TERRA PARA QUEM NELA TRABALHA

Fascismo imaginário, a farsa eleitoral e a crítica anarquista

Uma leitura anarquista das eleições como engrenagem de reprodução do capitalismo e da produção de antagonismos imaginários

A crítica anarquista às eleições burguesas, formulada por muitos autores, dentre os quais se destaca Errico Malatesta, incide sobre a própria forma da democracia representativa liberal. Longe de denunciar imperfeições ou desvios, o que se põe à mesa é o reconhecimento e a denúncia de que o processo eleitoral burguês constitui, a um só tempo, mecanismo de reprodução da dominação, de neutralização das contradições, de pacificação da luta de classes e de ocultamento do antagonismo real, inclusive pela maximização de antagonismos imaginários, a saber: direita vs. esquerda, família vs. perversão, cristianismo vs. destruição dos valores ocidentais, masculinidade cristã vs. ideologia de gênero, liberdade vs. marxismo cultural ou ainda retrocesso vs. progressismo, fascismo vs. liberalismo, direitos humanos vs. barbárie, cidadania vs. servidão etc.

Em nossa leitura, a eleição não abre possibilidades. Ao contrário, ela as fecha previamente, organizando a política como escolha controlada entre gestores da mesma ordem. Participar desse circuito não tensiona a exploração. Participar desse circuito legitima a exploração capitalista sob a forma de decisão. Cria-se a ilusão de que fazemos parte do processo, que podemos escolher, que somos nós que decidimos o futuro político e que a política exerce dominância sobre o econômico. E o econômico, mesmo quando pulula em nossas narinas, evidenciando a regra do jogo, é moralizado, reduzido à corrupção de alguns políticos, de modo a mobilizar a esperança no surgimento do eterno novo líder, da nova política, da política como gestão, da política como empreendimento.

O econômico sobredetermina. E não estamos falando de interesses ordinários individuais de alguns representantes das facções burguesas que financiam as eleições. O que vemos é um circo, um teatro. Nada se escolhe. Nada se decide. As eleições são uma farsa. Não exatamente porque são fraudadas. Não existe tal necessidade. A farsa eleitoral diz da ontologia da política burguesa, diz da democracia liberal e dos seus limites estruturais, diz da sua razão de ser e do seu funcionamento no edifício mercantil.

Essa engrenagem depende da produção contínua de uma cena de conflito. A polarização entre projetos institucionalizados funciona como encenação reiterada, na qual tudo aparece em disputa enquanto nada de estrutural se transforma. Nesse sentido, simula-se o antagonismo entre dois polos da institucionalidade burguesa. Sim, entre eles temos divergências em relação ao modus operandi de gerenciamento da ordem capitalista; temos interesses conflitantes entre as facções burguesas. Mas não há divergência quanto à exploração da classe trabalhadora nem quanto à destruição da natureza. Em tempos de, digamos, normalidade institucional (sempre temporária, dado as crises estruturais do modo de produção capitalista), esse conflito tende a explorar a linguagem humanista civilizatória, mascarando, necessariamente, sua política estruturante imperialista e colonial. Assume-se uma gramática “politicamente correta”. Fala-se em direitos humanos e em progresso. As eleições são dominadas por termos técnicos e temas menos “polêmicos”. Pauta-se a segurança pública, o investimento em educação e saúde. E os aspectos morais, via de regra, resumem-se às questões de corrupção e desvio do dinheiro público. No espectro político, emula-se a expansão do centro: centro-direita, centro e centro-esquerda. O discurso neoliberal impõe-se sem a necessidade de simular dissenso. A crítica ao neoliberalismo até é formulada, mas sem a necessidade de simular radicalidade.

