O ar-condicionado ao assalto do mundo - Le Monde Diplomatique

HISTÓRIA DE UMA PAIXÃO NORTE-AMERICANA

O ar-condicionado ao assalto do mundo

por Benoît Bréville
2 de agosto de 2017
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Quem nunca sonhou, quando o calor se torna insuportável, em ligar o ar-condicionado para desfrutar uma brisa refrescante? Alimentada por ondas de calor em sequência, essa tentação não é desprovida de consequência: o climatizador transforma o modo de vida dos países onde se instala

 

ar condicionado diabo

A cidade de Hamilton, no Canadá, não é conhecida pelo clima ameno: todo ano, a temperatura se mantém negativa durante 129 dias e passa dos 30 °C em apenas 18. Nessa localidade de 500 mil habitantes, 82% dos domicílios possuem climatização, uma tecnologia que o conselho municipal se encarrega de fornecer gratuitamente aos residentes pobres e com problemas de saúde. Hamilton inaugura assim um dispositivo inventado nos Estados Unidos, onde o auxílio público para lares que não podem pagar pela climatização já é uma prática.1

Subvencionar ar-condicionado? A medida é menos absurda do que parece. Todo verão, do Arizona ao Mississípi, do Novo México à Flórida, do Texas a Nevada, vários estados experimentam uma atmosfera irrespirável, com temperaturas que excedem os 40 °C durante o dia e diminuem pouco à noite. Viver nesses lugares sem climatização significa viver sufocado e exposto a diversos males: hipertensão, insuficiência pulmonar, transtornos de sono, dores de cabeça. Por isso, no sul do país, 97% dos lares são climatizados. Alguns estados como o Arizona chegam a obrigar os proprietários a fornecer aos locatários um sistema de ar-condicionado funcionando – recurso de primeira necessidade, assim como eletricidade e água corrente.

No entanto, o gosto norte-americano pelo frescor artificial não se limita a essas zonas áridas ou subtropicais. Abrange o conjunto do país, até mesmo Vermont e Montana, onde as nevascas são mais frequentes que as ondas de calor. O ar-condicionado está presente em todos os lugares: casas, automóveis, restaurantes, lojas, escritórios, transportes, estádios, elevadores, escolas, academias, igrejas, garantindo uma temperatura constante de cerca de 20 °C, independentemente da estação ou do lugar geográfico. Até os militares que partem para o combate no Afeganistão instalam ar-condicionado em suas barracas. “A pessoa que trabalha em um escritório climatizado rapidamente tenderá a considerar insuportável uma casa desprovida desse recurso, e vice-versa”, observa o jornalista David Owen.2

Ora, essa dependência tem um custo ecológico considerável, tanto em termos de emissão de gases do efeito estufa em função dos fluidos refrigeradores usados pelos climatizadores como em termos de consumo de energia elétrica. O ar-condicionado representa, por ano, 6% da eletricidade produzida nos Estados Unidos – em geral oriunda de carvão – e 20% das contas residenciais de energia. Há dois anos, para refrescar seus edifícios, o país consumia a mesma quantidade de energia que o conjunto da África. A isso, acrescenta-se a energia necessária para fazer funcionar a refrigeração dos automóveis, o que corresponde a uma quantia entre 26 bilhões e 38 bilhões de litros de petróleo por ano.3

Em julho de 1960, enquanto a tecnologia acabava de chegar aos lares norte-americanos, um jornalista do Saturday Evening Post anunciava maravilhado a “revolução da climatização”. O termo era impróprio: tratava-se de uma conquista lenta, progressiva, metódica. Uma conquista que, lançada no início do século XX, hoje ganha o mundo (ver boxe) e remodela o país, sua geografia, urbanismo, lazeres, modos de consumo, de sociabilidade, e mesmo suas práticas sexuais – antes da climatização, o calor do verão era julgado como muito intenso para atividades físicas em ambientes fechados; nove meses depois, constatou-se uma baixa no número de nascimentos, entre abril e maio. Com a temperatura interna controlada, as variações sazonais relacionadas à natalidade desapareceram.4 Quando surgiu, no início do século XX, o ar-condicionado não visava ao conforto dos seres humanos, e sim à preservação de mercadorias. Contrariada por não poder imprimir e estocar papéis em razão do forte calor, uma gráfica nova-iorquina encomendou ao engenheiro Willis Carrier um aparelho capaz de controlar a umidade e a temperatura ambiente. A máquina, que faz o ar passar por tubos contendo um fluido refrigerante, ficou pronta em 1902 e conheceu sucesso imediato. Têxtil, tabaco, massas, balas, farinha, chocolate: em menos de dez anos, todas as indústrias cuja produção sofria com as flutuações térmicas converteram seus espaços em ambientes climatizados.

