Skip to content
25 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Caio gomes
28 de outubro de 2023 00:15

Que texto tendencioso.
Infelizmente teu clubismo falou mais alto. Flamengo foi o símbolo da extrema direita em todo período da do mandato do ex presidente.

Ricardo Porto
28 de outubro de 2023 00:20

O autor não conhece muito da história do Fluminense Football Club. A começar pela crítica velada à grafia do nome. O football association foi trazido por ingleses e parte deles estava na fundação do clube, em 1902. Football, durante décadas, foi a grafia usada no Brasil. Assim como goalkeeper, corner, penalty, center half, referee, entre outros termos roubados dos fundadores do esporte “bretão”.

O Fluminense foi pioneiro na construção de estádio dedicado ao esporte, que passou a ter um lugar na cidade para abrigar grandes massas, de todos os clubes. Os grandes jogos eram disputados nas Laranjeiras, com “torcedores” de todas as classes, inclusive mulheres, que primeiro participam deste universo masculino no Fluminense.

O clube apoiou a campanha do Brasil na 2a Guerra, defendendo os aliados contra o eixo, tendo feito várias campanhas neste sentido. O Fluminense não flertou com o fascismo, tal como fez recentemente seu maior rival, o Flamengo.

Quanto ao veto a negros, isso é uma lenda já derrubada por fatos históricos. O Fluminense foi o primeiro clube do Rio a ter jogadores negros, ainda na primeira década do século XX.

Os clubes de futebol eram todos, e muitos continuam essa tradição, ambientes de elite. Se formos comparar, o Fluminense hoje é mais democrático do que qualquer clube do Rio de Janeiro. É o único em que os sócios todos, inclusive os sócios futebol, votam diretamente para eleger o presidente.

Quanto à Cartola, infelizmente para sua inveja, sim, ele morou em Laranjeiras e as cores da Mangueira, escola de samba que ele fundou, foram inspiradas no amor que ele nutriu pelo Fluminense.

Antonio Rodrigues
28 de outubro de 2023 01:22

De fato, o Fluminense saiu da 3a divisão direto pra 1a por obra e graça de seus advogados (da Unimed também?). Não penso que haja moralidade no futebol não. É pura paixão! O Fluminense não é melhor nem pior que os outros. Apenas tem Chico Buarque nos seus quadros de torcedores!

Pedro Fernando
28 de outubro de 2023 06:44

Texto maravilhoso!
Demonstra com uma certa sutileza como o futebol é uma “lata poética, que nela tudo nada cabe”, como bem disse o imortal Gilberto Gil. Por isso é que se diz que o futebol é mágico, justamente por permitir que sentimentos diferentes do nosso cotidiano se juntem num mesmo sentimento, ainda que seja por apenas 90 minutos. Parabéns ao autor.

Anísio José Garayp
28 de outubro de 2023 07:28

Dificilmente nos livraremos dos males da era nazifascista. A cisão causada na sociedade brasileira é profunda e chego a temer um choque entre as facções estabelecidas naquele período. Não é privilégio do Fluminense a tendência reacionária, veja o exemplo de Neymar. O papel da mídia tem um peso importante nessa situação. O PT fica sozinho na luta pela construção de um país voltado para o povo das gerais que já nem existem mais. Saudades do Maraca de 100 mil torcedores.
É tão difícil pensar num sucessor para o Lula quanto para um Técnico do Flamengo.

Raimundinho Ferreira
28 de outubro de 2023 07:41

Estou chegando hoje ao site e preciso conhecer melhor as coisas por aqui. Sem opinar politicamente agora, louvo a escritura bem elaborada e de bom alinhavamento de ideias. Como texto, está bom para o meu gosto.

Bruna
28 de outubro de 2023 09:17

Contexto: o autor do texto é flamenguista.
Deem uma olhada no Instagram do cara.
Flamenguista do tipo, muito flamenguista.
Escreveu um livro sobre flamengo e democracia.
É cada coisa, viu…
Apesar de você, dia 04 há de ser outro dia
Eu pergunto a você: onde vai se esconder
Da enorme euforia?