Essa encenação, contudo, se intensifica precisamente em tempos de crise. E aqui a crise ultrapassa a noção de dado econômico; ela comparece como operador discursivo estratégico da exploração capitalista. A austeridade, tal como analisada por Clara Mattei, e a lógica da “doutrina do choque”, nos termos de Naomi Klein, não apenas respondem à crise, elas a produzem, a dramatizam, a administram e a exploram como condição de possibilidade para o avanço da ordem capitalista. Por isso, a crise é estruturante ao modo de produção capitalista. Nesse cenário, a ordem do capital fabrica e administra o dissenso. Simula-se uma radicalidade que não ameaça o sistema, mas o estabiliza. Inaugura-se a denúncia de um inimigo absoluto. O outro como perigo iminente, aquele que destruirá a família, a propriedade, a ordem moral. A linguagem eleitoral se moraliza progressivamente, deslocando o conflito da política ordinária (educação, segurança, saúde etc.) para o campo da moralidade (a ameaça existencial).

Inicialmente, setores da própria institucionalidade burguesa, que performam uma posição “à esquerda”, tentam conter essa deriva, recusando a moralização explícita. Mas essa contenção é provisória. Logo, reagem: “é preciso frear o “fascismo”, conter a barbárie iminente”. Passo a passo, institui-se uma pedagogia do medo e da esperança (que em outro momento chamei de deimopolítica). Seja o “comunista” que fechará igrejas seja o “protofascista” que levar-nos-á ao estado de selvageria. Nesse movimento, simula-se um rompimento do véu da civilidade liberal e emula-se um ataque à própria gramática que supostamente “sustentaria” o jogo (direitos humanos, legalidade, institucionalidade eleitoral…).

Nada disso representa um risco à ordem do capital. Encenação orquestrada. E isso não significa que seja intencional (plano arquitetado pelos porcos capitalista…). É o funcionamento automatizado da máquina capitalista que hegemonicamente produz nossa subjetividade útil à eternização da servidão voluntária e a defesa da nossa própria miséria. E é por romper com a intencionalidade e a subjetividade que é tão forte.  O que se produz, então, é uma política de inimizade fundada na imaginarização da destruição, seja ela atribuída ao “comunismo”, seja ao “fascismo”, ambos mobilizados como espantalhos funcionais à reprodução da ordem. A ordem se impõe como necessidade histórica, reiterando-se sob a forma de conflito permanente para se fazer eterna.

E aí temos a encenação “comunismo” vs. “fascismo”, esquerda vs extrema direita, progressismo vs. neofascismo… “Fascismo/comunismo”, nesse contexto, se impõem como construções imaginárias que sustentam o teatro do antagonismo. Funciona como dispositivo de gestão afetiva e política, garantindo a continuidade da farsa eleitoral e da institucionalidade burguesa.

Por isso, o progressismo, frequentemente mobilizado como uma das simetrias que alimentam o espantalho do “comunismo”, não rompe com essa lógica. Não pode romper, pois é produto da própria engrenagem que pretende administrar. Sua função não é superar a crise, mas geri-la sob novas formas, prometendo soluções estruturalmente impossíveis dentro da ordem capitalista. Para isso, o progressismo se apropria de signos históricos da luta dos trabalhadores, mas os reinscreve em uma gramática institucional que os esvazia de sua potência transformadora. Essa operação permite que tais signos, já neutralizados, sejam reidentificados como ameaça. É nesse deslocamento que o progressismo pode ser nomeado como “comunismo”, não como realidade histórica ou projeto político efetivo, mas como fantasma. Um fantasma que ao mesmo tempo em que mobiliza o medo, bloqueia a emergência de qualquer alternativa real.

Diante da impossibilidade, que não é falha, mas condição estrutural, de resolver as contradições do neoliberalismo, o progressismo (que é uma peça do neoliberalismo) também participa da fabricação de seu outro necessário: o inimigo do progresso e do desenvolvimento, frequentemente condensado na figura do fascismo iminente. Assim, a contenção do “perigo fascista” e a denúncia do “risco comunista” operam como dispositivos complementares de gestão da crise neoliberal. É nesse movimento que se estruturam ciclos ou ondas alternadas entre progressismo e conservadorismo. Esse vaivém não expressa uma ruptura, mas uma dinâmica interna de reprodução do próprio sistema. Cada polo justifica o outro, intensificando a superexploração e reiterando a necessidade de austeridade, sempre atribuída à destruição produzida pelo governo anterior. A aceleração progressista e a contenção neofascista são gêmeas siamesas que usam um simples pano para esconder sua outra parte. E, com isso, escamoteiam a superexploração do modo de produção capitalista.

