Fim de jogo para o grupo Bolloré na África?
Boatos não faltam sobre o fim das atividades africanas do grupo francês Bolloré nas áreas de transporte e logística. Enfrentando a concorrência internacional e amargando fracassos em matéria de investimento, a multinacional acumula também aborrecimentos judiciais, inclusive com o indiciamento de seu CEO num caso de corrupção no Togo
“O grupo Bolloré não comenta os boatos de imprensa referentes às suas atividades de transporte e logística.” Foi com esse comunicado lacônico, de uma só frase, publicado em 15 de outubro de 2021, que a assessoria de imprensa do gigante francês respondeu aos rumores segundo os quais estaria “prestes a vender” seu ramo logístico no continente africano. Segundo o Le Monde,1 o banco comercial Morgan Stanley teria sido encarregado de “sondar discretamente o interesse de compradores potenciais, sobretudo os grandes nomes do transporte marítimo”, entre os quais o armador francês Compagnie Maritime d’Affrètement – Compagnie Générale Maritime (CMA-CGM) e a dinamarquesa Maersk, “que estudariam a proposta”. Essa reviravolta é de surpreender, pois a holding construiu na África um verdadeiro império graças à aquisição de diversas empresas a partir de meados dos anos 1980. Presente em 42 portos, sua filial Bolloré Africa Logistics atua como agente de linha marítima e manutenção.…