Ursos-polares diante dos cinemas

Feliz consequência, os operários também passaram a apreciar o ar fresco. “A produção é mantida em sua capacidade máxima e os trabalhadores, em vez de difíceis de encontrar, buscavam ser contratados por uma fábrica equipada por Carrier”, vangloriava-se, em 1921, a propaganda de uma empresa que acabava de transferir parte de suas atividades para o México. Oito anos depois, outra propaganda precisava: nas fábricas climatizadas, “o ar mais saudável e agradável atraiu os trabalhadores mais desejáveis e praticamente eliminou os conflitos sociais”. Mas o conforto dos assalariados interessa menos que seu rendimento. Em períodos de calor, constatam os chefes, os trabalhadores perdem em produtividade, as velocidades se tornam mais lentas, as faltas aumentam; às vezes é preciso recorrer a pausas suplementares, começar as atividades mais cedo, ou mesmo interromper a produção.

Era o momento do taylorismo e da racionalização da produção. Os empregadores passaram a medir as temperaturas mais suscetíveis a assegurar a eficácia da produção. O governo federal também começou a realizar testes e estabeleceu que seus datilógrafos perdiam 24% da produtividade quando, no verão, não dispunham de climatização.5 “Por que as melhores invenções e os progressos científicos e industriais vêm de zonas temperadas?”, questionava uma publicidade de Carrier mostrando um personagem de pele bronzeada, sob o sol, o rosto coberto por um chapéu. “Porque, durante séculos, o calor tropical desproveu os homens de sua energia e ambições. Não havia ar-condicionado. Então eles faziam sestas.” O título, em letras garrafais, define: “Temperatura 102 °F [39 °C], produção 0”.6 Assim, a climatização foi seduzindo um número crescente de escritórios, fábricas e ambientes administrativos.

Se o ar-condicionado foi inicialmente relacionado ao trabalho, ele também passou a evocar o lazer, o prazer e o divertimento nos cinemas. No fim do século XIX, esses espaços começaram a atrair público, principalmente no inverno; em dias bonitos e de calor, contudo, ninguém gostava de ficar em ambientes fechados, e as salas ficavam desertas, ou fechadas. Para remediar essa situação, a rede de exibição Balaban & Katz decidiu, a partir de 1917, resfriar seus estabelecimentos em Chicago. Diante do sucesso da operação – o custo da operação poderia ser ressarcido em um verão –, a concorrência seguiu os mesmos passos e, a partir de 1936, três quartos dos 256 cinemas da cidade tornaram-se climatizados. O movimento ganhou outras metrópoles norte-americanas. “Frio no interior”, “Sempre a 20 °C”: de Nova York a Houston, passando por Los Angeles, os painéis de decoração dos cinemas apresentavam ursos-polares, cubos de gelo ou flocos de neve. O verão já não era uma estação de morte, o que tornou possível a estratégia do “blockbuster de verão”.

Depois dos cinemas, a climatização conquistou trens, restaurantes, lojas e hotéis, em um esquema mais ou menos parecido: “Instala-se primeiro nos estabelecimentos de grandes redes, depois se estende a estabelecimentos de redes locais, antes de chegar aos negócios independentes e, finalmente, aos pequenos negócios de bairro”, relatava um profissional do setor em 1937.7 É muito difícil resistir a um concorrente climatizado. Ávidos de modernidade e contentes de escapar momentaneamente dos fortes calores de verão, os clientes passaram a evitar lojas e locais muito quentes. Além disso, vangloriava-se das virtudes sanitárias da climatização: o ar condicionado seria mais “puro” e “são”, como martelavam as propagandas e o poder público. Nos trens, faria desaparecer a fumaça dos cigarros “como por mágica”. Seria igualmente benéfico às mulheres grávidas, é o que assegurava o secretário de Saúde de Chicago, que aconselhava as futuras mães a frequentarem os cinemas Balaban & Katz no verão de 1921. Elas encontrariam aí, afirmava ele, um ar “mais puro que no Pico de Pike”, uma das montanhas do Colorado.

Com essa reputação, a climatização penetrou nos lares norte-americanos após a Segunda Guerra Mundial. No entreguerras, diversas empresas se lançaram no mercado da climatização individual, mas as primeiras tentativas sofreram reveses. Muito barulhentos, volumosos e, principalmente, caros, os aparelhos seduziram apenas um punhado de aficionados. Em 1951, Carrier passou a comercializar o climatizador de janela, fácil de instalar, por um custo módico. A corrida começou: a partir de 1960, 12% dos lares tornam-se climatizados; vinte anos depois, eram 55%. Em 2005, 82%, e hoje, quase 90%. Antes aparato da burguesia, logo foi estendido aos lares de classe média, e agora a climatização é acessível a quase todo mundo.