Nesse regime, fascismo e comunismo operam como figuras imaginárias que orientam a adesão política, enquanto o fascismo real permanece ativo como base material da vida social (a democracia representativa liberal… a ditadura burguesa). A violência estrutural do capitalismo (a expropriação, a miséria, a coerção cotidiana) representa a normalidade e não uma exceção. A polarização encobre aquilo que se sabe e, ao mesmo tempo, se evita reconhecer… A ditadura da burguesia é a condição presente. É nossa ontologia do contemporâneo. Ela se manifesta na vida concreta, na forma como se trabalha, se vive e se é governado.

A democracia liberal aparece, então, como proteção, como limite civilizatório, enquanto administra a mesma violência sob formas reguladas e sob geografias específicas (favelas, prisões, zonas periféricas, em contenção de manifestações e protestos…). O fascismo imaginário não é a negação do fascismo real. Ele o organiza como algo a ser evitado, ao mesmo em que o mantém operando. E para isso, recorre a sua outra face, ao espantalho do comunismo imaginário. Vive-se sob coerção permanente, mas sustenta-se a crença na liberdade ou, ao menos, na aceitabilidade da própria servidão.

É nesse ponto que a oposição entre figuras como Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro revela seu caráter estritamente teatral. Trata-se, em verdade, de uma encenação que organiza afetos e produz a sensação de escolha. A alternância entre esses polos somente reafirma a estrutura da exploração, convertendo-a em objeto de disputa aparente. Para a classe trabalhadora, essa pseudo-polarização captura e seduz pela pacificação da luta de classes.

A institucionalidade burguesa sustenta-se nessa dramatização contínua. A cada eleição, reitera-se a narrativa de decisão crucial, de risco iminente, de necessidade de adesão. Essa guerra encenada estabiliza a exploração capitalista, renovando sua legitimidade. Nada no interior desse sistema aponta para transformação, porque sua função é precisamente impedir que ela se coloque.

Em um segundo momento, a depender das necessidades do sistema, o fascismo pode deixar de ser apenas espectro e se realizar como forma concreta de organização política.  E isso ocorre não como ruptura, mas sim como ecologia interna do próprio capitalismo, acionada quando conveniente à intensificação da exploração ou à contenção de crises mais agudas. No entanto, não é disso que se trata no presente. Observamos um discurso de contrainsurgência sem insurgência real. A memória histórica de alternativas radicais foi esvaziada; a potência simbólica da foice e do martelo já não mobiliza medo efetivo. Nunca se temeu tanto algo que já não, efetivamente, causa medo. Se produz o comunismo imaginário para que a revolução nunca aconteça. Fala-se em comunismo e ameaça de esquerda para impedir a proliferação de vozes radicais e de discursos antissistêmicos. Vivemos uma era de resistências controladas. Somos levados a ver resistência por todos os lados. O império das resistências subjetivas e individuais. Resiste-se a tudo, e exatamente por isso, nada ameaça estruturalmente o modo de produção. A gestão das resistências funciona a calar a luta.

Por isso, Agamben clamou a coragem na desesperança. Sendo a esperança uma outra dimensão do medo, da gestão afetiva em favor da manutenção da exploração, cabe-nos a coragem de não ter esperança, de abolir quaisquer afetos que nos capture pela utopia de que esse sistema trará alguma mudança. Cabe-nos, para além da solidariedade entre os explorados, da cooperação voluntária e do apoio mútuo, o ódio de classe e o ódio organizado na luta pela destruição dessa engrenagem, pois sabemos que não há esperança possível no seio do capitalismo.