Marco Porto
28 de outubro de 2023 10:00

Bom dia.
Consegue referir a fonte da informação que relaciona o Fluminense “à exclusão de jogadores negros no começo do futebol no país”?
O dado que tenho é que “o primeiro jogador negro do Fluminense atuou em 1910, e seu nome era Alfredo Guimarães, que atuava como meio campo”.
Obrigado.

João
28 de outubro de 2023 12:37

“à exclusão de jogadores negros no começo do futebol no país, o clube convive com um legado que também nesse sentido é determinante.”

Onde o Fluminense excluiu negros? Fluminense tem até um documentário desmentindo todas essas narrativas preconceituosas..
O documentário está no canal do youtube do fluminense.

Mônica
28 de outubro de 2023 13:40

O Fluminense é o clube mais antibolsonarista do Brasil. Esse texto tenta fazer um malabarismo enorme para tentar nos colocar num lugar que não estamos.

Seremos campeões.

Kley
28 de outubro de 2023 14:00

Que texto acima de tudo MAL ESCRITO. E ainda chega a ser engraçado o autor que é abertamente torcedor do Clube de Regatas do Flamengo querer agora associar o Fluminense ao Bolsonarismo. `É bom lembrar que durante a pandemia não foi o Fluminense que se aliou ao Bolsonarismo pela volta do futebol enquanto ainda havia um hospital de campo no Maracanã, foi o Flamengo, clube pelo qual o autor do texto torce. Ainda é importante pontuar todas as ligações que o senhor Rodolfo Landim teve e ainda tem com Jair Messias Bolsonaro, uma PL chegou a ser criada pelo governo à época apenas para beneficiar o Clube de Regatas do Flamengo. Importante pontuar também que o mesmo autor, IGNORA o que clube dele se tornou durante a Ditadura Militar brasileira. Quando à época, com ajuda aberta de Walter Clark, se tornou uma massa de manobra para espalhar o espírito de identidade nacional país a fora.

Aloyio
28 de outubro de 2023 14:35

Um Fluminense forte incomoda muito, né? A ponto de um veículo de imprensa dar bancada para uma pessoa propagar mentiras indiscriminadamente.

Sabe o que é pior? É que o cara é historiador. Ou seja, usa isso pra tentar legitimar esse mar de besteiras que fala.

Eu não sei o time dele, mas é interessante como o rapaz se incomoda com o Flu a ponto de tentar manchar a imagem de um clube às vésperas de um momento importante dele.

Ah…mas a “verdade” precisa ser dita.

Acho que o pior que a tal verdade, que na realidade é uma série distorções históricas, é o fato do texto usar somente o Fluminense como exemplo de um clube contraditório.

Flamengo e Vasco que institucionalmente colocaram seus presidentes beijando a mão do Bolsonaro e recebendo patrocínio da Havan e tem jogadores qua apoiaram o ex-presidente não são contraditórios?

Bandeiras nazistas, presidentes ditadores, atos de racismo, homenagens ao sobrinho do Mussolini….estão presentes na história de quais clubes?

Por que o “historiador” escolheu o Flu pra bater e fechou os olhos para episodios de outros clubes?

Um trabalho assim não é sério e nem merece ter a bancada dessas para expor gostos pessoais em vez de um trabalho sério.

O Fluminense é gigante e é histórico. É um clube, assim como TODOS OS OUTROS, ligado ao seu tempo. O Fluminense é um clube popular e sempre foi popular. Não é um clube perfeito, como nenhum clube é e nenhuma instituição é.

Eu queria essa indignação jornalística para lembrar sempre de episódio do caso do Ninho do Urubu, por exemplo, onde o clube envolvido não recebeu punição alguma e nenhum dirigente sequer foi preso. Um caso dessa gravidade que não houve punição, nem perseguição da imprensa. Depois o clube do poder e da elite é o Flu…rsrsrs

São inúmeros casos esquecidos pelo “historiador” que não se indigna nem indaga nada disso, mas deve dormir todo dia sonhando com a história do pó-de-arroz (fake news mais antiga da história do futebol brasileiro).

O Fluminense vai continuar incomodando os cínicos e hipócritas. A única contradição que o Flu gera é o curto-circuito que ele dá na cabeça dessa galera.