Quem frequentaria Las Vegas?

Ao se difundir no conjunto das regiões e classes sociais, o ar-condicionado criou sua própria necessidade. Durante muito tempo, o sul dos Estados Unidos foi menos urbanizado que o norte. No início do século XX, sua população começou a diminuir: perdeu 10 milhões de habitantes entre 1910 e 1950, essencialmente negros em fuga das leis raciais e da penúria dos empregos criados pela mecanização da agricultura, em busca de trabalho no Meio-Oeste. A partir dos anos 1960, enquanto a segregação foi oficialmente abolida, a situação se inverteu. Antes irrespirável, o sul trouxe um novo atrativo para os habitantes e as empresas: era possível aproveitar o sol sem padecer de seus inconvenientes, e também um ambiente livre de sindicatos. Entre 1950 e 2000, o Cinturão do Sol passou a representar de 28% a 40% da população dos Estados Unidos. “Sem climatização, seria impensável a Flórida contar com 18,5 milhões de habitantes”,8 observa o historiador Gary Mormino. O parque de diversões Walt Disney, em Orlando, seria um forno, e nenhum apostador ficaria sentado por horas nos cassinos de Las Vegas, no meio do deserto de Nevada.

Perdida nos bosques do Arizona, Phoenix abrigava 50 mil habitantes em 1930. Hoje, reúne 1,5 milhão de pessoas, e suas periferias se expandem cada vez mais. O concreto e o asfalto que recobrem a cidade absorvem o calor durante o dia; depois que o sol se põe, as temperaturas noturnas afrouxam. O termômetro ultrapassa os 43 °C em trinta dias do ano (contra sete nos anos 1950); em junho de 2017, flertou com os 50 °C durante três dias consecutivos. De manhã até a noite, centenas de milhares de climatizadores roncam e rejeitam o calor na atmosfera, elevando a temperatura em cerca de 2 °C, o que, por sua vez, em um círculo vicioso, justifica subir ainda mais o nível da climatização.9

Não é imaginável viver no sul dos Estados Unidos sem ar-condicionado. Há apenas um século, ninguém se colocava essa questão. Antes, a vida era regulada pelo clima. Lojas fechavam nas horas mais quentes, crianças eram dispensadas da escola quando o ar se tornava irrespirável, e fazia-se a sesta após o almoço. A arquitetura e a orientação das casas também eram adaptadas ao calor: portas e janelas amplas para fazer circular o ar, pés-direitos altos, paredes finas entre os cômodos, cornijas longas para proteger dos raios de sol, pisos elevados em relação ao solo, varandas sombreadas. E como se não fosse suficiente, pendurava-se um ventilador de teto, invenção que consome de dez a vinte vezes menos energia que um climatizador; colocavam-se os pés em uma bacia de água fria, ou punha-se um pano molhado ao redor do pescoço.

Indispensável para o funcionamento da internet

As casas construídas no Cinturão do Sol a partir dos anos 1960 se parecem com as da Pensilvânia ou de Indiana: pavilhões pré-fabricados de janelas estreitas, colocados sob o sol; imóveis modernos concebidos com um sistema de climatização central; arranha-céus cujos vidros nem sequer podem ser abertos. Como os terrenos eram baratos, as cidades cresceram a perder de vista, tornando o automóvel ainda mais indispensável que no norte. Segundo o historiador Raymond Arsenault, a climatização acelerou a “americanização do sul”, apagou as diferenças regionais, homogeneizou os Estados Unidos.10 Na Louisiana ou no Alabama, as escolas, lojas e escritórios passaram a abrir direto, sem pausas, e os alpendres onde se aproveitavam as sombras para conversar com os vizinhos já não existem. Em Nova York, no verão, ninguém mais compra gelo nos mercados de rua, ou instala seu colchão na varanda ou no chão. Atualmente, de norte a sul, todos desfrutam seus ambientes climatizados.

Os norte-americanos esperam encontrar climatização em todo lugar e o tempo todo. No Alasca, cerca de um quarto dos hotéis oferece esse conforto. A tolerância do país ao calor terminou por erodir-se de tal maneira que atualmente os norte-americanos se habituaram a temperaturas consideradas muito frias pelos turistas. Assim como no tempo em que a climatização era apenas artefato de hotéis de luxo e vagões de primeira classe nos trens, o frio permanece associado a uma forma de refinamento, de distinção. Em 2005, segundo o suplemento Moda e Estilo do New York Times (26 jun. 2005), quanto maior o status das lojas de roupa nova-iorquinas, menores suas temperaturas: a Old Navy, de preços baixos, propunha um ambiente de 26,8 °C, 4 °C a mais que a Macy’s e quase 7 °C a mais que a butique de luxo Bergdorf Goodman.