A recusa anarquista dirige-se, portanto, ao próprio regime de representação e às formas de mediação que o sustentam. As eleições são, para nós, parte do problema. Ao suspender a crença nesse teatro, a crítica anarquista busca desorganizar o circuito que mantém a dominação como horizonte inevitável, recolocando a possibilidade de ruptura fora dos limites impostos pela ordem burguesa, fora da esperança e do medo.

O anarquismo, nesse ponto, não se deixa capturar pela coreografia emocional da “frente ampla”, nem pela pedagogia do medo e da esperança que exige adesão em nome de um mal menor. Há algo de profundamente cínico nessa convocação permanente. Pede-se que se escolha entre formas de administração da mesma violência, enquanto se dramatiza a exceção para ocultar a regra. O teatro é conhecido, o roteiro é repetido, e ainda assim se exige aplausos e adesões.

Não há ingenuidade aqui. Sabe-se perfeitamente o que está em jogo e é precisamente por isso que a recusa se impõe. Já se vive sob o fascismo burguês (a democracia liberal é a continuação do fascismo por outros meios), sob a ditadura da burguesia que organiza a vida, distribui a morte, regula a sobrevivência e impõe a normalidade da exploração. O que se apresenta como ameaça futura funciona como deslocamento calculado, uma ficção útil que transforma o presente insuportável em algo aceitável.

fascismo
Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Para aqueles que são capturados pela farsa da frente ampla e que, de modo ingênuo, nos acusam de sermos responsáveis pelo retorno do fascismo ou de darmos munição à extrema direita, afirmamos: o fascismo não retorna, porque nunca deixou de existir na democracia liberal. Não vamos nos calar nem nos constranger diante dessas imposições morais da ditadura burguesa. Diremos, sem hesitação, que as diferenças entre Lula e Bolsonaro, no que diz respeito aos interesses da classe trabalhadora, só se tornam visíveis sob uma espécie de superlupa.

Não há possibilidade de adesão a um sistema que se sustenta na exploração que pretende apenas administrar. Não há escolha real quando as alternativas já foram previamente delimitadas. Recusar esse teatro não é abster-se da política; é recusar sua forma capturada, é romper com a linguagem que transforma a dominação em destino e a servidão em normalidade.

O que se observa, na prática, é que a distância entre regimes abertamente tirânicos e as democracias se estabelece muito mais em termos de intensidade do que de essência. A possibilidade de votar periodicamente pouco, ou nada, altera as estruturas fundamentais que organizam a vida social. As transformações que ocorrem tendem a ser superficiais, preservando o funcionamento de um aparato estatal que continua operando em favor da reprodução da ideologia burguesa. Esse mesmo Estado segue legislando conforme interesses específicos, mantendo mecanismos de expropriação e sustentando desigualdades por meio de políticas que preservam os privilégios da burguesia. A lógica de concentração de poder e riqueza permanece ativa, reproduzindo injustiças que não são eventuais ou acidentais, mas estruturais e persistentes ao longo do tempo. E isso se mantém porque tanto o Estado quanto a democracia carregam uma natureza classista. Não há possibilidade de reparo, de simples remendo. É como no meme em que alguém tenta conter o vazamento de um recipiente furado com uma fita adesiva. Uma solução precária diante de um problema que está na própria estrutura.

Diante disso, torna-se imprescindível e urgente recusar frontalmente a democracia tal como se apresenta e, com ela, tanto as formas abertas de tirania quanto os discursos de esperança que insistem em prometer redenção dentro da própria ordem capitalista. É preciso coragem para enunciar contra a democracia e seus aparatos de classe, como as eleições, desnaturalizando o constrangimento que nos impõe seu culto. É preciso dizer, sem rodeios, que essa democracia opera como tirania: a ditadura da burguesia.

Do mesmo modo, é preciso recusar o império das resistências subjetivas e individualizadas que a pós-modernidade consagrou e afirmar, sem ambiguidade, a centralidade da luta de classes. Uma luta que não ignora as contradições subjetivas (ao contrário, atravessa-as), mas que não abdica de sua primazia. Trata-se de construir um sujeito coletivo de luta capaz de incorporar as singularidades das opressões (sexuais, raciais, étnicas, de gênero…), compreendendo como o sistema fabrica guerras e antagonismos imaginários para perpetuar a exploração.