Saudações Tricolores!

Pablo
28 de outubro de 2023 15:10

O doutor parece se esquecer que o futebol, suas torcidas, representantes e movimentos são um retrato da comunidade brasileira. Por mais que exista um esforço grande por parte da inteligentsia para apagar a existência da direita na democracia brasileira não se pode tapar o sol com a peneira: boa parte da sociedade vai contra agendas de parte da esquerda e se identifica com pautas de direita.
Impressiona também a má vontade do escritor ao apontar o nome original, inglês, do clube como um símbolo “negativo”, confundindo tradição com posição reacionária.
Por fim, seremos!

Gustavo
28 de outubro de 2023 15:15

É engraçado o autor, flamenguista fanático, classificar o clube como bolsonarista pela preferência de algum jogador. Enquanto isso, a diretoria do clube do autor fez várias alianças com o governo de extrema direita durante a pandemia para colocar público nos estádios, custe o que custar.

Qual clube foi contra a vertente do governo e prezou pela vida? Ah, sim. O Fluminense!

Pedro Vieira Vasconcellos
28 de outubro de 2023 16:42

O Fluminense, assim como TODOS os clubes no início do século XX e também a elite econômica, era racista. Mas, apesar das mentiras que se repetem tanto até virarem “verdade”, o Fluminense já contava, mesmo no início do futebol no Brasil, com jogadores negros. Há fotos da época que comprovam isso.

Luiz
28 de outubro de 2023 19:06

Eu já li textos ruins. Eu tb li muitos textos tendenciosos em minha vida. Obviamente, já tive contato com leituras infundadas, desatualizadas, odiosas e mentirosas. Faz parte da vida…

Mas nunca li um panfleto tão lamentável quanto este.

Puro lixo.

Essa instituição foi a responsável por popularizar as práticas desportivas no Rio e no Brasil no alvorecer da Primeira República. Antes, somente o hipismo e o remo eram praticados com regularidade. Ambos, claro, extremamente custosos.

O Fluminense Football Club trouxe o futebol. Popularizou o futebol. Prova disso é a enorme quantidade de pessoas pobres e pretas que tinham o Fluminense no coração naqueles duros tempos em que a ignóbil “Lei da Vadiagem” comia solta em nosso tecido social: o capoeirista Chico Guanabara, os sambistas Donga, Cartola (recentemente homenageado com uma linda camisa verde e rosa alusiva à Mangueira), Paulo da Portela e o chorão-sambista Pixinguinha…

E por falar em Pixinguinha, quem vcs acham que financiou a excursão dos Oito Batutas, músicos negros, em 1922?

Eu entendo e respeito a incapacidade técnica para produzir textos. Tb compreendo eventuais lapsos conceituais no ato de escrever. Mas isso nada tem a ver com o que foi escrito. Seu autor optou por escrever numa linha discursiva inverídica, não raro maldosa e totalmente desrespeitosa.

Não se trata nem de opinião.

Faltam argumentos e plausibilidade.

Lamento que tenha sido publicado.

Lamento mais ainda ter lido tantos absurdos!

Luz para quem parece viver nas sombras!

Que fique claro: o elitismo, travestido de defesa dos valores democráticos e da cultura popular, emana muito mais de quem enuncia o enorme Chico Buarque de Hollanda como a grande referência tricolor do que de uma instituição que se orgulha de ser amada por Jovelina Pérola Negra, Jorginho do Império, Nova da Portela, além dos já citados lá no início.

Saudações Tricolores

Francisco Calvo
29 de outubro de 2023 07:35

O autor do texto teria sido mais sincero com seus leitores se, além dos seus títulos académicos, tivesse indicado qual o seu time de coração. Certamente não é o Fluminense, e o seu texto não se origina no amor à filosofia ou à historia, mas a dor de cotovelo de que ganhemos este ambicionado título. Chico Buarque é tão tricolor quanto Cartola, criado em Laranjeiras e que escolheu as cores da sua escola de samba pelo time dos seus amores. Se Figueiredo era tricolor, Médici era flamenguista, e se Landin é bolsonarista, Mario tem simpatia pelo PSOL. Seremos campeões, “apesar de você”. Não se preocupe, sua raiva “vai passar”. Bate palma com vontade, faz de conta que é turista