O avanço da climatização, contudo, enfrentou diversos obstáculos. Desde sua origem, clientes enviavam cartas de reclamação sobre o frio excessivo em lojas e cinemas. No sul do país, os habitantes demonstraram reservas diante de uma tecnologia considerada importada do norte, onde as pessoas não seriam resistentes o suficiente para enfrentar o calor. O próprio presidente Franklin Roosevelt detestava essa máquina instalada por seu predecessor: “Ele tem uma forte aversão ao ar-condicionado e não hesita em rejeitá-lo. As críticas veementes que formula regularmente à imprensa fazem uma péssima publicidade”, constatava o estado-maior de Carrier em 1931.11 Numerosos intelectuais engrossaram os refratários a essa tecnologia, do escritor Henry Miller, que enxergava no aparato um divórcio entre o norte-americano e a natureza (O pesadelo climatizado, 1945), ao historiador Lewis Mumford, que criticava a vontade da humanidade de exercer um controle absoluto sobre o meio ambiente (The Pentagon of Power [O pentágono do poder], 1970).

Ainda hoje, militantes ecologistas denunciam os estragos ambientais da climatização. Cientistas apontam o dedo a ela para explicar o aumento da obesidade: argumentam que temos uma tendência de comer mais no frio e que as pessoas ficam mais em ambientes fechados, em atividades sedentárias, em que o corpo não precisa mais gastar calorias para se esquentar ou se refrescar. Feministas reivindicam um uso sexista do climatizador, sistematicamente adaptado aos escritórios para uma temperatura que convém aos homens de calça, gravata e camisa, mas se converte em frigorífero para mulheres de vestidos e sandálias.12 A cada verão, as redes sociais se enchem de mensagens de mulheres – e às vezes de homens – reclamando de precisar levar casaco, suéter e cachecol para enfrentar o frio dos ambientes climatizados.

Essas resistências, porém, jamais impediram a expansão de uma tecnologia promovida pelos poderes públicos (que a partir de 1960 passaram a oferecer empréstimos mais vantajosos aos domicílios que se equipassem com ar-condicionado), pelas empresas de crédito (que propunham taxas de juros mais elevadas para a compra de bens desprovidos de ar-condicionado), por promotores imobiliários (cujas plantas o integram automaticamente), ou ainda pelas gigantes da energia, como a General Electric, feliz com essa nova demanda.

No entanto, a climatização não trouxe apenas desacordos. Além do conforto que proporciona, contribuiu para tornar mais salubre o sul dos Estados Unidos – antes terra de proliferação de doenças tropicais como a malária (fazendo diminuir a exposição humana a mosquitos) e a febre amarela. Também reduziu as mortes por calor. Entre 1979 e 1992, em uma época em que os pobres ainda não tinham acesso a esse equipamento, as ondas de calor causaram mais de 5 mil mortes, às quais é preciso acrescentar as vítimas da onda de calor de 1995, que causou mais de quinhentos óbitos apenas em Chicago.13 Atualmente, as ondas de calor não são mais sinônimo de hecatombes. Indispensável nos hospitais e nas salas cirúrgicas, o ar-condicionado é necessário também na fabricação de medicamentos, que exige temperatura controlada; resfria também os centros de dados necessários para o funcionamento da internet.

Ninguém, portanto, pretende restringir o uso da climatização nos Estados Unidos. Em 2008, a ONU tentou dar o exemplo aumentando a temperatura de sua sede em Nova York em 3 °C. Mas a iniciativa não se espalhou. Algumas cidades adotaram medidas tímidas para conter excessos. Em 2015, Nova York proibiu as lojas de deixar as portas abertas com climatizador ligado – uma velha técnica usada para atrair os passantes com uma brisa de ar fresco.

Em 2011, um país se viu obrigado a uma dieta forçada: após o acidente de Fukushima, os japoneses precisaram reduzir de forma drástica o consumo de eletricidade e, portanto, de ar condicionado. Um professor da Universidade Waseda, em Tóquio, mediu a queda da produtividade de funcionários em escritórios – uma perda equivalente a trinta minutos de trabalho por dia14 – o que, sem dúvida, não é um estímulo para os empregadores norte-americanos seguirem o exemplo das Nações Unidas.

*Benoît Bréville é jornalista do Le Monde Diplomatique.



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