Isso não implica deslegitimar as chamadas “pautas identitárias”. Implica, antes, lê-las criticamente, reinscrevê-las no terreno da luta de classes e recusar tanto sua neutralização quanto sua captura por um purismo militante que, ao fim, também serve à ordem que pretende combater. E implica, sobretudo, combater sua redução a uma luta imaginária por reconhecimento e por direitos. É preciso fazer ver que o modo de produção capitalista explora e administra o próprio reconhecimento de humanidade, confinando-nos à disputa por direitos mínimos enquanto desativa e silencia os anseios revolucionários. É preciso afirmar, sem concessões, que não há horizonte de transformação nas engrenagens do capitalismo. O direito concedido hoje é o mesmo que será negado amanhã. O sistema opera pela gestão da inimizade, pela administração do medo e da esperança, fazendo desse vaivém um mecanismo de reprodução contínua. E as eleições figuram como uma de suas engrenagens centrais, peça-chave dessa encenação reiterada.

E aqui nos separamos, uma vez mais, de muitos dos companheiros comunistas. Ao nutrirem expectativas no partido, na liderança e na autoridade, acabam por acreditar na possibilidade de disputar a aparelhagem estatal por meio de uma encenação de luta já esgotada. Seduzidos pela lógica do mal menor, são levados a assumir, progressivamente, aspectos da própria institucionalidade que deveriam combater. Não raro, vemos essas figuras subirem em palanques para professar o voto crítico ou o voto de desconfiança. Não se trata, para nós, de desconfiança no sistema; nutrimos ódio a ele, e é precisamente essa criticidade que nos impede de votar:

“Primeiro que tudo, propaguemos os princípios socialistas, e em vez de impingir patranhas e dar falsas esperanças aos eleitores e aos não-eleitores, excitemos neles o espírito de revolta e o desprezo do parlamentarismo. Façamos de maneira que os pobres não vão votar, e que as eleições as façam lá entre si o governo e os burgueses, no meio da indiferença e do desprezo do povo; porque, destruída a fé na urna, nascem logo a vontade e a necessidade de fazer a revolução. Vamos aos ajuntamentos e reuniões eleitorais, mas para pôr a nu as mentiras dos candidatos e para explicar – e isto então sempre, sempre – os princípios socialistas, isto é, a necessidade de expulsar o governo e expropriar os proprietários. Entremos em todas as sociedades operárias, formemos outras novas, e sempre para fazer propaganda e falar a todos do que devemos fazer para nos emanciparmos. Cooperativas, associações de socorros mútuos, organização operária, congressos corporativos, tudo é bom terreno para nele se fazer propaganda, contanto que, naturalmente, uma vez lá dentro, não nos esqueçamos do fim que ali nos levou.” (Malatesta, 1915).

Diante da imposição moral do voto, há uma saída: a luta antissistêmica. A lembrança que a foice e o martelo, o arco e a flecha, a pá e a enxada… seguem erguidos, neste exato momento, em alguns lugares, pelas mãos daqueles que recusam o teatro cínico e perverso da burguesia e expressam nojo e ódio por todas as suas facções. Mesmo quando essa facção se apresenta pintada de classe trabalhadora, como um boneco de ventríloquo que explora um passado sindicalista que ele próprio traiu e abandonou.

A anarquia é a ordem, o governo é a guerra!

A propriedade é o roubo!

Nenhum deus, nenhum mestre!

Terra para quem nela trabalha!

Viva a comuna!

Paz entre nós, guerra aos senhores!

Rick Afonso-Rocha, Doutor em Letras: Linguagens e Representações (UESC), Professor na rede pública de ensino da Paraíba, Professor Substituto UFPE, Advogado, Anarquista, Pesquisador independente

Leia mais sobre o tema: