A Copa do Mundo e o fim da neutralidade do futebol
Entre governos, fronteiras e disputas simbólicas, o Mundial de 2026 mostrou que o futebol nunca esteve fora da política, apenas escolheu quais manifestações considera aceitáveis

Entre governos, fronteiras e disputas simbólicas, o Mundial de 2026 mostrou que o futebol nunca esteve fora da política, apenas escolheu quais manifestações considera aceitáveis
A Copa do Mundo deveria ser uma celebração da comunhão, da alegria e da pluralidade, que deveria ser de todos e para todos, em torno do esporte mais democrático e popular do planeta
A preocupação com a aprovação popular, somada aos recorrentes escândalos políticos, impunha ao regime fascista a necessidade de recuperar sua imagem perante a população italiana e a comunidade internacional
De sua origem na escola adentra as fábricas para, em seguida, ser apropriado pelos governos autoritários e, finalmente, integrado à sociedade neoliberal do espetáculo, o futebol retorna à escola, com a mesma função das outras mercadorias produzidas pela indústria cultural
A Democracia Corinthiana convida à reflexão sobre como construir, atualmente, mecanismos de representação efetiva capazes de conciliar profissionalização e participação democrática.
O debate em torno de identidades permanece mais aceso e incendiado do que nunca, e essa discussão não se restringe à seara futebolística e às suas seleções nacionais
O nobre esporte bretão das elites paulistas foi arrebatado por operários, imigrantes e camadas populares, tornando-se paixão nacional
Aproximações entre geopolítica e direitos de transmissão no mundial de seleções da FIFA 2026
A cultura brasileira possui forte relação com o esporte, sendo um dos elementos rapidamente associados à nossa identidade nacional que, querendo ou não, atua como um fato social sobre nossas produções de coletividade
Sócrates via na política um imenso estádio onde os políticos eram os jogadores, mas que em momento algum se importavam com o time (sociedade). Essa correlação entre sua vida nos gramados e sua ideologia política em nenhum momento sofreu embate, ao contrário, foi necessário para alçá-lo como um intelectual orgânico no futebol.
Negócios bilionários expõem desigualdades e necessidades de políticas públicas para democratizar o acesso às transmissões esportivas e reparar o abismo de gênero criado ao longo de décadas no futebol
A escolha da FIFA por Rússia e Catar desencadeou uma reação estratégica dos Estados Unidos, materializada no FIFA Gate e na reorganização da governança do futebol sob Gianni Infantino, culminando na retomada da centralidade norte-americana na Copa de 2026 e na politização explícita do esporte global