Alexandre Carnevalli
29 de outubro de 2023 07:45

Os títulos do autor deste texto sobressaem menos do que a tendência, o viés clubista que é revelado na sua escrita. A paixão pelo Flamengo, principalmente, sendo um clube oriundo do Fluminense e que daí se cultiva forte rivalidade, está bem aí nas entrelinhas (o autor é flamenguista). Se Felipe Melo já se declarou bolsonarista, Fernando Diniz representa o que há de mais próximo de práticas e pensamentos que convergem para inclusão social, acolhimento e preparo da pessoas/jovens jogadores para a vida, possibilitando equipá-las para não sofrer qualquer tipo de marginalização (no mercado de trabalho, também). O Fluminense foi um dos clubes que resistiu a jogar durante a Pandemia, ao contrário do Clube da Lagoa/Leblon, patrocinado pela Havan, na época, que teve o hábito populista de receber Bolsonaro e Sérgio Moro em Tribunas de estádio (vestidos com camisa do clube e tudo). Cano, faz L quando faz gol…Lelê, faz L quando faz gol….(claro, um para o filho, o outro para si mesmo…claro). Mas, numa sociedade polarizada e adoecida, isso diz muito sobre o ar que se respira nas Laranjeiras. Quanto a Cartola. Ele fez a indicação/escolha das cores de sua Mangueira que tanta identidade tem com o Clube, sim. Enfim, não está em jogo nenhuma disputa social nesta final de Libertadores. É um título que, se vier, será muito merecido para um Fluminense que não tem diretores que ofendem nordestinos, que homenageia suas profundas raízes culturais e que já provou que a “pecha’ de clube racista e elitista é, hoje, parte de uma desatualizada campanha de desinformação. O passado não se repete. A ilusão participa da realidade. Vitória, Fluminense !!!

Fred Medeiros
29 de outubro de 2023 10:50

O blogueiro e historiador flamenguista tentou comprovar que seu time é democrático. Falhou com sucesso. Os fatos impediram. Agora usa o fato de um jogador ter lado político e outro ter autografado uma camisa para tentar rotular um clube, tentar manchar, sem eco, o melhor clube do Rio no ano. Típico. Lamentável.
Nem ele acredita nisso, mas tenta.
Seremos.

Victor Meireles
29 de outubro de 2023 13:24

“Helcio Herbert Neto é doutor em História Comparada (UFRJ)”
Que vergonha, um texto sem fontes, que escolhe um clube para acusar de associação ao racismo e autoritarismo, como se o futebol brasileiro tivesse algum clube que seja de esquerda, nas arquibancadas não existe esse consenso político, todos os times possuem fascistas e democratas. A diferença é que seu clubismo te faz achar que seu time esta lutando pela democracia brasileira ou por qualquer causa política, um doutor em história acreditando nessa ilusão de que no futebol existem clubes comprometidos com a política. Enquanto isso as vitimas do “Ninho do Urubu” permanecem injustiçadas.

Leonardo Bagno
30 de outubro de 2023 09:37

Reproduzo abaixo a resposta dada pelo portal Panorama Tricolor, rebatendo esse texto absurdo. É preciso discernimento para separar clubismo de análise política. Exatamente o que o autor desse texto não faz.

“Sexta passada, o conceituado jornal Le Monde Diplomatique surpreeendeu o meio jornalístico esportivo ao publicar pretenso artigo sobre o Fluminense.

A surpresa se deveu pelo raso nível intelectual da peça, que pode ser considerada (mais) uma verdadeira “Fake News” a atacar o Tricolor às vésperas de uma decisão continental. Como quase sempre acontece nestes casos, o estelionato intelectual foi preparado com linguagem pernóstica e assinado por um anônimo com titulação acadêmica ostentada, recurso típico para dar “credibilidade intelectual” ao ato.

