O PEQUENO PRÍNCIPE

Mas por que um carneiro?

As leituras eruditas de hoje se prendem mais às profundezas atribuídas ao conto do que a seus valores humanistas

Não é apenas um fenômeno. É um mistério. Todo mundo conhece o inoxidável “Por favor, desenhe-me um carneiro”. A gente fica comovido ou tenso, tanto faz. Conhecemos a frase. Há oitenta anos que a conhecemos. De perto, de longe, como se fizesse parte – há quase sempre – do imaginário coletivo; do patrimônio, por assim dizer. O mundo muda, O Pequeno Príncipe permanece. Crédito: Divulgação É difícil não se perguntar por quê. O aviador Antoine de Saint-Exupéry, escritor premiado, combatente honrado, viveu em Nova York desde o fim de 1940; lá publicou Piloto de guerra, que foi um grande sucesso. Em 1943, publicou um breve texto que ilustrou com suas aquarelas, um conto para crianças – aquelas que têm idade para ser crianças e aquelas que lembram que o foram. Ele dedicou O Pequeno Príncipe a seu amigo, aquele que, naquele mesmo ano de 1943, já…

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