SIONISTAS DE ESQUERDA VS. ANTISSIONISTAS DECOLONIAIS

Judeus franceses contra o Estado de Israel

“Feliz como Deus na França”, dizia um provérbio asquenaze. Hoje, enquanto muitos judeus franceses se preocupam com o retorno do antissemitismo, uma minoria se angustia antes de tudo pelo medo de ser assimilada a um Estado genocida. É possível defender um sionismo progressista, oposto ao governo de Benjamin Netanyahu? Ou seria preciso emancipar a judaicidade do sionismo?

Podemos pedir a um judeu francês sua posição sobre Gaza? Em uma conjuntura em que muitos se irritam com a equiparação entre judeu e israelense, o professor de Estudos Hebraicos Elad Lapidot opta por enfrentar a questão: “Se você se identifica como judeu em um momento em que um genocídio é cometido em nome da proteção dos judeus, você não pode sustentar que seja antissemita ser associado a isso. Como judeus, somos chamados a tomar posição” – o que personalidades de esquerda como Rony Brauman e Étienne Balibar fazem espontaneamente. Até mesmo o filósofo Alain Finkielkraut diz se sentir “maculado enquanto judeu” pelo governo israelense. A assimilação dos judeus a Israel parte antes de tudo do governo israelense. No entanto, isso “não dispensa que se encare de frente uma realidade incômoda. Depois de várias gerações de socialização sionista, as comunidades judaicas aderiram majoritariamente à narrativa israelense”, pondera Maxime Benatouil, membro…

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