Num sarapatel de argumentos frágeis, o Fluminense é apontado como um pretenso símbolo da aristocracia carioca a começar pela manutenção da grafia de seu nome em inglês, Fluminense Football Club. Seria isso uma defesa das causas populares ou uma declaração de xenofobia enrustida? Recentemente tivemos o caso do paranaense Athletico, que retomou sua grafia original inclusive por planejamento de marketing e popularização de sua marca, indo justamente ao contrário da elitização. Apenas um exemplo de como a argumentação foi intelectualmente rasa.

A seguir, na tentativa de diminuir um dos símbolos tricolores, Chico Buarque, o artigo divulga uma verdadeira “barriga” que só poderia ser praticada por quem desconhece a história tricolor: aponta uma “Torcida Jovem” que nunca existiu nas arquibancadas tricolores, adulando Chico para que alcançasse seu objetivo de “fazer barulho” em sua volta do exílio, datada de março de 1970. Acontece que meses antes, em junho de 1969, Chico Buarque fez parte da estreia do jornal Pasquim, famoso veículo de combate à ditadura, com o artigo “Um tricolor em Roma”, onde enaltecida o Fluminense e o movimento Jovem Flu, composto por artistas e intelectuais para acompanhar o Fluminense nas arquibancadas. Era óbvio que, acima de tudo, Chico fosse abraçado no aeroporto por seus amigos. Muito antes de 1970, o compositor já era conhecido nacionalmente. Por fim, anos depois surgiu a Torcida Jovem Flu, que nada tem a ver com o referido movimento.

Outro exemplo de barbarismo mental é, tal como publicado no pretenso artigo, sugerir que o Fluminense fosse um instrumento de excludência popular por ter como torcedor o presidente João Figueiredo. Chega a ser tragicômico. Antecessor de Figueiredo, Emílio Médici era figurinha carimbada nos jogos do Flamengo, com direito a fotos com ídolos, e ninguém pode imaginar que o clube era favorável a ditaduras sangrentas por isso. Ou que, mais recentemente, a massa flamenga se deixasse levar pelo chamado “bolsonarismo” explícito de seus dirigentes que lá se encontram. O Botafogo teve como presidente Charles Borer, irmão de Cecil Borer, ex-DOPS (CLIQUE AQUI.). O histórico Vasco da Gama teria que trocar de nome por causa da homenagem feita ao navegador português que, reconhecidamente, promoveu genocídio? Ora…

Mas o show de sandices ainda não terminou. Sugere que o Fluminense tem a pecha do racismo, mas despreza o fato notável de Pixinguinha ter se apresentado com seus Oito Batutas (três ou quatro negros) em pleno Salão Nobre das Laranjeiras na virada dos anos 1910, num tempo em que o único lugar onde quatro ou cinco músicos negros se reuniam era a cadeia.

CLIQUE AQUI.

Claro que, com tamanha má fé, o artigo passa ao largo da primeira grande luta contra a homofobia no futebol brasileiro, no famoso episódio do pó de arroz estrelado por Carlos Alberto, e que se tornou uma marca definitiva do Fluminense. Será que o redator de texto considera também que um clube é vítima de homofobia secular por que é “de elite”?

Qualquer pesquisa por amostragem séria feita hoje com eleitores do mundo do futebol brasileiro (dirigentes, jogadores e comissão técnica) dará absoluta vantagem ao que se convencionou chamar por “bolsonarismo”. O ambiente do futebol tem muita intimidade com estas aspas, mas isso nem de longe pode servir para rotular nenhum grande clube brasileiro, tendo em vista que tais agremiações possuem milhões de torcedores em todo o Brasil, com as mais diversas formações, crenças, classes sócio econômicas e demais pluralidades. O Fluminense de Felipe Melo é também o de Nelson Rodrigues e João Figueiredo, e ainda de Cartola, Noca da Portela, Didu Nogueira, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Chico Buarque, Stanislaw Ponte Preta, Vladimir Palmeira, Nelsinho Rodrigues, Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Letícia Spiller, Nathalia Timberg e inúmeros nomes que transitaram pelo melhor da vida brasileira. Muitas e muitas vezes, o Fluminense abrigou estes nomes e inúmeros outros em suas arquibancadas, mostrando que o clube sempre teve a pluralidade como base.

