OPERAÇÕES MILITARES, ABUSOS CONTRA CIVIS, SAQUES

Milícias palestinas contra o Hamas

Em Gaza, organizações árabes que atuam como forças auxiliares do Exército israelense estão cada vez mais ativas. Financiadas por Tel Aviv, elas representam um desafio militar e político para o movimento islamista. Já a Autoridade Palestina vê nelas um meio de retomar o controle de um território de onde foi expulsa em 2007

Em 1º de setembro de 2026, uma incursão realizada no oeste da cidade de Gaza por uma milícia local hostil ao Hamas, com o apoio das forças israelenses, resultou na captura do chefe da segurança interna do movimento, Muein al Arabid, há muito procurado por Tel Aviv. Alguns dias depois, um combatente do Jihad Islâmico, aliado do Hamas, foi sequestrado e morto em Khan Yunis, no sul do enclave, por outro grupo de Gaza que operava ao lado das tropas israelenses. Criadas ou reativadas em Gaza já em 2024, com a ajuda de Tel Aviv, em meio ao vazio de segurança provocado pela guerra, as milícias anti-Hamas já haviam realizado diversas ações armadas contra o movimento e seus aliados. Desde que o Hamas firmou um “cessar-fogo” com Israel, em outubro de 2025, seus ataques se multiplicaram, causando quase uma centena de vítimas.[1] A Palestina sobre ruínas…

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