de Lênin, encontra-se o imóvel do serviço hidrográfico da marinha russa. A pintura está um pouco passada e a decoração patriótica não mudou desde a época soviética, mas Evgeni Georgievitch nos acolhe com um grande sorriso e um franco aperto de mão. “A marinha do Mar Negro vive sob vigília”, assegura esse oficial russo de nacionalidade ucraniana. De fato, no conflito de agosto de 2008, foi de Sebastopol que partiram aqueles que esmagaram a frota georgiana no Porto de Poti.

 

Encostado no parapeito do mirante da cidade, Andreï Chobolev olha esse porto que ele conhece tão bem. Proprietário do jornal Sevastopolskaia Gazeta, o homem é também um cancionista muito apreciado em Sebastopol. “Para muitos habitantes, Sebastopol é antes de tudo a cidade que resistiu aos nazistas durante a guerra, o orgulho da União Soviética. Sebastopol não pode pertencer à Ucrânia, mas a cidade não é tão pouco verdadeiramente russa. É um porto, um mundo em si mesmo, uma cidade definitivamente à parte.”

 

Chobolev começa a sonhar alto para que Sebastopol, cidade de guerra, se transforme numa cidade de paz, que se beneficiaria de algum tipo de extraterritorialidade. Continuando sempre a abrigar a marinha russa do Mar Negro, pois todos sabem que a Rússia não pode nem sonhar em abandonar sua “cidadela no Mar Negro”, sobretudo depois que a OTAN reforçou suas bases na Bulgária e na Romênia.

Jean-Arnault Dérens é redator-chefe do Courrier des Balkans.

Laurent Geslin e jornalista do Correio dos Bálcãs.



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