Poderíamos falar do ridículo que é tentar desassociar Cartola do Fluminense, mas chega a ser pueril qualquer tentativa nesse sentido. A melhor maneira de encerrar este editorial vem de longe. Confira:

(IMAGEM NÃO CARREGADA)

Em 26 de junho de 1905, João do Rio já era uma das maiores expressões jornalísticas do Rio de Janeiro, e se tornaria um dos maiores cronistas brasileiros de todos os tempos, além de membro da Academia Brasileira de Letras. O talento fez com que superasse todos os preconceitos possíveis, dado que João era um homem negro, obeso e homossexual.

No artigo em questão, publicado à época na Gazeta de Notícias, João deixa claro seu encantamento pelo Fluminense, num tempo em que o Campeonato Carioca sequer existia. Artigo este escrito após visita pessoal ao clube.

Títulos de doutorado são inúteis quando o objetivo de uma publicação é apenas espalhar má fé.”

Fonte: https://www.panoramatricolor.com.br/editorial-a-farsa-pueril-publicada-no-le-monde-diplomatique/

Victor
30 de outubro de 2023 10:52

Um constante malabarismo argumentativo para chancelar ao clube estigmas que já estão colados pelo senso comum. Lógica, ética e bom senso passam longe. Tudo isso respaldado com muito lattesfúndio. Mas será que tal retórica esdrúxula se aplica ao CRF?!

Anderson
30 de outubro de 2023 20:23

Seguindo os passos de Mário Filho, vemos aqui mais um jornalista rasgando seu diploma em função do amor pelo seu time, deixando aflorar o seu lado torcedor enquanto enterra o profissional.

A História do Fkuminense como de todos os 4 Grandes do Rio nasce sim da Burguesia com seus erros e acertos em tempo passado e no presente é isso jamais deve ser esquecido, mas é importante lembrar também que hoje é o único clube do Rio a ter setor popular (leste superior) indo na contramão da elitização implementada e reforçada pelo time do escritor, foi um dos poucos clubes dos quais o presidente assinou a carta do esporte pela democracia se opondo ao governo de extrema direita que há pouco vivemos no Brasil, enquanto o presidente do clube do coração do jornalista posou ao lado do ex-presidente, foi um dos poucos clubes a irem contra a volta aos estádios no momento da pandemia, único clube no Brasil (ao menos no meu conhecimento) a montar um documentário voltado a importância das pessoas negras dentro do futebol… o estigma da elite do Fluminense fuça cada dia mais no passado, mesmo passado que o jornalista deve se encontrar ao apontar seu dedo em riste e perpetuar falácias caluniosas sobre o clube das laranjeiras.

Haroldo
20 de novembro de 2023 19:11

O esporte brasileiro traz a mácula da ignorância e/ou da admissão de apoio irrestrito a extrema direita e como são representantes diretos do povo proletário trabalhador, e isso transforma clubes e associações de expressão muito popular transformarem-se em organizações de política indeterminada e confusa.

Jeferson Cordeiro Lima
21 de novembro de 2023 13:16

Perdi meu tempo lendo esse texto. Pretende falar do Fluminense, sem citar o futebol belo e brasileiro que jogamos, mas citando a ladainha da “exclusão de jogadores negros no começo do futebol no país”. Vc, como doutor deveria procurar suas fontes, mas eu te ajudo, flamenguista enrustido, historiador vermelho, com visão negra para tudo o que não é do seu espectro político-clubístico: procure a foto do primeiro time do Fluminense e, voilá, vai ver que essa sua tese não se sustenta. Como o Fluminense incomoda! Um clube do tamanho do Fluminense é assim mesmo: representa todas as classes do Brasil, desde a família real até o Chico Guanabara, passando pelo Chico Buarque, o Cartola, o Nelson Rodrigues, o Gari que varreu a rua com a faixa de campeão da Libertadores, o povo da favela até o mais abastado tricolor. Seja no Rio de Janeiro ou nos rincões do Brasil todos somos menores que o Fluminense e nos unimos, paramos para ver, o show do nosso Tricolor!

COPYLEFT © LE MONDE DIPLOMATIQUE

Desenvolvido por: Prima Estúdio

AcessarAssine