ARQUEOLOGIA

Na eternidade de Palmira

Quando vestígios de uma cidade antiga – testemunha maravilhosa dos impérios dos quais foi uma das grandes encruzilhadas – são devastados pela guerra, pensa-se que, com a paz restabelecida, a reconstrução vai se impor. No entanto, seria necessário apagar a história? Quem fica encarregado da restauração? Que lugar será dado aos vivos da moderna cidade vizinha da antiga Palmira?

Um oásis no deserto da Síria. Uma cidade antiga cujos vestígios formam um dos sítios arqueológicos mais impressionantes do Oriente Médio. Foi um cruzamento entre os mundos romano e persa e uma etapa econômica importante na rota das caravanas. É também, bastante familiar, uma cidade moderna. Eis Palmira, se chamarmos esse conjunto por seu nome grego, ou Tadmor, seu nome numa variante do aramaico. Um esplendor que conheceu muitas destruições ao longo dos séculos, inclusive recentemente, durante a guerra civil síria. Em 1980, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) inscreveu Palmira na lista do patrimônio mundial da humanidade. No entanto, a cidade já é objeto de pesquisas desde o século XVIII e está entre os primeiros sítios arqueológicos da região a terem sido estudados. Esses trabalhos identificaram a integração de Palmira com o Império Romano, pouco antes do primeiro século de nossa…

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